<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393</id><updated>2011-11-18T20:50:26.187-02:00</updated><title type='text'>Notas Mentais...</title><subtitle type='html'>memórias espalhadas, soltas, desconexas, mas minhas. Um dia venho aqui pegá-las de volta. Aproveite enquanto isso.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>73</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-4405983802309075778</id><published>2011-07-30T14:55:00.000-03:00</published><updated>2011-07-30T14:55:37.319-03:00</updated><title type='text'>(Des)Encontros</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-iNAp-bJlmp8/TjRFboy8CaI/AAAAAAAABH0/8WUVZHqvDtM/s1600/desencontro+guarda+chuva.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="113" src="http://1.bp.blogspot.com/-iNAp-bJlmp8/TjRFboy8CaI/AAAAAAAABH0/8WUVZHqvDtM/s200/desencontro+guarda+chuva.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 36.0pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Desilusão.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Nenhuma outra palavra, frase, ou mesmo enciclopédia poderia designar tão bem o sentimento dele naquele dia. Tivera cultivado com esmero cada sementinha de esperança para o que acreditava ter encontrado: o amor de sua vida. Era como se os astros tivessem combinado entre si e com Deus para promover o que considerava o mais sublime dos eventos: entre uma multidão, um olhar, um sorriso, uma conexão rara e espontânea e lá estava mais uma vítima da flecha do arruaceiro cupido. Desde então, tudo parecia ser questão de tempo: conversas até as horas mortas, admiração mútua, cumplicidade, confidências, textos inspirados. Na sua cabeça, planos, viagens, passeios, cartas e poemas de amor. Mas nada de pressa: ele já tinha aprendido que pro amor, (e, convenhamos, para a maioria das coisas), se precipitar não levaria a nada.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Que tivesse se precipitado. Melhor um não educado que vê-la indo embora na garupa daquela moto. Vagava pela rua agora um ser que era só solidão, breu total, oco. O coração e a alma ele se esquecera de pedir de volta a ela...&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;...Passaram os anos, e eis nosso amigo refeito. O coração e a alma sabiam o caminho de casa, e assim ele foi se reconstruindo. Mais maduro, mais sério, mais equilibrado, inclusive mais cético. Não tinha desistido do amor, mas sabia que precisava fechar algumas feridas para seguir em frente. A maior delas era mostrar a aquela linda moça destruidora de corações o quanto ela tinha perdido. Não queria fazer mal, apenas mostrar que no unidunitê da vida dela, ela tinha escolhido a pior opção.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Treinou para um eventual encontro, sabia exatamente o que e como dizer, tinha escolhido a dedo as melhores palavras da língua portuguesa. Preparou-se para qualquer imprevisto, já era mestre no improviso e seu sacarsmo tinha se elevado a níveis que ele mesmo se surpreendia. Compensava o fato de não ser o mais belo dos homens com charme, simpatia e até certo porte atlético: tinha se tornado maratonista, e dos bons. Tudo esquematizado, só faltava à ocasião certa. Aprendera a ser paciente: uma hora viria, ah se viria... Sorria imaginando a cena do dia em que ele daria o troco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele só não contava com uma única coisa: as oportunidades nós criamos, voluntária ou involuntariamente. Se ele soubesse disso, não teria ido para aquelas bandas. Se soubesse, não tinha subido naquele ônibus cheio. Que esperasse outro, não tinha pressa. Mas os astros e, desconfio, até Deus, sorriam largamente com a paralisia momentânea dele ao esbarrar com seu algoz. Com cada músculo de seu corpo enrijecido, nada podia fazer apenas sorrir. E não era um sorriso qualquer era daqueles reveladores, que dispensam palavras. Sua cabeça, a mil por hora, pensava em tudo e ao mesmo tempo em nada. Tentava, sem nenhum sucesso, retomar o controle da máquina, esta que tinha sido, por tanto tempo, construída, preparada, otimizada, para um momento desses. Tudo em vão. Ao olhar nos olhos dela, a luz que refletia era tão intensa que não conseguiu sustentar por muito tempo. Para ser sincero, nem por um segundo.&amp;nbsp; Por dentro, revoltado consigo mesmo, assistia a um corpo descontrolado apenas dizer um breve “Oi!” “To bem e você?” e, depois de três pontos em um silencio cruciante, “tchau, beijos”. O efeito hipnotizante-retardado foi-se assim que ela desapareceu de sua vista, e ele percebeu o quão ingênuo ele fora. Determinadas coisas somente o tempo, se tiver boa vontade, pode nos vingar. Lançou a cabeça para trás do banco enquanto o banco partia e foi rindo, zombando de si mesmo pelo resto da viagem...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Enquanto isso, naquele ponto, aquela moça cerrava os olhos, com raiva de si mesmo, perguntando o que deu de errado para ela não conseguir falar tudo que tinha ensaiado por anos para ele...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-4405983802309075778?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/4405983802309075778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=4405983802309075778&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/4405983802309075778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/4405983802309075778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2011/07/desencontros.html' title='(Des)Encontros'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-iNAp-bJlmp8/TjRFboy8CaI/AAAAAAAABH0/8WUVZHqvDtM/s72-c/desencontro+guarda+chuva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-5578239838206532301</id><published>2010-04-07T01:54:00.004-03:00</published><updated>2010-04-07T14:02:41.330-03:00</updated><title type='text'>Decifra-me ou te devoro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6_M1eJMUBmc/S7wQCsmJ-aI/AAAAAAAAA2c/NeU_OmDxlOU/s1600/EdipoeEsfingeVaticano.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_6_M1eJMUBmc/S7wQCsmJ-aI/AAAAAAAAA2c/NeU_OmDxlOU/s320/EdipoeEsfingeVaticano.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;“Você é minha esfinge!”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;, disse um amigo à ela, tamanho era seu mistério. E, para ela, não havia outra definição que pudesse defini-la melhor: um enigma nunca antes desvendado, tal como a esfinge&amp;nbsp; de Édipo.  Reclinada em sua poltrona, ela recebia essa mensagem com a estranha sensação de resignação, como se ainda não tivesse nascido ainda alguém que pudesse compreendê-la. Ela era o maior desafio para terapeutas, amigos e, sobretudo, para ela mesma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não que ela fosse a pessoa mais complicada do mundo, longe disso. Também não era a pessoa com mais problemas do que as outras, embora tivesse seus dramas. Não tinha um gênio indomável, tampouco era fria:. Não pecava pelos excessos, pelo contrário: sua fala é mansa, suave, quase que embalando uma melodia, embora se esconda um vulcão, um tsunami.  Por trás dos seus olhos serenos e seu sorriso contagiante, encontravam-se terremotos, maremotos e chuvas torrenciais.  Talvez esse fosse justamente o problema: só ela sabia dessa ambigüidade, mas se continha a tal ponto que até ela, por vezes, se esquecia do que ela era.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez ela possuísse uma imagem parcial, incompleta, de si mesma e se assustava sempre que os seus outros lados, como aquele mais obscuro e o mais impulsivo, apareciam. E eles sempre aparecem, pois a natureza sempre põe à tona aquilo que tentamos esconder de nós mesmo, não importa como. E como ninguém gosta de viver de sobressaltos, ela se protegeria a sua maneira: uns diziam que ela se fechava em uma concha, outros diziam que ela colocava dezenas, centenas de camadas a sua volta, assim como uma cebola.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos nós temos diversos “lados”, facetas. Não seria exclusividade só dela. Todavia, há formas e formas de revelá-los. Alguns simplesmente deixam essas facetas fluírem naturalmente, sem controle prévio ou censura. Impulsivos, por mais organizados que sejam cada minuto é uma grande surpresa pra eles: não se sabe como irão reagir a um gesto, uma palavra, um olhar do outro ou de si mesmo.  Outros, por sua vez, controlam cada passo que irão dar: está tudo arquitetado, evitam o improviso que a impulsividade obriga a ter. Cada palavra dita é proferida devidamente pensada e repensada, cada gesto é filtrado e não foge a seu controle. Mas como a natureza sempre põe à tona aquilo que tentamos conter, sempre que se há um lapso e ela se escapole de sua concha, sempre que percebe que a cebola sendo descascada muito rápida ou profundamente, ela se fecha cada vez mais, seja em uma concha mais resistente, seja em uma cebola com mais camada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não seria  o fluxo da vida abundante demais para se passar por um eterno e rigoroso controle? Tentar viver  em um casulo é como controlar um vazamento com chiclete: uma hora não vai segurar mais, vai arrebentar. E a vida pode ficar tão mais divertida, tão mais colorida quando deixamos o impulsivismo aparecer em nossas vidas: quando falamos aquilo que queremos falar, que digamos bobagem, quando agimos passionalmente mesmo que depois fiquemos vermelhos de vergonha do que fizemos.  Que nos apaixonemos e desapaixonemos.  Quando agimos antes de pensar, quando não pensamos nas conseqüências. Enfim, não é ser irresponsável, é ser humano, é ter vida. E Talvez ela saiba disso: há uma certeza quase geral de que nem o melhor dos psicólogos vai dizer alguma coisa sobre ela que ela já não saiba. Mas, assim mesmo, ela continua sendo um desafio para si e para os outros: qual a razão para tanto domínio de ímpeto? Seria medo de ser feliz de uma forma diferente do que passou a vida planejando? Desfazer os castelos de areia da alma é tão doloroso quanto perder parte do corpo, e nem todos estão preparados para isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só aqueles olhos calmos que escondem uma grande ressaca do mar seriam tão mais belos se permitissem que fôssemos engolidos por suas gigantes ondas.  Que aquela fala carinhosa que acalma o seu ouvinte também se permitisse queimá-lo com as lavas do seu Vulcão. Que a mão que acalenta se permitisse colocá-lo no meio de um terremoto.  Mas para ela pode ser que seja mais forte que ela desviar-se do assunto quando ele vai entrar em uma área onde ela não tem total controle. Ou que é mais forte que ela desconfiar de alguém que apenas quer conhecê-la, pois não existe amizade sem conhecimento do outro.  Talvez, para ela, perceber que no meio de uma conversa, o outro está perto de si mesma, em uma área perigosíssima, a do seu eu desprotegido, ambíguo, sem máscaras, é tão assustador que a faz usar qualquer arma para despistar, fugindo logo em seguida. Talvez, quando ela sai da conversa, foge não por ser covarde, mas porque não se sente confortável para se abrir para o outro. Mas como se sentir confortável quando não se abre espaço?  Embora sempre risonha, fazê-la sorrir aquele sorriso verdadeiro, de dentro pra fora, aquele que mostra a janela secreta da alma, seja para muitos dos seus queridos uma vitória.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, apesar de tudo, é justamente nesse ser contido que se guarda um charme, algo que atrai as pessoas a quererem conhecê-la melhor. Arrasta-nos para uma grande areia movediça, prendendo ali eternamente sem nunca ter certeza completa de que a realmente conhece.  Talvez este seja o segredo dessa esfinge pós-moderna: descobrir uma senha que nos livre dessa incontrolável compulsão em desvendá-la ou que a faça sair de sua concha ultra-resistente. Por mais que seja meio exagerado dizer que ainda não nasceu um Édipo para desvendar esse enigma, o fato é que ainda não ele não foi encontrado. Esse ar misterioso, contido, pode ser justamente uma escolha dela, que permitirá a apenas a alguns privilegiados, que possuindo a resposta do seu enigma, tem as chaves de seu coração e mente. Que por trás daquela fachada quieta e serena, existia uma intensidade explícita em seu viver. Ou será que sua intensidade esta circunscrita aos suas loucuras secretas? Daria pra viver certas loucuras de vez em quando sem necessariamente romper as barreiras do seu casulo?&amp;nbsp;  Enquanto isso não acontecia, ela poderia estar se&amp;nbsp; deliciando em devorar meros mortais extremamente curiosos em desvendá-la, bagunçando suas cabeças metidas a analistas freudianos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de sua resignação inicial, e reorganizando seus pensamentos, ela, com um sorriso no canto na boca, fala para uma confidente e surda tela: &lt;i&gt;&lt;b&gt;“É, talvez eu seja uma esfinge! Decifra-me ou te devoro!”.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Posso escutar o seu contido riso travesso quebrando o silencio de seu quarto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-5578239838206532301?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/5578239838206532301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=5578239838206532301&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/5578239838206532301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/5578239838206532301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2010/04/decifra-me-ou-te-devoro.html' title='Decifra-me ou te devoro'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6_M1eJMUBmc/S7wQCsmJ-aI/AAAAAAAAA2c/NeU_OmDxlOU/s72-c/EdipoeEsfingeVaticano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-7967937650184431271</id><published>2009-09-01T00:00:00.000-03:00</published><updated>2009-09-05T02:17:03.599-03:00</updated><title type='text'>Polaroids (ou "e quando o pássaro não volta?)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6_M1eJMUBmc/SpyK3ehk9UI/AAAAAAAAA00/LM38aeUmZ3I/s1600-h/SDC13257.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; 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 &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Eu, atrasado, entro no primeiro vagão de um trem rumo a Paciência. Seria uma segunda normal se não fosse pelo fato deste vagão estar vazio. Completamente vazio não: havia, além de mim, um casal. Minha distração de olhar a paisagem do subúrbio sob a luz do nascer do sol e os ouvidos surdos pelos fones do MP3 (hoje era Chico Buarque, pra variar) me fazem esquecer aquele casal a minha frente...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; color: red;"&gt;“... Quando você me deixou, meu bem me disse pra ser feliz e passar bem...” (Chico Buarque)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Como um capricho dos deuses, cantarolava essa frase quando o trem parou na estação de Cascadura. Com o parar do trem, abrem-se as portas do vagão e com elas o homem sai, despretensiosamente. E no exato momento que as portas se fecharam, eis que a moça se torna em um grande manancial de lágrimas: grossas, quentes, tristes. Não há escândalo de sua parte, não há desespero, tampouco teatralizações. Há discrição de ambas as partes: da dela, para não mostrar seu rosto encharcado e de maquiagem borrada; da minha, para que ela não percebesse que eu ali a observava e, de certo modo, compartilhava da dor dela e tentava penetrar em seus pensamentos. Pus-me a escrever ali mesmo, misturando dor, reflexão e músicas em uma linha tão difícil de dissociar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; color: red;"&gt;"O que é que eu posso contra o encanto/ Desse amor que eu nego tanto/ Evito tanto/ E que, no entanto/ Volta sempre a enfeitiçar" &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Mesmo na impossibilidade de entrar em seus possíveis devaneios (o dom sobrenatural que tanto almejo), me vi como que abrindo um detestável álbum de fotografias mentais. E nesses flashes, página após páginas, via juras de amor, beijos apaixonados, risos ao luar, cochichos ao pé do ouvido, a calma das mãos entrelaçadas, a sensação de completude, o da “pra sempre”, o suspiro de quem percebe que o pensamento foi invadido pela imagem do amado. E, como num loop de uma montanha russa, as imagens se transformam e as imagens mostram a angustia da solidão, os pés andando em caminhos contrários, o nada, o vazio, o vagão do trem vazio, a imagem daquela moça que, agora, coloca os óculos escuros para disfarçar sua tristeza.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; color: red;"&gt;"... O que me dá raiva são as flores e os dias de Sol/São os seus beijos e o que eu tinha sonhado pra nós..." (Leoni)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;O castigo daqueles que se atrevem amar é terem que lembrar tortuosamente dos melhores momentos do relacionamento quando ele termina. Tal como Prometeu, que, acorrentado no Monte Cáucaso, tinha a companhia apenas de Abutre que lhe comia fígado diariamente como castigo pela ousadia de pegar o fogo sagrado de Zeus, temos nossos corações devorados pela ousadia de pegar o Amor, o fogo sagrado de Deus. Tortura-nos, de maneira igual, lembrar daquilo que não vivemos, mas que poderíamos viver. Planos, futuros, viagens, aquilo que deixamos de viver, abdicamos voluntariamente acreditando que, no fim, valerá à pena. Mas nem sempre vale...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; color: red;"&gt;"(...) Ah, se já perdemos a noção da hora/ Se juntos já jogamos tudo fora/ Me conta agora como hei de partir (...)&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Uma das histórias que mais marcou quando menino era aquela que o mestre, para mostrar ao discípulo que não devemos a nos apegar a nada que não é nosso, ordena que se solte da gaiola  o seu melhor pássaro, o mais querido. Incrédulo, o discípulo,  ao ver pássaro sair pela janela, pergunta qual a razão dessa atitude tão radical. E o mestre, na sua habitual e irritante calma, profere  a célebre frase: &lt;i&gt;“Se ele for realmente meu, ele irá voltar”&lt;/i&gt;. Esta fábula se encaixa perfeitamente nos nossos relacionamentos. Se realmente devemos libertar o outro,  por qual razão não o fazemos? Ou não o soltamos com medo dele não ser nosso e nunca mais voltar, ou o soltamos, mas sempre com a convicção de regresso.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;u4:p&gt;&lt;/u4:p&gt;Mas... e se o pássaro não voltar? O que fazemos?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; color: red;"&gt;"(...) Não ter você/ cair em si/ Morrer de amor não é o fim, mas me acaba (...)" (Djavan)&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;u4:p&gt;&lt;/u4:p&gt;Como suportar a dilacerante dor que é o fim do amor?  Ele pode até não matar, mas nos acaba. O que fazer com aquele espaço enorme que fica quando o outro se vai? O que fazemos para tirar da boca o amargo gosto da frustração?Como tirar da cabeça os bons momentos que nos perturbam e deixam a sensação do “poderia ter dado certo se...”? Por que não podemos lembrar somente das brigas, discussões, defeitos, do que nos incomodava? Por que não sentir o refrescante ar da liberdade e da possibilidade de amar de novo, sem os erros de antes, só que agora mais e melhor? Por que não, numa postura de extrema maturidade (ou de frieza), entender que todos os relacionamentos são pontes para a busca do inatingível “perfeito amor”?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Enfim, por que não entender que, se o pássaro não volta, é porque nunca foi nosso?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; color: red;"&gt;"(...) E quando eu me apaixonei/ Não passou de ilusão/ O seu nome rasguei/ Fiz um samba-canção/ Das mentiras de amor/ Que aprendi com você (...)"&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;A minha tristeza naquele vagão banhado pelo sol mansinho da manhã não era por mim, era por ela. Não sei seu nome, nem sua história, tampouco se ela foi quem terminou, ou o contrário, ou se é que foi um término. Pela frieza que pareceu, deduzo que sim... Minha tristeza era saber que tudo isso que penso de forma racional e em tons mais leves, ela talvez estivesse passando de forma abrupta, dolorida...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; color: red;"&gt;Oh, pedaço de mim/ Oh, metade adorada de mim/ Lava os olhos meus/ Que a saudade é o pior castigo/ E eu não quero levar comigo/ A mortalha do amor/ Adeus..."&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Próxima Estação: Paciência.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Um colega de trabalho interrompe meus devaneios: é hora de desembarcar e viver a vida real. Agradecido me levanto e percebo que a moça não estava mais lá: deve ter soltado em alguma estação que meus devaneios não me permitiram ver. A dor foi junto com ela, mas aquela imagem ficou registrada: tornou-se mais uma Polaroid dos sentimentos humanos que vou guardar em meu álbum... &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;...que eu teimo em colecionar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;u4:p&gt;&lt;/u4:p&gt;&lt;u4:p&gt;&lt;/u4:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-7967937650184431271?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/7967937650184431271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=7967937650184431271&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/7967937650184431271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/7967937650184431271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2009/08/polaroids-ou-e-quando-o-passaro-nao.html' title='Polaroids (ou &quot;e quando o pássaro não volta?)'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6_M1eJMUBmc/SpyK3ehk9UI/AAAAAAAAA00/LM38aeUmZ3I/s72-c/SDC13257.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-8742716182546095625</id><published>2009-07-07T16:16:00.001-03:00</published><updated>2009-07-07T16:25:38.451-03:00</updated><title type='text'>Upgrade U</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CNelton%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CNelton%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CNelton%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Entre a multidão de citações do gênero, esta sempre me agradou mais, já que, particularmente, ela representa pra mim o verdadeiro espírito de uma pessoa “amiga”: alguém aberta a novas relações e, portanto, disposta ao risco do desapontamento e da ilusão. Mas, por outro lado, aquela citação traz em si o espírito de que a renovação, o crescimento como pessoa, como amigo, implica em também&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;conservar aquilo que é substancial para você mesmo. No caso da frase, os amigos antigos.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Mas não é raro (não mesmo!)&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;encontrarmos pessoas que desatam os “firmes” nós da amizade com uma impressionante velocidade. Transformam aquilo que eu sempre considerei o maior dos sentimentos, até maior que o próprio amor Eros, em&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;um objeto mercadológico, trocando e se desfazendo a partir do momento que aquilo não dá mais benefícios imediatos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A amizade, assim como a vida, tem se tornado cada vez mais líquida, mas nem sempre de forma tão consciente e maquiavélica como parece.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Na avalanche de informações, relações, pessoas, imagens, vamos simplesmente agindo, ou melhor, reagindo a esses impulsos e muitas das vezes não damos conta do que estamos fazendo – ou deixando de fazer. Consciente ou inconscientemente (não quero entrar nessa discussão) não paramos um instante para pensar, refletir sobre nossas ações, nossas escolhas ou mesmo nossas omissões...&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Enfim, somos como um computador sobrecarregado, eternamente ligado e sem atualização.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Observemos por um instante todos nossos atos, gestos, palavras, pessoas ao nosso redor: será que não estamos nos apegando restritamente as “novidades”, independente se supérfluas ou não, &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e esquecendo do que nos é essencial, independente do que é novo ou antigo?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Não estaríamos nós nos afastando daquilo que é indispensável e inerente ao nosso ser em prol da preocupação exclusiva do novo, que é, por definição, também o incerto? &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Não é uma questão de dizer que o “velho” constitui o fundamental, tampouco que o “novo”&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;é a matriz do superficial, mesmo porque não é bem por aí o rumo da minha prosa. É bem verdade&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que estamos apegados demais a quinquilharias desnecessárias e talvez nem tanto atentos ao edificante do novo. É por isso que advogo&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;uma atualização, um “upgrade”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Atualizar-se não é somente adquirir novos hábitos e idéias, ou novas roupas, tampouco ampliar sua rede social real (nada de Orkut ou Twitter), mas também ver revirar seu baú de emoções, sentimentos, amigos, músicas, etc., e separar aquilo que te é essencial daquilo que não é. Jogar certas coisas fora é um bom exercício de desapego, pois alivia demais a sua bagagem, porém, deve-se ter imenso cuidado, pois aquilo não voltará jamais, e, às vezes, não estamos preparados para isso. Quanto àquilo que não jogamos fora, não basta apenas deixá-lo, inerte e empoeirado: devemos retirar todo o pó, passar um bom lustre e, por vezes, fazer pequenos ou grandes reparos. E, sobretudo, colocá-lo ao lado daquela novidade de última geração que você ainda está babando.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Isso requer tempo, disposição, e até doses de sacrifício, porém se não fizermos, a tendência é de se perder aquilo irremediavelmente e aquilo se tornar apenas mais uma, das inúmeras, recordações boas. E é senso comum afirmar que sempre sentimos falta daquilo que perdemos. Criamos, institivamente, zonas de conforto em nossas relações, onde nos aconchegamos e acreditamos que nada precisa ser modificado. E enquanto isso, lá elas estão enchendo-se de poeira, que de tão grossas, já encobrem e embaçam a beleza daquela relação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Já que está parado aqui lendo este texto, tire mais dois minutinhos para um auto-exame: há quanto tempo você não liga para seus amigos de infância/adolescência para saber como está? Há quanto tempo você não sai com eles para simplesmente ficar de papo, tomando uma casquinha no banquinho do shopping (ou qualquer coisa do gênero)? Lembra-se dos seus sonhos e ideais de quando jovem? Ainda permanecem de pé ou você simplesmente se esqueceu deles? Faz quanto tempo que você não põe pra tocar aquele CD que marcou uma fase boa de sua vida? Porque você não faz uma playlist de músicas que te lembram alguém ou algo importante, ao invés de só escutar as Top 10 Hits de Julho de 2009? Há quanto tempo você não dá aquele abraço nos seus pais? Você pode ter – e eu tenho – dezenas de divergências com eles, mas são, antes de tudo, meus pais. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Já tentou retirar a poeira dos seus álbuns de fotografia? Que tal convidar seus amigos pra te ajudar nessa empreitada e relembrarem o porquê vocês são amigos?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Faz muito tempo que você não se declara pra sua namorada(o)? Não manda um cartão? Não recita uma poesia ou mesmo a chama de meu anjinho?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;São coisas simples, fáceis, algumas precisam de Mastercard, mas maioria não...Acho que não custa tentar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-8742716182546095625?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/8742716182546095625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=8742716182546095625&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/8742716182546095625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/8742716182546095625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2009/07/upgrade-u.html' title='Upgrade U'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-8804980554650530351</id><published>2009-01-30T00:15:00.005-02:00</published><updated>2009-01-30T00:26:20.668-02:00</updated><title type='text'>Ar...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6_M1eJMUBmc/SYJlQ_IRpwI/AAAAAAAAAyE/zR4YgxxDb7Y/s1600-h/solidao.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6_M1eJMUBmc/SYJlQ_IRpwI/AAAAAAAAAyE/zR4YgxxDb7Y/s200/solidao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296907454239581954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ali estou eu, sentado naquele banco a esquerda. Observo o mar, sinto a leve brisa cobrir meu rosto. Quisera  eu ter a incapacidade absoluta de não precisar deste ar que tanto me inebria. Quisera eu ser completamente insensível ao aconchego que esta me proporciona nesta madrugada, essa paz  ao sentir  esse vento brando e fresco sobre meu corpo.  Ou mesmo dissimular a adrenalina e a endorfina que corriam em minhas  veias quando percebia que essa brisa se tornara num tufão e devastava a minha cidade.  Quisera  eu ser desprovido da necessidade de respirar, de, a todo instante, inspirar e expirar este ar que invade e se apodera de todo meu ser, esse ar que me faz sentir vivo, que me faz ir adiante, que me faz correr maratonas, nadar mares e subir montanhas pelo simples fato de tê-lo mais dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Contudo, querer não é poder  (pelo menos por aqui) e cá estou:  sentado, respirando, sentindo a brisa acalmar meu corpo, recuperando-me depois de ver minha cidade ser completamente arrasada em frações de segundos. Lá me encontro feliz, otimista, alegre... e morrendo por dentro.  Por fora, um homem alegre divertido, carismático, até mesmo interessante. Por dentro, um homem em conflitos, em dúvidas, inseguro, melancólico. O motivo? A vida?  Familia? Trabalho? Dilemas existenciais? Nada disso, apenas a incondicional e irrevogável necessidade deste ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Respirar um ar que não se pode buscar, que não se pode conquistar,  que só  pode ser apenas encontrado.  Por mais que tentamos ludibriar esta regra, com receitas ali e acolá, o fato é que ele  vem até você e não  o oposto.  E é isso que me dói mais: a impossibilidade da escolha.  Não posso escolher tomar o ar do sudoeste, ou do norte, ou do noroeste: o vento vem tão subitamente, tão repentinamente, que só posso aceitá-lo do jeito como vem, sem questionar: eu tenho que respirar, eu preciso respirar.  Eu preciso deste ar puro, que emana da fonte  mais límpida, totalmente natural, transparente e espontâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Enfim, um ar que, apesar de estar ao meu alcance, não é meu de verdade. Pode até me tangenciar, mas seu alvo é outro. Busca inebriar outra mente, aconchegar outro braço, encher de vida outros pulmões e, assim, completar outro coração. Por acaso quis o destino (este ser tão ingrato) que essa brisa passasse por mim, mas não era sua intenção. Coitada da brisa, mal ela sabe o mal que ela me faz me fazendo tão bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E lá estou eu ainda sentado,  sabendo que procurar um outro um lugar onde aquele ar não possa estar é uma procura vã, posto sua onipresença. Então me vejo levantando com a solução: passarei a andar pelas ruas com um balão de oxigênio nas costas, desistindo de respirar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...por enquanto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-8804980554650530351?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://letras.terra.com.br/vinicius-de-moraes/1350034/' title='Ar...'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/8804980554650530351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=8804980554650530351&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/8804980554650530351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/8804980554650530351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2009/01/ar.html' title='Ar...'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6_M1eJMUBmc/SYJlQ_IRpwI/AAAAAAAAAyE/zR4YgxxDb7Y/s72-c/solidao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-3487286459130509255</id><published>2009-01-05T05:18:00.003-02:00</published><updated>2009-01-05T05:24:30.002-02:00</updated><title type='text'>Na Cadeira...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6_M1eJMUBmc/SWG0052jCuI/AAAAAAAAAxY/h2SApLLb9AY/s1600-h/solidao.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; 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Olhe para os mais formosos rostos e encoste-os com o teu cálido rosto; enlace teus dedos com os melhores dedos; entorpeça, com teus beijos, os mais belos lábios que encontrares. Como disse, vás, e com intensidade e busque-o. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Se, por acaso o encontrar, se entregue de corpo e alma, mente e coração. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Eu estarei aqui, do outro lado. Não mais exageradamente ansioso como um Bentinho a espera de sua Capitolina, na verdade tão sereno que me pergunto se devo ficar aqui, sentado, a tua espera. Teus olhos de ressaca logo respondem tal devaneio. Mas não ficarei inerte, como se fosse um produto harmonicamente acabado para ti. Enquanto buscas desenfreadamente tua felicidade, eu estarei correndo as mais longas distâncias, levantarei os mais pesados dos halteres, e empilharei - ao lado da cadeira que uso para te observar&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;- os mais belos livros de poemas, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;e os recitarei de cor e salteado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;E assim, quando mais tarde regressares, percebendo que a busca foi vã, pois não encontrastes o amado de tua alma, tomarei tuas lindas e delicadas mãos e direi que não foi vã a tua jornada, pois fora necessária para que este momento acontecesse. Logo após, recitarei com alma e intensidade os poemas mais belos que parecerão que foram escritos sob medida para ti. Sentirás, por exemplo, que Salomão pensara em ti quando escrevera seus cânticos de amor, que eras a musa que fizera Fernando Pessoa achar que sua carta de amor (e de todo o resto da humanidade) era ridícula, e que tu foras aquela que Vinicius de Moraes jurara ser de tudo atento. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Erguer-te-ei a tal ponto de se convencer, com razão e sem necessidade da hipócrita modéstia, que és a principal das nove deusas que presidiam às artes da Grécia Antiga.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Darei abrigo e proteção em meus braços, e sentirás uma deliciosa sensação de paz e conforto ao refestelar tua cabeça em meu peito. E perceberás que os incontáveis quilômetros percorridos deram-me condicionamento suficiente para desejar, incansavelmente, teus beijos mais doces noite adentro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;E então, viverei tão em ti, tão de ti e tão para ti. E saberei que, enfim, sento-me à sombra daquela que tanto havia desejado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Agora vá, musa minha, vá. Estarei bem aqui, acompanhado pelos meus devaneios, meus desejos e as poesias. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-3487286459130509255?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://letras.terra.com.br/vinicius-de-moraes/1350034/' title='Na Cadeira...'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/3487286459130509255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=3487286459130509255&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/3487286459130509255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/3487286459130509255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2009/01/na-cadeira.html' title='Na Cadeira...'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6_M1eJMUBmc/SWG0052jCuI/AAAAAAAAAxY/h2SApLLb9AY/s72-c/solidao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-7039617024502047390</id><published>2008-12-31T02:18:00.001-02:00</published><updated>2008-12-31T02:20:05.985-02:00</updated><title type='text'>Intensidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6_M1eJMUBmc/SVryyF3Kq1I/AAAAAAAAAxQ/zAJ8BHFOPCQ/s1600-h/olhar+femini.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; 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Não estava tão perto a ponto de perceber todos os detalhes daquele sorriso que, inevitavelmente, já me contagiava, nem tão longe que não pudesse perceber o calor por trás de seus olhos castanhos. Achava, pretensiosamente, ser eu o último ser intenso dessa humanidade tão mecânica, porém ao ver aquela face percebi que estava enganado: embora cada vez mais raros, os “intensos” ainda estão por aí, destacando-se dessa massa cada dia mais sem graça. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Se por acaso você, querido amigo leitor, encontrar uma pessoa &lt;u&gt;intensa&lt;/u&gt; por perto, não hesite: enlace-a, não a deixe se distanciar e prepare-se, pois, como dizem os comerciais da Sessão da Tarde, “a aventura só está começando”.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Faça isso sem pensar duas vezes (aliás, nem pense!), já que os “intensos” são um tipo raro, raríssimo, dentro de uma humanidade quase completamente amorfa, passiva, de indivíduos mornos, vivendo uma vida em tons pastel. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Mas como identificá-los? Muito simples. Primeiramente, não saia procurando, apenas observe.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;E quando menos esperar você encontrará aquele sorriso... Ah, aqueles olhos! Que indicavam, facilmente, que o que gostam são as cores vivas, vivíssimas. Cores de Almodóvar, de Frida &lt;span style="color: red;"&gt;Kahlo. &lt;/span&gt;E são os tons extremos que influem suas atitudes: é tão óbvio que a expressão “meio termo” não consta em seu vocabulário. Se amar, ama-se muito, e se odiar, odeia-se muito; ou é lindo ou é completamente horroroso; algo ou é maravilhoso ou horrível. Vive-se a contagiante alegria da paixão ou a dor insuportável da separação ou da solidão. Aquele lindo rosto diferenciava-se daqueles tantos outros que eu via que a rodeavam: não acham as coisas e/ou as pessoas “legalzinhas”, “maneirinhas”, não consideram “normal” um mega evento, uma festa, uma promoção ou mesmo um esperado encontro. Aquele sorriso indicava-me que por trás dele habita uma pessoa que vive ou nos 8 ou nos 80 (porque não 800? Ou mesmo 999?), sem estágios intermediários, buscando sempre o máximo de si, almejando sempre, mas sempre mesmo, o extraordinário que cada instante do presente pode oferecer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;No instante daquele olhar, esqueci-me do que fazia e me peguei devaneando, procurando saber se aquela intensidade era parecida com a que supunha ter. Será que ela teria, assim como eu, o amor como o tema central de sua vida? Pois, afinal, tudo envolve o amor para um “intenso”: a busca contínua pela pessoa especial, por amigos leais, sinceros, confiantes e eternos, por um emprego apaixonante e motivador, por um sentido de viver e até mesmo pela música perfeita, que ora seja em tom maior e uma letra que descreva toda sua alegria, ora seja num tom menor e que relate toda angústia ou melancolia. Alguém que, quando ama, não o faz a prestação, tampouco homeopaticamente. Simplesmente ama, sem orgulhos, nem problemas. Que apesar dos anos sinta ainda borboletas no estômago ou aquele delicioso calafrio na espinha quando vê o amado por perto. Que o motivo de seu amor não seja o “por causa de”, mas sim “apesar de”, isto é, que seus defeitos sejam tão sedutores quanto suas virtudes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Aqueles olhos me revelavam alguém que se entrega inteiramente ao outro, sem receios, sem “pisar em ovos”, sem deixar que os relacionamentos do passado se tornem traumas, mas sim degraus de aprendizado para o tão esperado “grande amor”. Aliás, para o intenso, via de regra,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;toda paixão é o “grande amor”, mesmo que descubra, mais tarde, que não passava de uma leve brisa romântica. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Estranhamente naquele sorriso eu vi que sua felicidade era ver a felicidade nos olhos do seu amor, sem que, para isso, se anular, bem como perceber que não há mais limites do seu corpo e do amado quando estão envoltos num abraço, e que no instante de um beijo, exista uma só boca, um só coração, uma só alma...um só fôlego de vida! &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Mas me revelavam também que por se entregar a tal ponto&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;sofria&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;uma dor dilacerante quando há o rompimento, a separação ou mesmo a mágoa de um platonismo sem reciprocidade, uma sensação de que &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;um grande vazio se apoderasse de sua alma e a deixasse inteiramente desnorteada, chegando a sentir uma dor física de tanto sofrer. Afinal, os intensos sabem&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que morrer de amor não é o fim, mas os acabam. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Em meio a pessoas que se escondem e têm medo de sentir em sua plenitude, aquele rosto que vi mergulha de cabeça, com todo o seu ser, com todo o corpo: pele, boca, mãos... Contrariamente àqueles que não demonstram explicitamente suas emoções e muito menos se permitem a avançar sobre esta matéria – por medo de ser reprovado, vetado, ou mesmo castrado-, seu sorriso era a imagem de quem delira de desejo, de peito aberto. Ousa viver cada segundo como se fosse o último, sem medo do desconhecido. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;O medo não é algo inexistente em seus olhos, mas tampouco era uma barreira no desejo de agir. Corpo e alma estão inteiramente coesos no que quer que faça: dançando (ah... a expressão maior da intensidade!), seja na pista mais famosa do mundo, seja na sala de casa, de pijamas, às 10 da manhã; Cantando a pleno pulmões tanto naquela apresentação para uma platéia lotada exigente, tanto debaixo do chuveiro, sozinha e com um cachorro (ou qualquer outro bicho de estimação) não tão exigente assim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Imaginei aquele rosto, por exemplo, explodindo de raiva ao perceber que se encontrava completamente indefesa a um temporal, quando tudo que ela queria, após um dia estafante de trabalho, era o calor e aconchego do lar. Mas, logo depois, ecoasse dela uma risada bem alta, contagiante, quase infantil de alguém que acabara de perceber que, na verdade, o que ela precisava naquele momento era justamente a liberdade de voltar a ser criança e tomar um belo banho de chuva.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;É acionar aquela chave que a faça retornar aos 9, 10 anos e viver, intensamente, seu jeito moleca de ser. Num mundo de laços fraternais tão frágeis, ela entrega-se tal forma que considera ultra-normal renunciar seus próprios planos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;festivos para estar ao lado, dando o ombro protetor a um amigo em prantos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Não pautando suas atitudes, em momento algum, no que os outros dizem a respeito, não se preocupa em ser intenso por popularidade, mas por necessidade de dar sentido a todo caos de emoções e sentimentos que há dentro de si. E esse caos é uma massa tão poderosa que mesmo controlada, acaba se revelando externamente. Como naquele sorriso, que era, para mim, verdadeiro estandarte daquela impressionante intensidade. Verdadeiro porta-bandeira de si própria, manifestando o a quem quiser ver o que está sentindo, mesmo que, a princípio, não queira mostrá-lo. Quem nunca viu aquele sorriso amarelado e aquela sensação de constrangimento expressa na vermelhidão nas bochechas que, se pudessem falar, diriam, “Não caibo de tão feliz, mas como controlo isso?”?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Não, definitivamente não se controla “isso”, apenas vive-se, entrega-se cabalmente nesta felicidade, sem calcular, meticulosamente, os possíveis “prós” e “contras”. Que eles se explodam!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Por sua densidade e complexidade, de quem busca viver, na apenas existir (e vivam os clichês!), pelas altas doses de charme, simpatia, sedução que eles exercem sobre nós é que faço minha apologia aos intensos. Estes, que sempre nos ensinam, inconscientemente, a combater diariamente a morosidade de uma vida sem graça, sem cor. A voltar a ter fé na paixão arrebatadora, no amor verdadeiro, nos laços consistentes, na felicidade impenetrável, e, sobretudo, na amizade duradoura (e quem há de negar que esta não é superior?).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Como eu voltei a ter depois daquele angelical rosto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-7039617024502047390?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/7039617024502047390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=7039617024502047390&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/7039617024502047390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/7039617024502047390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2008/12/intensidade.html' title='Intensidade'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6_M1eJMUBmc/SVryyF3Kq1I/AAAAAAAAAxQ/zAJ8BHFOPCQ/s72-c/olhar+femini.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-7936290067314995558</id><published>2008-12-07T02:19:00.007-02:00</published><updated>2008-12-08T11:10:22.116-02:00</updated><title type='text'>Saudades...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6_M1eJMUBmc/STtPM_4eupI/AAAAAAAAAxI/s-mh7D5vYmw/s1600-h/casal+na+praia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; 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Vi-me sozinho, desamparado ao lado daqueles milhares de pessoas sorridentes que se amavam ao sol escaldante, beijando-se, trocando carícias, ou mesmo abraçada caminhando na beira da praia. Tentei fazer do mar meu companheiro e fiquei o contemplando revolto, agitado, como se algo ou alguém o tivesse irritado seriamente. Mas de nada adiantou: sem perceber, já estava com os olhos voltados de novo para aquele casal que caminhava despretensiosamente pela areia, e o estranho e indecifrável sentimento da saudade começava a dominar toda minha alma. Indecifrável porque “saudade” não é só “sentir falta de algo ou de alguém”, ele vai além: tem um mecanismo mais complexo que eu ainda não consegui compreender. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Saudade está ligado incondicionalmente a memória, e assim, uma série de cenas, imagens surgiam &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;na minha mente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Tomado pela agonia da saudade, lembrei-me do nosso passeio a praia, quando nós éramos o casal despretensioso que flutuava pela beira do mar. Lembrei-me dos risos de nossas piadas, que eram só nossas. De nossas conversas, ora sobre o tudo, ora sobre o nada, que as tornavam verdadeiramente um diálogo, não uma competição entre dois egos infantis. Lembrei-me das provocações ao pé do ouvido que te deixavam tão ruborizada como extasiada. Até dos momentos em silêncio, que não nos incomodava, pois a presença um do outro transcendia as palavras, eu senti falta. Junto com as pegadas na areia, lançávamos nossos planos, sonhos, desejos. Não era mais “o meu” ou “o seu”, era “o nosso”, em que tudo se encaixava harmonicamente, assim como nossos beijos apaixonados ,e eu me lembrava de cada um desses com um sentimento tão carinhoso, como se o desejasse de volta. Mas da mesma que o mar apagava sistematicamente as pegadas na areia, tudo que tínhamos em comum, inclusive um ao outro, foram desaparecendo lentamente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Será?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Dei-me por mim e tentava, em vão, me distrair. Mudar o foco, talvez. Usemos um argumento científico: “tendemos a olhar para o passado mais do que ele realmente foi”. Eu sei, é verdade, mas quem disse que meu coração se acalma com argumentos cientificamente aceitáveis? Ele só ama e sente falta! E, de repente tudo me fazia lembrar nós dois naquele passeio: a playlist em meu mp4, o tom vermelho da minha camisa, o cheiro do meu perfume, que era o que você mais gostava... Tudo, absolutamente tudo, me lembrava aquele momento tão reluzente, onde, mesmo de improviso, tornamos o litoral escravo de nosso amor. E todos os artifícios para tentar controlar esses pensamentos eram em vão e me trazia você mais próximo de mim. E no martírio da memória imensa, seja auditiva, visual ou olfativa, a saudade começou a apertar e a doer.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Dói saber que tua ausência é o que me basta, e que não me foi dada uma segunda escolha. Dói saber que resta apenas a mim o esforço grandioso de agüentar essa falta, esse sentimento de incompletude, essa outra parte de mim que te dei e nunca tive de volta. E dói ainda mais saber que me faltam forças ou coragem, pois a imagem que de ti em vão persigo, consciente ou inconsciente, é minha única companheira. Dói saber que provavelmente este texto nunca lhe será lido e que, dentre em pouco, se tornarão palavras jogadas ao vento. Mas o que dói mesmo é ver aquele lindo casal caminhando pela praia e perceber que sinto saudade de algo que nunca aconteceu, pois nunca fomos à praia. Posso sentir saudade daquilo que nunca vivi?  &lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Sim, posso...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Porque, na verdade, a saudade maior não é o que éramos, mas sim o que poderíamos ter sido.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-7936290067314995558?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/7936290067314995558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=7936290067314995558&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/7936290067314995558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/7936290067314995558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2008/12/saudades.html' title='Saudades...'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6_M1eJMUBmc/STtPM_4eupI/AAAAAAAAAxI/s-mh7D5vYmw/s72-c/casal+na+praia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-115419605008701776</id><published>2008-12-03T01:56:00.000-02:00</published><updated>2008-12-04T01:57:29.803-02:00</updated><title type='text'>Procura-se... [Re-atualizado]</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/1600/Hugo%20Dias%20-%20solidao%20-%20T1%20-%2096.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/320/Hugo%20Dias%20-%20solidao%20-%20T1%20-%2096.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Procura-se uma musa.  Não precisa ser loira, morena, ruiva, não. Também não precisa ser alta, baixa, mediana, tampouco ter nível universitário, mestrado, pós doutorado - que seja apenas inteligente -.Não precisa gostar das mesmas coisas do que eu, ler os mesmo livros ou escutar os mesmos cantores, embora isso fosse bom. Não precisa nem mesmo morar perto de mim: pode ser daqui do Rio, ou de Paris, Tailândia ou mesmo da Groelândia (ou da Tijuca). Requer apenas uma virtude, rara e pouco explorada entre as mulheres: saber me enfeitiçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que consiga me encantar e ocupar todos os espaços de ócio de meus pensamentos com sua imagem, até a hora que, quando eu der por mim, ocupe todo minha mente. Que me motive, inconscientemente, a ser um homem melhor, buscar ser um profissional melhor, um amigo melhor, um amante melhor...enfim, que busque novidades para ter o que contar. Que tenha o dom de fazer com que eu crie uma trilha sonora especial para momentos como esse, só para arranjar só mais um pretexto para lembrar de minha musa. Que me inspire a escrever prosas, poemas, cartas, posts, todas ridículas e passionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me faça companhia nos meus devaneios: que quando sonhe, conscientemente, numa cena romântica , tipo as de cinema,ou quando imaginar um pôr-do-sol na Lagoa, o céu estrelado de Vassouras, um banho de chuva em Paris ou mesmo um passeio de Gôndola em Veneza ou uma corrida no Central Park (com direito a café no Central Perk), em vez de eu ver uma sombra do meu lado, vejas tu,  musa minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que minha relação com essa musa seja de platonismo. Que em um dia pense concretamente que tenho em minhas mãos, que a musa se humanizará só para me dar o prazer de seus beijos, mas que no outro, perceba que, na verdade, quem está no comando não sou eu, que sou um brinquedo nessa história. Que me faça sonhar com seus beijos, seus carinhos, seus abraços, imaginando qual a cor e forma deles.  E aí, que fique em suas mãos escolher que caminho devo tomar. Torço eu para que não fique no campo do platonismo, que se torne algo real, concreto,que o amor emergido seja "com grande liberdade, dentro da eternidade e a cada instante".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se nao for assim, e ela, no dia seguinte, sem  eu perceber, desapareça sem deixar, ao menos, um bilhete, eu possa sofrer e, na sofridão, descobri que amei, amei demais. Amei intensamente, como deva ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, eu coloque nos classificados, novamente:Procura-se uma musa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Musica ambiente:&lt;span style="color: rgb(255, 204, 51);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 51);"&gt;Smile (Sorri) - Djavan&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-115419605008701776?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/115419605008701776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=115419605008701776&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/115419605008701776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/115419605008701776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2006/07/procura-se.html' title='Procura-se... [Re-atualizado]'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-2195735605904910788</id><published>2008-11-10T01:03:00.000-02:00</published><updated>2008-11-10T01:04:12.214-02:00</updated><title type='text'>Irônico, eu?</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CAdmin%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CAdmin%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CAdmin%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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           &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: times new roman;font-size:100%;" &gt;Tem certas coisas que não conseguimos controlar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" lang="PT-BR" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Simplesmente assim: você se esforça, controla-se, mas, quando menos se espera, ta lá você fazendo de novo.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Podemos comparar com o vício: sejam coisas destrutivas, como a bebida e os entorpecentes, sejam em coisas cotidianas, como dar menos “pinta” de que esta gostando de alguém, ou não atacar a geladeira de madrugada, seja não entrar no Orkut ou dar uma “espiadinha” em que está on-line no MSN e atrasar seus estudos, lá estamos nós descumprindo nosso desejo de nos segurar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" lang="PT-BR" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Eu percebi a algum tempo que se tem uma coisa que eu não consigo me controlar, é com minha ironia e meu sarcasmo. (Não, ironia e sarcasmo não são a mesma coisa, mas não vou me deter a detalhes aqui. Qualquer coisa procura no Google). Confesso que por algum tempo, tentei evitar, busquei ser alguém simples, normal, que não tem um comentário “maldoso” ou “picante” para cada frase que escutasse. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 0.5in; font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" lang="PT-BR" &gt;Mas não deu. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 0.5in; font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" lang="PT-BR" &gt;Não acredito em natureza, em coisas inatas ao meu ser (e para quem acredita nisso, só um lembrete: cada um no seu quadrado, ta?), mas não tenho outro argumento a dizer que não que o sarcasmo e a ironia faz parte de mim. Não sou eu se não for irônico. Mais. Não sou eu se não for politicamente incorreto.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Talvez venha das minhas influências infantis, basicamente Pernalonga e Pica-Pau (a versão comportada, o outro é muito sem noção, é chato), a predileção pelos personagens irônicos. São os mais charmosos, são os mais engaçados para mim, são, em suma, os mais interessantes, os mais inspiradores. Poderia aqui fazer uma lista gigantesca dos personagens irônicos que me inspiram, mas só cito um, o maioral, o preferido: Chandler Bing. Talvez, se você nunca viu Friends (e por isso é uma pessoa menos feliz, fato!), não tenha a mínima idéia do que eu esteja falando, mas ele é o cara! Não perde uma piada, sabe a hora exata e o comentário exato para qualquer assunto, nem que com isso ele acabe por constranger as pessoas ou ser politicamente incorreto. E embora ele seja uma simples ficção, há algo nele que me aproxima ainda mais: seu espírito irônico é uma espécie de autodefesa, ou melhor, a única forma de se comunicar com o mundo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 0.5in; font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" lang="PT-BR" &gt;Sim, pois para mim a ironia não é uma escolha totalmente consciente. Na maioria das vezes, não tenho outra forma de como falar sem soltar uma ironia. Isso não faz de mim um palhaço, daqueles que precisam ser espalhafatoso para fazer graça. É claro que uma coisa leva a outra, mas não sou sarcástico para ser engraçado, sou sarcástico simplesmente porque não sei outra coisa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 0.5in; font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" lang="PT-BR" &gt;E hoje até gosto de ser irônico, faz parte do meu hipotético “carisma”, muito embora ainda cause problemas. O primeiro, mais simples, é que as pessoas confundem meus atos irônicos com atos depreciativos. Isso leva ao segundo problema: não se compreendido. Por não ser compreendido entende-se não ter o humor igual ao da maioria das pessoas.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Gosto do humor inteligente, rápido, rasteiro, que precise ter raciocínio muito rápido para dar tempo de achar graça. Não gosto de nada muito escrachado, que tenha que apelar para o pastelão para fazer rir, e, por isso, gosto cada dia menos do humor feito no Brasil. Por ter vivido longos anos em frente à TV, vendo seriados, gosto do humor americano, que, na grande parte das vezes, ninguém entende. E isso repercute na minha forma de fazer graça (aí sim, a ironia é deliberada para o humor): quando eu quero ser engraçado, ou mesmo espirituoso ninguém entende. Ou pior, entende errado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 0.5in; font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" lang="PT-BR" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 0.5in; font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" lang="PT-BR" &gt;Cada dia me sinto mais um estranho num grande ninho chamado universo. E para evitar maiores constrangimentos, eu me seguro para evitar um comentário dentro da igreja ou da escola, scrap, um sms para a amiga que ta namorando (mesmo que definhando), um email, ou mesmo uma resposta para uma banca de qualificação de Mestrado de forma irônica, ou com altas doses de humor negro (ou afro-descendente, como queiram) ou mesmo algo politicamente incorreto. Mas quando me vejo já to lá eu fazendo de novo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  lang="PT-BR" &gt;&lt;span style="font-family: times new roman;font-size:100%;" &gt;Eu disse que não consigo me controlar.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-2195735605904910788?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/2195735605904910788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=2195735605904910788&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/2195735605904910788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/2195735605904910788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2008/11/irnico-eu.html' title='Irônico, eu?'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-7201101495887915239</id><published>2008-08-14T02:07:00.003-03:00</published><updated>2008-08-14T02:17:25.658-03:00</updated><title type='text'>Finitude - A Repercussão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6_M1eJMUBmc/SKO9wElgH7I/AAAAAAAAAlA/pRFheapI6EM/s1600-h/Imag015.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6_M1eJMUBmc/SKO9wElgH7I/AAAAAAAAAlA/pRFheapI6EM/s320/Imag015.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234235825497055154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 255, 102);"&gt;"Com tantos problemas, repouso em ti, ó música, e minha alma se regenera" (Poesia que inspirou a foto)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 102);"&gt;    Mentira: so queria mostrar meu novo chapéu e meu Pierrot* &lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;______________//___________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;   Aliás, achei uma chapelaria na Marechal Floriano que é agora é meu novo point.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;________________________&lt;/span&gt;__________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Enfim, respondendo a algumas indagações depois do meu texto (obrigado a tds q responderam, não é pra amaciar o ego, é pra melhorar a redação msm que peço que vcs comentem)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;1. Você terminou com sua namorada?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nelton:&lt;/span&gt; Não, esse texto estava engasgado já faz um tempo. Estamos mt bem, diga-se de passagem. Um dia posto fotos do nosso mais novo programa de domingo de tarde: "A Cozinha maluca de Nelton e Nana".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;2. Nelton, vc é gay?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;N.&lt;/span&gt; Não, não sou, nada contra, mas não sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;3. Nelton, pq vc escreve uma cronica com linguagem de msn?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;N.&lt;/span&gt; Pq escrevo minhas crônicas na linguagem daqueles que estão lendo. Não estou escrevendo um texto acadêmico, que tenho que saber as 45 regras de portugues para colocar a virgula...ah, vc entendeu a mensagem? Então, me dá um cadinho de sossego, por favor... se ficar falando mt vou começar a falar assim. Ou ainda pior, eu vou estar começando a estar falando em gerundês de telemarketing, que tal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;    &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;4. Nelton, vc é homossexual?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;N. &lt;/span&gt;Eu já disse que não, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;5. O texto foi pra alguem em específico?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;N. &lt;/span&gt;Sim e não. A idéia central partiu de um evento com uma pessoa em particular, mas depois descobri que poderia transformar isso numa catarse coletiva, generalizando para outras coisas e pessoas que tenho que aliviar a bagagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;    6. Nelton, sua &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;co&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;ca&lt;/span&gt; é fanta?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;N.&lt;/span&gt; Não, não, e Não. Sou coca, sem frescura de Ligt ou Zero... Da pra sossegar e parar de perguntar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;7. Nelton, pq vc transformou seu blog em flog?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;N&lt;/span&gt;. Pq ngm le meu blog, ou ngm comenta. E olha q no www.fotolog.com/neltonaraujo, qq um pode responder. Aliás, vou até postar essas respostas lá agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;8. Nelton, vc é gay?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;N. &lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(255, 153, 0);"&gt;9. Essa sua resposta é um indicativo que sim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;N.&lt;/span&gt; Não, é um indicativo q já to ficando de saco cheio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;    &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;10. Quem é a Carol? A ex que vc despejou td sua raiva e desprezo nesse texto? Ta pegando?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;N&lt;/span&gt;. Carol é minha grande amiga, já tem uns 12 anos. Eu to namorando e to feliz, embora a Carol seja linda demais (Homens se candidatem... se vc gosta do Botafogo e não tiver problemas em saber q sua namorada joga futebol melhor que vc, te mando um email). Foi ela quem me provocou. E esse texto não teve raiva nem desprezo, tampouco tenho algum desprezo ou raiva a alguma namorada. Embora algumas me odeiem, eu tenho um enorme carinho por todas, pois elas me fizeram ser um namorado melhor. Silvana agradece...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;11. Nelton, vc é gay?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;N.&lt;/span&gt; Pra que vc quer saber isso? Já to falando há um tempão q não, mas vc não acredita...Vai, então, acredita q sou gay... eu desisto.&lt;br /&gt;_____________________________//_______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Bjs a todos e daqui a alguns meses volto com algum texto polemico de novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;    So para que saibam, estou em época de qualificação, fico o dia inteiro dentro do mosteiro da Biblioteca da UFRJ. Qd não to, to correndo, malhando, nadando, beijando na boca ou falando com a namorada no Telefone. Mas um dia apareço de volta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  ___________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;* Pierrot é o nome do meu baixolão, vc ainda não sabe? Não quer q eu explique de novo não, né?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-7201101495887915239?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/7201101495887915239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=7201101495887915239&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/7201101495887915239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/7201101495887915239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2008/08/finitude-repercusso.html' title='Finitude - A Repercussão'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6_M1eJMUBmc/SKO9wElgH7I/AAAAAAAAAlA/pRFheapI6EM/s72-c/Imag015.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-6338246997634169929</id><published>2008-08-07T00:40:00.001-03:00</published><updated>2008-08-07T00:46:40.535-03:00</updated><title type='text'>Finitude</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"Cambria Math"; 	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 	mso-font-charset:1; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-format:other; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;} @font-face 	{font-family:Calibri; 	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-unhide:no; 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 &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Ledo engano. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Muito pelo contrário, tudo que escrevo são baseados em experiências próprias, dores, alegrias, que eu vivo. Talvez a capacidade de distanciar e me observar sob um ponto de vista irônico, ou doce, ou agressivo, ou apaixonado, generalizando, dê esta sutil impressão. Afinal, são vários Neltons que se manifestam em um só.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Generalizar sempre é perigoso, mas é necessário para quem não tempo, nem vontade – confesso – de fazer um estudo aprofundado. Quem veste a carapuça, amém, quem não veste, aparece no próximo post e vê se se enquadrada. E uma coisa que a grande parte dos homens não sabe, ou não gosta, ou não quer fazer é dar fim as coisas. Ninguém gosta do fim, seja de um bom filme, seja de um bom CD... de um livro então? Nossa, bate até uma depressãozinha leve. Uma novela (e eu sou noveleiro, embora ultimamente não praticante) quando chega ao final, dá até frisson: à hora das revelações e desfechos... mas no&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;início da outra trama, a sensação é de saudade da trama que se findou. (nossa, saiu tão poético... rs). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Mas não nos restringimos só a isso: odiamos dar cabo em coisas mais subjetivas, mais abstratas. A morte é tão mal vista pelos homens menos pelo fato de ser o fim de um ciclo, mas por representar a finitude do próprio ser. Ao nos depararmos com a morte de um ente querido, além da dor de não tê-lo mais entre nós, a alegria de saber que está em outro plano, numa melhor (dependendo da fé de cada um) é sobrepujada por aquela reflexão de que éramos nós que podíamos estar ali, que o tempo escorre pelas mãos, e aí todas aquelas questões filosóficas que varia de pessoa para pessoa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Mas não precisamos ir a questões extremas para perceber que não queremos largar o cabo da nau. Não precisar cair no lugar comum daquelas quinquilharias e bugigangas que vc não se desfaz nem sob ameaça de morte. Falemos de alma, falemos de emoção: não conseguimos definir bem a hora que devemos dar fim a certos sentimentos a certas pessoas ou a certas coisas. Ex-conjugues que não se tocaram que já acabou, que ta na hora de partir para outra. Conjugues que sabem que a caravela do relacionamento já esta indo pique, mas mesmo assim, não conseguem dar fim, e aí inventam desculpas e pretextos egoístas para pular do barco, como “Vou esperar ela (e) terminar”, “Na próxima oportunidade eu termino”, quando poderiam ter a nobreza de simplesmente dizer a verdade. E, na maioria das vezes, não sabemos findar amizades e sentimentos fraternais que já não valem à pena.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Temos aquela visão ultra-romântica de que um amor ou uma amizade (posto que são sentimentos gêmeos) devem durar para sempre, e esquecemos-nos do principal: estes são presentes de Deus, anjos enviados com uma missão, de edificar-nos mutuamente, mas isso não implica dizer que sua hospedagem aqui em nossas vidas é sempre eterna. Mas adianta dizer? Falar alguma coisa? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Não, não adianta, por inércia, por medo da solidão, ou aflição da impotência de ser bem-sucedido socialmente, por gratidão a tudo que houve, ou mesmo, (e acredito que seja a maior razão) por aquela visão esperançosa de que toda aquela “Era de Ouro” vai voltar a se repetir, ficamos batendo na mesma tecla, petrificando nosso coração um pouquinho a cada dia. Cremos que largar o cabo de um relacionamento falido (seja qual for) é um ato cruel, indiferente, desumano, egoísta, quando, na verdade, é a inércia que é desprezível, pois estamos perdendo a oportunidade de sermos felizes no presente, nos segurando nas imagens do passado. Antes que me pergunte se sou contra a investir e insistir num relacionamento, respondo que não. Devemos persistir, relacionamento que é relacionamento passa por crises (e das brabas e sim, no plural!) e não vai ser na primeira crise que devemos largar o barco. Mas temos que ir até onde nossa dignidade permite... Larguemos as carniças que estão atadas as nossas mãos, e levantemos nossos braços para receber os anjos que do céu descem a todo instante. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Não é fácil, não é feliz, dói – e muito -, mas é necessário. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;E eu sou o primeiro a entrar nesta fila. Há tantas coisas e pessoas que devo largar esquecer, deixar livre para quem busquem sua própria felicidade. Procurar ser uma pessoa melhor, e não desejar o mal do outro. Desejar pagar o mal com bem, mesmo que muitas vezes me veja em situação contrária. Afinal, quem tem luz própria não tem medo de sombras. Mas quem gosta do final?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Se esse texto serve pra vc? Não sei, sei que foi feito pra mim. Visto explicitamente a carapuça, viu Carol?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-6338246997634169929?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/6338246997634169929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=6338246997634169929&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/6338246997634169929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/6338246997634169929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2008/08/finitude.html' title='Finitude'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-7851909234826657046</id><published>2008-01-28T00:55:00.000-02:00</published><updated>2008-01-28T00:59:41.721-02:00</updated><title type='text'>Vida de Mestrando I</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_6_M1eJMUBmc/R51E9xRdG0I/AAAAAAAAAgM/UCA1P4EAVLQ/s1600-h/janeiro+2008+021%282%29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_6_M1eJMUBmc/R51E9xRdG0I/AAAAAAAAAgM/UCA1P4EAVLQ/s320/janeiro+2008+021%282%29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160356576025713474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="insertedphoto"&gt;Parte mais arrumada de um quarto de Mestrando]&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Manhã de sábado. Dia claro, bonito, muito calor. Apesar disso, ele ali, com o laptop no colo, sentado no sofá da sala, fichando mais um livro para seu mestrado. Aliás, ele dormiu bem tarde, e, para não perder o prazo, deixou o laptop ligado para quando acordar, bem cedo, começasse já no pique. Assim, quando só tinha ele, seu laptop, o som da televisão ligada em qualquer coisa só para fazer companhia, o telefone toca:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Alô?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Alô, eu poderia falar com o Nelton Araújo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- É ele, quem deseja?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- É o orientador do mestrado dele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O coração dele disparou: o que faria o professor ligar pra ele em pleno sábado? Pior. Que mancada não ter reconhecido a própria voz de seu mestre intelectual. Que ousadia perguntar "quem deseja?" ao seu todo poderoso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Nelton, liguei para a professora que vai ser sua co-orientadora. (por motivos óbvios, não irei citar nomes, mas ela é a filha da Camila Morgado e do Caco Ciocler) e ela disse que, para aceitar,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;quer ler seu projeto, saber se você já leu tais livros e ...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na cabeça dele, que já pensa cem vezes mais rápido que fala (geralmente, os homens pensam apenas 4 vezes mais rápido que falam), já sabia que as merecidas férias de fevereiro tinham ido para o espaço, só (re)escrevendo o projeto que tem que enviar, mas estava feliz porque estava prestes a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;conseguir uma co-orientadora de peso. (não literalmente, é claro!)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- ...e ela estava na dúvida quanto a todos seus jornais estiverem disponíveis para você. Teve um orientando que também estava trabalhando com "O Jornal" (Sim, o jornal se chama "O Jornal" , criatividade zero!) e depois descobriu que não tinha todos os exemplares e ficou com as "calças na mão".&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não, professor, eu já perguntei e tem todos os exemplares até novembro de 1937.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não obstante tenha dito com firmeza que tinha todos os jornais, que ele, vagamente, lembra que perguntou no primeiro dia que foi na moça dos periódicos da Biblioteca Nacional, as vozes começaram a aparecer. E se ele não tivesse perguntado? Se ele tivesse confundido, afinal, ele cortejou 5 jornais até resolver ficar com "O Jornal" como a fonte do mestrado. E se ele não tiver, o que ele faz? Ele é bolsista, ele poderia perder a bolsa, e isso seria a morte a beira do abismo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Já eram 11 da manhã, ele ainda tinha a academia (seu método de descansar mentalmente e emagrecer ao mesmo tempo), tinha uma reunião às 15, e tinha ainda muito que estudar. O mais coerente era ele segurar a ansiedade e esperar a segunda vir e, com calma, solucionar essa pequena dúvida. Mas quem disse que Nelton agüentaria? Sua cabeça eram só indagações, medos, incertezas, inseguranças... Mal terminou a conversa com o orientador, já foi escolhendo a primeira coisa que via na sua frente, que combinasse e &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;não estivesse amassada naquele imenso almoxarifado que deveria ser interditado pela Defesa Civil que era o seu quarto. “Desorganizado sim, mal vestido, nunca!”, era o lema dele. Por fim, vestiu aquela velha bermuda da Adidas que ele comprou na Uruguaiana,aquela camisa do Manchester United, que ele comprou por um preço de oficial, mas pairava dúvidas sobre sua autenticidade, e o tênis de academia, afinal, ele já tinha planejado que iria voltar a tempo de pegar a última hora da academia aberta. Esqueceu o celular, que para ele só tinha a função de despertador e relógio, mas o tocador de músicas e o boné ele não esqueceria jamais. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                &lt;/span&gt;A passos muito rápidos, ele chegou ao ponto de ônibus. 2 ônibus não quiseram parar, e a cabeça cheia o fez dizer a mesma frase que diz quando tudo conspira contra (mesmo que fosse exagero dele, não muito raro):&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- É, hoje a lei de Murphy ta contra mim!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                &lt;/span&gt;Enfim, pegando o ônibus, esboçou abrir o livro que precisava ler pra ontem, mas sem sucessos: a sua cabeça fazia centenas de combinações para uma possível inexistência de fontes, que iam da mais elementar troca de jornais (O Rio de Janeiro dos anos 1930 possuía quase 3 dezenas de bons jornais para serem estudados) &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;até o lançamento do seu corpo do décimo andar de onde morava, ou mesmo a fuga para a Groelândia. Absorto em seus pensamentos, nem percebeu que já estava na Avenida Rio Branco, a dois pontos da Biblioteca Nacional. Ao soltar, fez o mesmo ritual de todos os dias: adiantado ou atrasado, lá ele ia ao jornaleiro paquerar as notícias do dia de todos os jornais, conversava com o senhor da banca, e saía com um saquinho de amendoim, duas paçocas e uma bala de caramelo.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Correu o risco de todos os dias, atravessando a Rio Branco correndo e fora da faixa (ele me confessara que adorava esse tipo de esporte radical!) , e olhando sobre as escadarias,via uma Biblioteca Nacional aberta. Isso já era um grande alívio: quantas vezes tinha acordado cedo, pego o ônibus cheio (e enjoava todas as vezes), e quando chegava a encontrava fechada, com uma bela faixa de “REPOSIÇÃO SALARIAL JÁ! GREVE!”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                &lt;/span&gt;Passou pelas formalidades de praxe da Biblioteca até de forma mais rápida, já que não levara o laptop e não passara pelo constrangimento do segurança verificar se a declaração de entrada do laptop era verdadeira. Só estava ele e um lápis- &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;tinha guardado o Boné, o MP4 e o livro no escaninho – Entrou na sala de periódicos com a sensação de que ele não deveria estar ali. Olhou para o relógio de parede&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;da sala: eram 12:03. Chegou na sala de atendimento, e como sempre, foi aquele poço de simpatia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Pois não?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Olá, olha eu preciso muito da sua ajuda. Eu queria apenas que você visse essa localização – SPR 00136, que era o código dos bibliotecários para o “Jornal” &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- e me dissesse se há todos os meses entre Novembro de 1935 a novembro de 1937. Vim do Méier só pra isso, você poderia aliviar a alma desse mestrando cristão?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A atendente, querendo rir, mas muito solicita, acena com a cabeça e vai até o depósito. Menos de 2 minutos depois&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Olha, para a sua felicidade, tem todos os jornais microfilmados até novembro de 1937, e se você quiser fazer o doutorado usando “O Jornal”, fica a vontade: tem até 1945. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sério? Poxa, muito obrigado!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E sem pensar, se dirigiu para fora da Biblioteca: pegou suas coisas no escaninho, entregou o cartão de identificação a segurança que o tinha feito o cadastro, que exclamou &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- “Nossa, que rápido! Veio só ver se a BN estava em pé?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Rápido? São que horas?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;12:06!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sim, toda aquela insegurança para serem resolvidos em três míseros minutos! Nelton se despediu da segurança, e colocando os fones do MP4 nos ouvidos enquanto descia as escadarias da BN, sorriu pra si mesmo e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;disse:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Só você mesmo, né Nelton? Você precisa se tratar!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E lá foi ele, atravessando novamente uma Rio Branco com sinal verde, e foi para a Uruguaiana fazer o que mais gostava: escolher um boné para comprar. Não comprou nenhum depois de 2 horas, e voltou pra casa, esquecendo da academia, cheio de remorso de ter perdido o precioso tempo com uma insegurança boba. Prometeu nunca mais fazer isso outra vez. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Até que num outro dia...."&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-7851909234826657046?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/7851909234826657046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=7851909234826657046&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/7851909234826657046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/7851909234826657046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2008/01/vida-de-mestrando-i.html' title='Vida de Mestrando I'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_6_M1eJMUBmc/R51E9xRdG0I/AAAAAAAAAgM/UCA1P4EAVLQ/s72-c/janeiro+2008+021%282%29.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-3650801725950979747</id><published>2007-12-17T01:48:00.000-02:00</published><updated>2007-12-17T01:50:11.589-02:00</updated><title type='text'>1 ano depois...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_6_M1eJMUBmc/R2Xx7HO7DWI/AAAAAAAAAfs/e2yKqjqQFpw/s1600-h/fotolog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_6_M1eJMUBmc/R2Xx7HO7DWI/AAAAAAAAAfs/e2yKqjqQFpw/s320/fotolog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144784147196874082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;Esse post está um pouco atrasadinho. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Afinal, ontem as 16:10 fez exatamente um ano que vi meu nome encabeçando a lista dos aprovados para cursar o mestrado em História Política na UERJ. Depois do espanto natural de ver meu nome lá em cima, logo pensei:” isso tem que virar post do meu blog, eu preciso contar a todos essa vitória!”.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;E demorei 1 ano para tocar no assunto simplesmente pq não vi necessidade de espalhar aos quatro ventos. Pra &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;quem me conhece um pouquinho sabe que até fico envergonhado em falar com boca cheia que “Fui o primeiro no concurso do mestrado na UERJ”, sobretudo pq isso soa pra mim a arrogância, que é o mais odioso &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;de todos os defeitos que o homem pode ter. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um ano após essa “conquista”, posso falar com conhecimento de causa: sabe o que mudou na minha vida por ter conseguido tal fato? Porra nenhuma (advérbio de intensidade significando “nada”). Não me sinto maior e nem melhor que ninguém, pelo contrário. Posso até dizer: “Sobre anticomunismo na imprensa entre 1935 e 1937, dificilmente alguém saberá mais do que eu”, mas tal não me autoriza a andar pelos outros e dizer (ou pensar): “Eu sou o intelectual-sábio-ancião-mestre Miyagi e vcs são um bando de ignorantes, quem ousa discordar de mim?”. E,acredite,não é exagero meu: muitos pensam assim. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lá na UERJ eu já encontrei um monte assim. Mas também encontrei na UFF, UFRJ, Unirio, USP e em qualquer lugar. E não precisa estar no mestrado não. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Seja percebendo que se destaca entre os seus colegas de turma, ou tendo algum defeito na transição do mundo do ensino médio para a da graduação, cada vez mais jovens estão se tornando “arrogantes intelectuais”. Confesso que já quis ser um,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;mas também confesso que o queria como instrumento de poder, como forma de ter voz reconhecidamente respeitada no grupo social que vivo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tem a postura de superior, de achar que o mundo deve gravitar em torno dele. Entende-se por mundo desde o universo inteiro&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;até o seu mundo particular: família e amigos. Acha que com seu desenvolvimento intelectual é equivalente a seu crescimento como pessoa. Pobre coitado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um pseudo-intelectual também se fecha no seu mundinho e não permite novas aventuras e experimentações. Não se permitem ousar, brincar, enfim, viver. Pior. Tudo aquilo que ele não se permite, ele põe a etiqueta de “errado”, “medíocre” ou de “ridículo”. Enumero as criticas mais freqüentes: &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Como você pode ver novela da Globo?” “Funk? Isso não é música, é coisa de ignorante” “Estou lendo Tolstoi, como vc pode ler Harry Potter?” “Que Perfil é aquele no Orkut?” &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E aí vem a última&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;característica que mais me irrita: não saber discutir. Discussão, para mim, sempre foi um diálogo entre vozes diferentes, buscando o levantamento&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de opiniões, e que, num segundo momento optativo, pode gerar uma terceira opinião adotada por um, pelo outro, ou pelos dois. Mas não, discutir com pseudo-intelectual requer dizer: guerra por ter razão. Ele já vem todo armado, com frases de efeito prontos e táticas de persuasão aprendidas em internet. Aí qualquer coisa que vc possa discordar, qualquer debate se torna um inferno. Quem disse que eu quero ter razão? Quem disse que eu não posso mudar de opinião? Quem disse que eu sei tudo sobre tudo? Mas não, eu sou o primeiro lugar no mestrado na UERJ, eu sou o cara, eu tenho que ter uma opinião formada sobre tudo e tenho que impô-las a todos aqueles que estão abaixo de mim. Acredite, já me disseram isso. Mais: aqueles que não disseram, pensam assim. Nessas horas , eu tenho que gritar aquele palavrão libertador, que te desestressa e coloca vc no eixo:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;FODA-SE!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por essas e por outras que eu não tive vontade de escrever sobre a minha vitória. Para que não soasse assim. Melhor que expô-las, é ter em sua memória cada segundo da batalha, de passar um ano inteiro sem dinheiro algum, trancado no quarto se matando para passar, mesmo sabendo que no ano anterior a mesma banca que me passou em primeiro, chamou a mim de “fraude”. É saborear cada instante e desfrutá-lo numa posição neutra, equilibrada, sensata: não em cima de um pedestal de uma intelectualidade falsa e que só vai te atrapalhar. Em resumo: no final, todos vamos morrer, seja menos intelectual, e mais humano. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Texto completo em www.nelton.blogspot.com&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;P.S.: A foto foi da época quando entrei. Hoje em dia, o tema da minha dissertação é, provisoriamente, “A fabricação do Perigo Vermelho – O discurso &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;anticomunista em “O Jornal”” (1935-1937). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-3650801725950979747?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/3650801725950979747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=3650801725950979747&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/3650801725950979747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/3650801725950979747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2007/12/1-ano-depois.html' title='1 ano depois...'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_6_M1eJMUBmc/R2Xx7HO7DWI/AAAAAAAAAfs/e2yKqjqQFpw/s72-c/fotolog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-5824659297013165013</id><published>2007-10-07T00:31:00.000-03:00</published><updated>2007-10-07T00:37:46.524-03:00</updated><title type='text'>A CRIANÇA QUE VIVE EM VOCÊ</title><content type='html'>&lt;a href="http://linguasdagata.blogs.sapo.pt/arquivo/criancas.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand" alt="" src="http://linguasdagata.blogs.sapo.pt/arquivo/criancas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;(Quase) tudo que alguém precisa saber aprende na infância. Relembre as regras daquela época e melhore sua vida. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1 - Perguntar é a palavra de ordem para descobrir e entender como as coisas realmente são. Perguntar, perguntar e perguntar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2 - Beijar aquela(e) garotinha(o) bonita(o) no rosto é algo importante. Dar um selinho, então, nem se fala. Vê-la(o) nu(a) pela primeira vez é um superevento que vai alterar sua vida para sempre. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;3 - Uma das piores da vida é um adulto dizer: "Amanhã eu penso nisso". Não é porque você cresceu que isso se tornou aceitável. Portanto, não procrastine.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;4- Lição de casa é um saco: enquanto você não pode terminá-la, não pode assistir à Tv ou brincar com seu pai. Só leve trabalho para casa se você quiser acabar com sua noite, sua família e sua vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;5 - Seu mundo pode ser meio real, meio imaginário.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;6 - Mijar tentanto acertar um alvo faz o tempo voar. (e leva a sua mãe a loucura) &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;7 - AMIGOS SÃO PESSOAS DIVERTIDAS, AMOROSAS, LEAIS E LIVRES DE GRANDES EXIGÊNCIAS OU COMPROMISSOS. TENTE SER HOJE, MESMO COM TANTOS COMPROMISSOS E TÃO POUCO TEMPO, O AMIGO QUE VOCÊ ERA QUANDO TINHA 12 ANOS.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;8 - Chuva não merece ser amaldiçoada. Pelo contrário, voc~e deve curtí-la ao máximo. Corra para o quintal antes que ela pare.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;9- Há uma razão os bancos não darem cartões a crianças de 8 anos. E ela é muito simples: antes de comprar um brinquedinho novo, você precisa ter o dinheiro guardado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;10 - Diversão é tão importante quanto a obrigação. Use e abuse de seu tempo livre com a mesma seriedade e dedicação que você tinha aos 5 anos, quando brincava de caça tesouro no quintal de casa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;11 - Entupir-se com alguma coisa va dar a você uma bela dor de barriga. E essa regra vale para balas, chocolates, picanha e cervejas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;12 - O café-da-manhã é a mais important refeição do dia. Ainda que ele não venha mais com o brinde da caixa de cereais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;13 - A janela da varanda é até melhor para ver o que acontece no mundo do que a TV de última geração que está na sala.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;Aliás, feliz Dias das Crianças.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-5824659297013165013?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/5824659297013165013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=5824659297013165013&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/5824659297013165013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/5824659297013165013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2007/10/criana-que-vive-em-voc.html' title='A CRIANÇA QUE VIVE EM VOCÊ'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-92253606383194614</id><published>2007-05-31T15:19:00.000-03:00</published><updated>2007-05-31T15:29:45.117-03:00</updated><title type='text'>Viagem Ao Pólo</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_6_M1eJMUBmc/Rl8T6TgJNPI/AAAAAAAAAAc/OBLPDo2f28A/s1600-h/lugares03.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070793597830903026" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6_M1eJMUBmc/Rl8T6TgJNPI/AAAAAAAAAAc/OBLPDo2f28A/s320/lugares03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu estava dentro de um bloco de gelo. E como qualquer pessoa de bom senso, estava lá sem saber que estava. Juro, realmente não percebi do inverno que se encontrava meus sentimentos. Meu coração, acostumado a bater descompassado, quiçá arritimado, esquecera-se disto e batia até agora tranqüilo, morno, resignado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que isto me surpreendesse totalmente. Não que isso seja regra, mas as vezes escolhemos a razão (na falta de uma palavra melhor) sob o preço de nos distanciarmos do coração (na falta tb de uma palavra melhor). Em certos momentos da vida, parece que o mundo vai cair sobre seus ombros, e eu tenho o dever de não poder hesitar um segundo. Enquanto a avalanche de compromissos, responsabilidades, tarefas, livros me bombardeiam a torto e a direita, chego a conclusão de que é hora de começar a realizar – conquistar, digo – aqueles meus sonhos, desejos, estes que tantos têm e tão poucos alcanço, menos por falta de vontade do que por oportunidades. E eu tenho essa oportunidade nas minhas mãos! E lá fui eu, nessa caminhada espinhosa, não tendo a percepção que a medida em que eu ia buscar meu lugar ao sol, minha alma se dirigia rumo ao Pólo Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por um bom tempo permaneci inerte dentro desta geleira. O corpo humano possui a capacidade incrível da adaptabilidade. E só agora, a distância e sob uma segunda perspectiva, vejo que não somente tinha me congelado sem saber como tinha me acostumado com as baixas temperaturas. Mas para mim, estava tudo normal: tinha meus amigos, família, continuava rindo, pranteava em outras. De diferente somente aquela sensação incômoda de que faltava alguma coisa, de uma relativa “incompletude” que me deixava hermeticamente fechado aos outros. Aqueles – poucos - que me amam, eu deixava a distância com aquele meu humor, meu jeito desajeitado e irônico. Sim, o humor é uma ferramenta excelente para deixar as pessoas a margem do seu verdadeiro eu, não pq eu seja uma pessoa triste, que não sorri, mas o meu lado sacarstico é apenas uma pequena faceta do que realmente sou. Assim, poucos sabiam das minhas desilusões, dos amores não correspondidos, das cicatrizes que os outros – e muitas vezes eu mesmo – deixaram em meu peito, e de que aqui estou eu: dentro desse bloco em derretimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Derretendo, sim, porque por alguns belos e fugidios minutos, uma fonte intensa de calor apareceu nessas terras geladas. Fechando os olhos me lembrando exatamente como aconteceu: primeiro como num ato impulsivo e imprevisível, um pequeno e brilhante raio de sol penetrou entre uma miríade de nuvens escuras que pintavam o meu céu. Depois, de maneira ousada, como deve ser, foi lentamente competindo seu calor, sua luz, com os ventos gélidos e as nuvens cinzentas, recolorindo a paisagem até então monocromática, chegando,doravante, aquele bloco de gelo que me encontrava. Logo, logo foi ganhando espaço, deixando de ser um simples raio, aumentando consideravelmente seu diâmetro, e meu corpo, outrora acostumado com o breu da noite fria, começou a reagir à claridade e ao brilho daquela luz. O bloco já dava os primeiros sinais de que estava se deformando por conta do calor. Enquanto isso passei a olhar ao meu redor, e me surpreendi ao ver o verde vivo dos campos, as primeiras flores querendo desabrochar. Contemplei o céu e via que as nuvens ainda estavam lá, mas num cantinho minúsculo, ao contrário daquele céu azul de brigadeiro que ali sorria para mim. Finalmente, olhei para mim e maravilhei quando percebi que estava ganhando co, tal como aquelas pessoas da cidade de Pleasentiville em “A Vida em Preto e Branco”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi aí que aquele calor me atingiu em cheio, não mais timidamente como no início, mas agora intenso, forte, porém doce, suave, acolhedor. Percebi que meu coração se aquecia: que saudade tinha – e não sabia – desse calor, deste sentimento tão aconchegante, paz.... Se outrora, estava dormindo mesmo de olhos abertos, agora estou realmente desperto, saboreando cada instante, respirando fundo para não esquecer daquele frescor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava prestes a me desvencilhar de toda aquela crosta de gelo presa em meu corpo, daquela hipotermia que impedia que meu coração fosse completamente aquecido, quando aquele lindo raio de sol se foi. E de volta vieram as nuvens, o frio, o sentimento de solidão. Já não estava tão preso naquele bloco como antes, mas continuo lá. Se é temporário ou não? Se é um prenúncio de uma nova estação? Não sei, acho melhor não me preocupar tanto com isso e deixar de aproveitar esse restinho de calor, que trouxe esse meu sorriso no cantinho da boca e a certeza de que vou sair desse bloco de gelo. Não sei quando, mas vou sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso fecho meus olhos, tentando não esquecer um segundo dessa breve primavera, poetizando, mesmo que levianamente, o instante de um beijo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-92253606383194614?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/92253606383194614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=92253606383194614&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/92253606383194614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/92253606383194614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2007/05/viagem-ao-plo.html' title='Viagem Ao Pólo'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_6_M1eJMUBmc/Rl8T6TgJNPI/AAAAAAAAAAc/OBLPDo2f28A/s72-c/lugares03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-6758259014673565503</id><published>2007-02-13T01:28:00.000-02:00</published><updated>2007-02-13T01:29:31.428-02:00</updated><title type='text'>Se é bom ouvir, imagina tocar...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_6_M1eJMUBmc/RdEwnLoww9I/AAAAAAAAAAM/LCPAKHfh1Po/s1600-h/DSCN0736.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5030855708446344146" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6_M1eJMUBmc/RdEwnLoww9I/AAAAAAAAAAM/LCPAKHfh1Po/s320/DSCN0736.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No início de minha adolescência eu descobri uma brincadeira, no mínimo, diferente: eu me trancava no quarto, desligava as luzes, colocava uma boa música, pegava um violão -que não sabia tocar- e simplesmente fingia ser o guitarrista. Falando assim, de forma impessoal e distanciada, parece meio insano (meio?), mas me lembro como se fosse hoje do que sentia: minha pele toda ficava arrepiada, eu tinha calafrios e tinha uma sensação muito aliviante. Eram os primórdios da minha relação com essa dona tão fascinante: a música. O que era uma mera brincadeira, virou terapia: com toda tensão que um rapaz um tanto diferente de 16,17 anos, acrescida do fato nunca antes pensado que seus pais estavam se separando, eu precisava ter alguma válvula de escape para não surtar. E aí, ficava no quarto alguns minutos, antes que a irmã entrasse e  confirmasse que eu era doido, e voltava anestesiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            É bem intensa minha relação com a música: chego ao extremo de dizer que posso ficar sem livros, sem computador, sem televisão, mas sem música eu não vivo. O efeito terapeutico dela é melhor que muito antidepressivo. A cada melodia, uma estrada rumo a um lugar novo. A cada acorde, um sentimento aflorado, uma retrospetiva. É aquela musica do primeiro beijo, daquela viagem inesquecível, daquele amor platônico que nunca soube o que você sentia por ela...enfim, quando você se dá conta, você tem uma trilha sonora sem perceber. Meu mundo é o da música: meu melhor amigo é o mp3 player e o meu violão. Sim, ele mesmo. Depois de alguns anos, aprendi contrabaixo, e violão. Não vejo a hora passar, noites de sono já foram perdidas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Mas não é só o som do violão que me inebria. Na verdade, todos os intrumentos são fascinante para mim (eu ainda vou aprender teclado e trompete), mas eu tenho meu xodó: o contrabaixo. É instrumento que é alma da banda, mas ninguém sabe o que ele é:alguns dizem que ele é uma guitarra com menos corda, alguns nunca perceberam o som gravinho, gravinho dele. Foi o primeiro instrumento que estudei (o violão eu aprendi sozinho depois), e a paixão é cada dia maior: tão bom quanto um bom solo é o aquele peso de um bom baixo tocado sendo captado pela sua alma. Sim, a música tem que ser ouvida pela alma, mais do que pelo ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Hoje, 10 anos depois da criação da minha estranha brincadeira, mais maduro e sabendo o que fazer com o instrumento que to segurando, me vejo fazendo a mesma coisa: desligando as luzes e tocando junto com o rádio. E saio igualmente relaxado, pronto para esse mundo musical que me cerca. Sou um autista por opção: em geral estou na rua, com o mp3 nas alturas, fingindo estar tocando uma guitarra, o baixo, a bateria...E as sensações que tenho são as mesmas de outrora. Eu já disse a terapeuta q não preciso de remédio, eu preciso de música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            E não é que ela concordou?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-6758259014673565503?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/6758259014673565503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=6758259014673565503&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/6758259014673565503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/6758259014673565503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2007/02/se-bom-ouvir-imagina-tocar.html' title='Se é bom ouvir, imagina tocar...'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_6_M1eJMUBmc/RdEwnLoww9I/AAAAAAAAAAM/LCPAKHfh1Po/s72-c/DSCN0736.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-116665465301248817</id><published>2006-12-20T20:42:00.000-02:00</published><updated>2006-12-20T20:44:13.026-02:00</updated><title type='text'>Toque</title><content type='html'>[Toque]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Nunca é muito tempo e é uma palavra muito forte. Mas, embora eu seja irremediavelmente apaixonado, certamente um relacionamento virtual não duraria muito tempo comigo. Não, é menos pela distância em si, posto que os corpos podem estar a quilômetros de distancia, mas as almas, os corações, podem estar a milímetros. (ok, há controvérsias, mas isso é outra conversa, mesmo pq não escrevo para convencer... Ta, há controvérsias, mas posso continuar a escrever, posso?). Também é menos pela inevitável máscara que usamos no mundo virtual, mesmo que involuntariamente. É, sobretudo, pela falta do toque. Não, não to falando do toque subjetivo, o na alma, que é lindo, sublime, extraordinário, etc e tal. To falando do físico mesmo, o pele na pele, o cafuné, o carnal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O toque é uma arte, e antes que vc diga que acabei de falar um chavão horroroso, eu peço as próximas linhas para explicar. O toque a qual me refiro não é apenas o pegar na mão, no cabelo, na bochecha. Isso qualquer um faz: seu pai, sua tia, seus avós (os seus avós nunca fizeram isso? Penas, os meus sim...). O toque é a arte de passar uma mensagem com um movimento. Sutil, leve, sem necessidade de explicação. É aquela mão na sua que sussurrou na sua alma vem comigo, juntos somos imbatíveis e  fez com que vc se tornasse capaz e segura para fazer qualquer coisa. Aquela cabeça no seu colo, naquele final de tarde chuvoso, vendo qualquer coisa na tv. Afinal, ninguém ta vendo nada mesmo. É aquele emaranhar nos seus cabelos pela sua amiga, que vale mais de cem “to aqui, conte comigo para tudo...”. O beijo não deixa de ser um toque. Mais. O primeiro na hierarquia. Há dois tipos de pessoas: aquelas que não vivem sem um beijo, e aquelas que mentem. Naqueles micros segundos (ou não...) é o sopro de vida que te invade sem pedir , um lembrete em néon de que vc está viva. Já o abraço é o meu predileto pq há entrega, renuncia do outro. Naquele instante, você é do outro, e o outro é seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Um relacionamento, seja qual for, tem que ter este elementos. Não esses expressos necessariamente, nem numa ordem. Mas vc já viu dois amigos que nunca se abraçaram, que não se tocam, como se existisse uma parede dividindo-os? Nem eu. Um casal de namorados, que mesmo que não sejam dois chicletes, não trocam carícias? Uma relação entre pais e filhos onde um evita o outro? Este eu tb já vi: para um lado, o medo do mico, para o outro lado, o medo de não constranger, e assim, pais e filhos se tornam, cada vez mais, dois estranhos que dividem um mesmo teto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Poderia fazer um tratado do toque aqui, mas longe desta vã pretensão, só desejo lembrar que um mísero contato, um mísero cafuné, pode trazer a tona um turbilhão de emoções, sensações, podem nos levar a lugares longínquos, te tirar do chão, te fazer voar, transcender o tempo, o espaço, a distancia. E nos levar a fazer digressões, devaneios, dos mais bobos, dos mais infantis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Como este.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-116665465301248817?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/116665465301248817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=116665465301248817&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/116665465301248817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/116665465301248817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2006/12/toque.html' title='Toque'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-116322910677218051</id><published>2006-11-11T05:10:00.000-02:00</published><updated>2006-11-11T05:11:46.786-02:00</updated><title type='text'>Gosto é gosto...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Que me desculpem as contidas, mas eu prefiro as molecas. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Sim, mulheres que por trás dos seus olhos escondem aquele jeito sapeca de ser, no sentido mais pueril que possa existir. Amo o brilho que irradia &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;de seus sorrisos, da liberdade de seus atos, da vontade insaciável de viver, e, sobretudo, a intensidade de seus espíritos. Deve existiri algum dispositivo que, uma vez acionado, faz com que elas retornem aos seus 9, 10 anos.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Amo seus gestos impulsivos, seu vocabulário engraçado, suas brincadeiras idiotas, suas atitudes bobas, e, por incrível que pareça , amo até mesmo a capacidade que elas têm de me deixar &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;desconcertado e embaraçado nos lugares mais impróprios. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Amo sua roupa largada numa tarde chuvosa, as guerras de travesseiro ou de pipoca no meio do filme. Amo seu jeito dengoso, quase mimado, seja estando doente, seja acabando de acordar, seja em qualquer outro momento. Amo, embora não demonstre, as disputas de atletismo na areia da praia, os beijos de surpresa no meio da rua, e os banhos de chuva propositais. Amo as caretas, as implicâncias e as gozações. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Enfim, amo pq dessa forma sinto-me livre para amar do jeito que sou.Próximo, não me sinto pisando em ovos ou andando na rua minada do amor “maduro”. É justamente essa profundidade em amar que mais me fascina nessas molecas: um amor com palavras, mas com gestos que dão significação e concretude a essas abstrações. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Um amor infantil, tal como todos deveriam ser: sem interesses, sem julgamentos, sem traumas, sem vícios. Simplesmente ama.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Afinal, quem não tem uma criança dentro de si?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-116322910677218051?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/116322910677218051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=116322910677218051&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/116322910677218051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/116322910677218051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2006/11/gosto-gosto.html' title='Gosto é gosto...'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-116132160185417413</id><published>2006-10-20T02:18:00.000-03:00</published><updated>2006-10-20T02:20:01.873-03:00</updated><title type='text'>Faltando um pedaço...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/1600/2006-01-08-%4018-06-07.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/320/2006-01-08-%4018-06-07.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Para quem não me conhece, que fique sabendo da minha característica mais evidente: falo pra caramba. Minto. Não é pra caramba, é pra carambaaaaaaaaaa. Sou daqueles que viram a noite no msn com amigo, que discute sobre futebol com o porteiro, sobre política com o jornaleiro, culinária com o vizinho no elevador, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;que tem que ser lembrado pelos alunos que vc já ultrapassou 20 minutos da aula, e em vez de responder “Ok, gente , vamos embora!”, diz “Gente me dá mais 10 minutos”... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Então, seja normal que eu mesmo, mais do que qualquer um, estranhe essa sombria quietude, essa minha &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;falta de vontade de falar, essa melancolia no meu olhar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Nessas horas peço perdão aos meus amigos, mas me torno um chato. Nada está suficientemente bom, há um vazio que, aos berros, diz que tá faltando alguma coisa, algum pedaço. Tédio: pior do que a vontade fazer alguma coisa é a vontade de não fazer aquilo que vc precisa fazer. Em questão de segundos, parece que seus 21 Gb de música não tem nada que interesse. Acho que a jam session do silêncio da madrugada com o som de teclar farão a trilha. Hiato no word: as incontáveis idéias na cabeça confabularam e resolveram de lá não sair. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-align: justify; text-indent: -35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Olho para o lado e vejo um sofá vazio, uma sala escura&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e em silêncio. Os poucos amigos estão em duas categorias: ou estão dentro da caixinha do msn, acreditando que está tudo bem comigo (talvez uma vergonha de parecer um Jeremias e usar o msn como um muro de lamentações), ou estão longe, fisica ou emocionalmente, tão preocupados com seus problemas que esquecem que um “oi, to cheio de coisa para fazer&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e pra pensar, mas não esqueci de vc, tá?” num scrap, telefone, carta, telegrama, código morse, pode me fazer ganhar o dia... Esquece isso, Nelton! Vc tb age assim de vez em quando...Enfim, olho para meus irmãos de fé e percebo que eles me vêem como o mais herege de todos. O erro não é pensar diferente deles, ter uma outra idéia sobre nossa relação com Deus, tentar não emocionalizar a fé ou mesmo ter um gosto diverso da cultura cristã: o erro é você expor isso. Não com o proselitismo que é peculiar deles, mas com intenção de aceitar a opinião contrária. Mas, mesmo assim, acho melhor estar recluso aqui a ser apedrejado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Resolvo ir a janela, vejo corpos em direções diversas:dentro de carros, em ônibus, a pé, sozinhos, abraçados, alguns estão se beijando em alguma esquina.Tento advinhar o q uma pessoa dentro desse avião, que passa em cima de mim agora, está pensando. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Cada um com seus objetivos, seus medos, seus pensamentos... Subitamente me sinto sozinho. Desprotegido seria a palavra ideal. Todos na&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;casa dos 20, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;com algum juízo, já se perguntou o que fez até agora, o que contribuiu, que marca deixou nesse mundo tão efêmero.E a resposta não é a das melhores. Mas,e minha fé nunca foi abalada, e clamo para que alguma coisa aconteça, que esse silêncio enlouquecedor se dissipe. Que a carência que sinto do toque do outro seja suprida de alguma outra forma.Meu desejo é desejo do Outro. Sinto falta da pele de seda, da minha mão no cabelo dela, descendo pela nuca, de seu cheiro,da sua voz doce e apaixonante no ouvido, do seu sorriso contagiante,e do seu beijo, daqueles que ainda está para se criar o adjetivo ideal para qualificá-lo...Não, ninguém em especial, pelo contrário, luto em vão para não me apaixonar pela imagem abstrata que criei de mulher ideal. O apaixonar é combustível para mim, e na falta do grande amor, que só encontrei uma vez (e perdi), me reapaixono por esse holograma. Assim, me apaixono por todas as mulheres, todas me fascinam, cada uma de uma forma. É a busca pela musa, tão citada por mim, aquela que me distrairá&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;dos meus dilemas. E essa busca termina, provisoriamente, quando vejo apenas meus 2 pés na areia. Ali, parado,forçando para enxergar outro par ao meu lado, entendo o que é estar desprotegido, vulnerável. Não fomos feitos para sermos lobos, solitários, nômades. Não mesmo...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Hesito em continuar.Não quero que as pessoas me entendam pela forma mais fácil:sentindo pena. Isso aqui não é um atestado de infelicidade, apenas uma descrição breve para alguém, que só conheço o seu vulto, em algum tempo imprevisível, perceba o quão necessária é para mim. Isso mesmo, da forma mais sombria e negativa, isso é uma declaração de amor. Talvez seja&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;para essa minha abstração, esse alguém que um dia hei de conhecer. Ou não. Muitas pessoas lerão essas palavras, talvez alguns amores, talvez elas achem, com razão, que isso seja para ela. Mas, quando for a pessoa certa e a hora certa, faço questão de mostrar. Se bem que nessa sociedade, de sobrenome efêmero, tenho minhas dúvidas...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;E amanhã será um outro dia. Encontrarei pessoas, amigos, amores,e parecerei menos desprotegido. Irei conversar, rir, amar, beijar, andar na praia, tomar chuva deliberadamente, debater, falar (e muito...). Mas, mesmo assim,quando cair a noite, vou sentir a falta desse pedaço que não encontrei,sentirei &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;a agonia da incompletude. Mas isso tem fim: do outro lado do labirinto tem alguém procurando por alguém que pode ser eu. Eu sei disso. Não sei se dá para sair do labirinto e encontrá-la ao mesmo tempo? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Enquanto isso, vou sorrindo, ou seja, como diz o poeta, &lt;i style=""&gt;mentindo a minha dor,para que &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;ao notar que quando estou sorrindo, todo mundo &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;irá supor que sou feliz.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Musica do Post – Sorri (&lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Smile), Charles Chaplin (cantada em português pelo Djavan)&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-116132160185417413?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/116132160185417413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=116132160185417413&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/116132160185417413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/116132160185417413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2006/10/faltando-um-pedao.html' title='Faltando um pedaço...'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-115933429417142446</id><published>2006-09-27T02:08:00.000-03:00</published><updated>2006-10-14T21:07:32.906-03:00</updated><title type='text'>Lar, novo lar!</title><content type='html'>Há várias razões para mudar de lar. E nem sempre é porque o antigo lar seja ruim, mas pq você encontrou um lugar melhor. E é este o caso de minha mudança: sou eternamente grato ao blogspot nesses 2 anos de blog,um lugar que nunca me deu problema algum. Contudo, estamos na época da convergência e me vi tentado a ter em um endereço só um lugar para postar meus devaneios, minhas fotos e, ao mesmo tempo, algumas (só uns 5 gigas, coisa pouca) músicas. Penso que será uma experiência bem interessante, por isso, resolvi me mudar: &lt;a href="http://www.nelton.multiply.com"&gt;www.nelton.multiply.com&lt;/a&gt; .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, é com pesar que deixo tão aconchegante lar e parto para o duvidoso. A ousadia é uma estrada interessante para se percorrer!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-115933429417142446?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/115933429417142446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=115933429417142446&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/115933429417142446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/115933429417142446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2006/09/lar-novo-lar.html' title='Lar, novo lar!'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-115743017475821667</id><published>2006-09-05T01:20:00.000-03:00</published><updated>2006-09-06T01:32:15.313-03:00</updated><title type='text'>Um doce passado...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/1600/cast.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/320/cast.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;22 horas. Era para ser mais um programa de futilidades, que prende&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;atenção por alguns minutos, me ninando para mais uma noite de sono. Mas, diferentememte do que tinha planejado, fui tragado pela tela e transportado para alguma segunda entre 1998 e 2001. A melodia vocalizada de Paula Cole me conduzia &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;prazerosamente aos velhos amigos das segundas às dez da noite. Eu, um rapaz entre 15 e 18 anos, via meus anseios, desejos, medos, frustrações, minha realidade refletida naquele grupo de jovens de Dawson’s Creek. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;23 horas. Click! Num piscar de olhos, estava de volta, aos 22 anos, mudado em alguns pontos, conservado em outros tantos, dizendo &lt;i style=""&gt;“já passou?”&lt;/i&gt;. E percebi que oitos anos podem passar tão rápido quanto sessenta minutos. Não, não é pra eu começar a bravejar aos quatro cantos que &lt;i style=""&gt;“to ficando velho!”&lt;/i&gt;, contudo, é estranho você ver que o tempo está escorrendo pelas suas mãos. Lembro-me como se fossem a cinco minutos atrás da dor de cabeça que tive a exatos quinze dias.Olho para meu blog, agora com dois anos de vida, e lembro do dia que resolvi criar um. Lembro (com um sorriso no canto da boca de alguém que sempre gostou de estar apaixonado) de todas as especificidades do dia que sua&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;paixão platônica me chamou de &lt;i style=""&gt;anjo&lt;/i&gt; por eu ter emprestado o walkman para ela em...1997&lt;i style=""&gt;!(mais exatamente no dia 27 de dezembro de 1997, por volta das 17h, dentro de um ônibus de viagem)&lt;/i&gt;. Vejo meu pai se casando pela segunda vez por esses dias, e fico me perguntando se não foi na quinta-feira passada que ele se separou da minha mãe. Não, não foi, isso aconteceu a cincos atrás. Que sensação estranha é essa? Onde eu estou? Cadê meu chão chamado presente?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Conforme o programa ia mapeando a trajetória de Dawson’s Creek, percebia que ele tinha invadido minha privacidade e mapeando a minha adolescência. Percebi como achava o Dawson molenga, sobretudo quando ele não conseguia se resolver com a Joey, enquanto eu mesmo nem beijar tinha beijado, mas dizia que não seria assim, e hoje sou, talvez, o próprio. A tv mostrava como a Joey era a minha mulher ideal. E ainda continua sendo meu biotipo de mulher perfeita: um óculos ali, um cabelo ruivo aqui de diferente, mas em essência, eu ainda continuo em busca de minha Josephine Poter. Foi a época que comecei a trazer minhas paixões platônicas para a vida real, põe platônicas nisso. O Pacey era o ideal de jovem que gostaria ser: extrovertido, falastrão, e com um barco para passar um verão inteiro sozinho com a Joey, como fizeram no final da 3ª temporada. Jen me fez querer ter alguém cuja amizade transcenda qualquer segunda intenção. E, felizmente, percebi que isso é possível. &lt;i style=""&gt;Kiss me&lt;/i&gt; embalava meu radinho e foi um choque perceber, mesmo que sem querer, que eu agora posso tocar a música quando quiser no meu violão. O que antes era algo inacessível, agora está em meus dedos e eu posso desconstruir, reconstruir, colocando um novo tom, um novo acorde. Alguns namoros passaram, todos com muita intensidade, e embora tenha, em certos momentos, achado que tinha encontrado, continuo em busca de minha Joey. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O primeiro beijo,um tanto quanto roubado por...ela(!) , o primeiro beijo ‘oficial’- aquele que todo mundo pensa que foi o primeiro, o primeiro amor, o primeiro fora, a primeira fossa, a primeira desilusão, a primeira vez...Caramba, tudo isso passou e nem percebi. Não tenho as dúvidas de outrora, não quero mais ser programador, nem sou mais o goleiro federado que todos os sábados viajava em busca de mais um vitória nas quadras. Minha máquina de escrever era minha confidente numa época que o computador era um sonho pouco irrealizável. Em vez de emails, scraps, msn, skype, eu tinha cartas. O cuidado de escrever, o zelo e o carinho em ir aos correios para enviá-la, a ansiedade da resposta, tudo isso ainda possui um perfume que, quando fecho os olhos, consigo sentir. Os acordes de um novo dia, que sempre trazia uma nova descoberta, formavam quem sou hoje. E meu quarto, num instante, se encheu desse som e daquele aroma, sendo irresistível eu não me levar a uma época onde tudo era mais inconseqüente, mais tranqüilo, mais inocente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não, a minha vida não anda tão chata a ponto de eu ter esse ataque de nostalgia, pelo contrário. Mas quero ser justo e dar honra a uma fase tão transformadora, mas tão desvalorizada por aqueles que não querem se lembrar que já foram aborrencentes.São épocas distintas, e eu sei que daqui a oito anos vou me fazer a mesma pergunta, &lt;i style=""&gt;“mas já?”&lt;/i&gt;. Afinal, se somos ‘convidados’ a caminhar pela inexorável maratona do tempo, o que nos resta além de viver intensamente, como se fosse o último capítulo da temporada? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;Musica do Post -  &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 255, 102);"&gt;I Don't Want To Wait (Paula Cole)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-115743017475821667?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/115743017475821667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=115743017475821667&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/115743017475821667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/115743017475821667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2006/09/um-doce-passado.html' title='Um doce passado...'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-115328760189387421</id><published>2006-07-19T02:37:00.000-03:00</published><updated>2006-07-19T02:40:01.920-03:00</updated><title type='text'>Humano, Demasiadamente Humano</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/1600/cyborg.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/320/cyborg.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Você certamente vai esquecer de tudo que lerá aqui. Não é pessimismo e/ou sofisma&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;para prestar mais atenção: simplesmente você vai ler essas palavras, concordará com algumas, outras nem tanto, vai parar para pensar um pouco –espero-, e como ta na internet mesmo, vai a outros links, se afogará na corrente contínua de informações que a rede virtual oferece: e-mails, msn, orkut etc. Pronto, quando for se dar por conta, já esqueceu o que eu vou terminar de escrever. Não se culpe: fazemos isso o tempo todo: seja com filmes, conversas, livros, ou coisa que valha, sempre deixamos essas coisas escaparem pelos nossos dedos. Supérfluos, superficiais, fugazes estão as coisas, afinal o mundo ta cada vez mais rápido, e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;devemos acompanha-lo, não é? Exames de consciência são cada vez mais raros...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;E é sabendo dessa nossa amnésia coletiva que vou querer falar de algo diferente, cotidiano, menos intelectualizado. Vou propor que nessa globalização, onde tudo se torna igual, banal e sem graça com a rapidez da luz, reivindiquemos nosso direito a humanidade. Sim, a nossa carnalidade , rejeitando que sejamos apenas peças mecanizadas da engrenagem da vida. Não, nós não&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;somos máquinas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;se prestarmos atenção a pequenas frivolidades do cotidiano, que são tão comuns que são esquecidas...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Como o direito de errar. Mais. Errar e ser forte o suficiente para assumir o erro e que ele colaborou para o seu crescimento. Afinal, ninguém cresce só acertando...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A cada dia mais, ser forte e só ter virtude é a condição para o sucesso de alguém. Reivindico o direito de sermos sensatos e saibamos reconhecer nossas fraquezas também, sem omitir uma vírgula, sem esconder hipocritamente pequenos defeitos que não queremos assumir que temos. E para isso sempre dizer a verdade...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Quero não ter a resposta de tudo que acontece e ser feliz por isso.&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A frivolidade de ser sincero,a tão esquecida. Não apenas para o outro, para a sociedade, mas dizer a verdade para consigo mesmo, até as mais subliminares, sem restrições de pudor, moral, ideologia, sem fantasiar subterfúgios. Ao mesmo tempo, possuir o bom senso para entender que nem todos estão preparados para a escutar a verdade. Aliás, quem está?Não sei...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Quero possamos nos dar o direito a sermos contraditórios, oxímoros, inconstantes. Penso, logo mudo de idéia, e não há vergonha para isso. Não há vergonha por não ser inteiramente lógico, por sorrir e chorar sem motivo. Não somos máquinas programas, pré-ordenadas: no dia que escrevi aqui (com 39° de febre e com uma dor de cabeça que mais parece um parto intelectual) uma avalanche de emoções me ocorreram: já estive melancólico, elétrico, reflexivo, radiante, quieto, já dei gargalhada e até chorei em uma peça de teatro.. Pior que não sou louco, só não tenho medo de ser o que sou, de ser o que sinto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Falando em emoções, não sejamos superficiais nas nossas relações, que façamos tudo com tal intensidade, sem a preocupação idiota e besta &lt;i&gt;“do que os outros vão pensar”&lt;/i&gt;: ria como se fosse a piada mais engraçada do mundo, chore como se perdesse o seu grande amor, ame como se morresse amanhã, beije como se encontrasse o seu amado perdido de décadas, mesmo que isso ocorra no meio da rua... Ah! Reconheçamos que é egoísta, que é competitivo, que sente inveja, que sente ciúmes, de que você não é só solidário, do tipo que &lt;i&gt;“que pensa mais nos outros que em você”&lt;/i&gt;, e, quem sabe, você não começa a ser menos egoísta, ciumento, invejoso, competitivo, “lobo do homem”?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Que bonito e mais romântico seria se não ficássemos com melindres para expressos nossos sentimentos aos outros. Tal como o filme “Como se fosse a primeira vez”, se declare para seu companheiro como se fosse a 1ª vez, sinta borboletas no estômago ao vê-lo, ao senti-lo, se pegue com as pernas tremendo como varas feitas de bambu.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Mas , sobretudo, de algo maior do que a paixão: a amizade. Por isto, que nos declaremos aos seus amigos, mostre como são queridos, reconheça a importância deles na sua vida. Não tenha a ilusão de que tem muitos amigos: temos colegas. Amigos, aquele para se guardar no lado esquerdo do peito, esses se contam nos dedos. Então, ame seus poucos amigos na mesma intensidade que você ama a si próprio, mesmo porque, grande parte das vezes, ele é mais íntimo que um parente de sangue.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Portanto, diga &lt;i&gt;eu te amo &lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;sem reservas, no entretanto, &lt;i&gt;eu te amo &lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;n/ao é bom dia, não banalize algo tão profundo e complexo. Depois de um exame de consciência, vc perceber que ainda não ama ninguém, não se preocupe: guarde a pérola, faça o polimento periodicamente, e dê a quem merece, no momento devido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Quero o direito de ser precipitado, impulsivo, sanguíneo. De meter os pés pelas mãos, de falar bobagem, de pagar mico. É divertido, é humano...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Aprenda uma palavra nova por dia, descubra que isso não é coisa de intelectualzinho barato, e sim que, a cada palavra nova, mais uma forma de compreender o mundo se abre a sua frente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Descubra que se é muito bom andar e ser amigo de pessoas mais velhas, intelectuais, que transbordam conhecimento, é muito bom, em contrapartida, e tão proveitoso quanto conhecer, andar e ser amigo de pessoas mais novas. Talvez chegue a conclusão que amadurecimento e conhecimento não são iguais e que não são inerentes a esse paralelismo cronológico que convencionamos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Saia um pouco da net, da tv. Longe de ser conselho materno , mas perceba o mundo que te cerca: descubra as delícias de um entardecer, de ler um livro num dia chuvoso. De tomar chocolate quente, ou mesmo comer doce de leite contemplando o céu estrelado. Releia livros periodicamente, escreva um diário, um blog, conte as suas impressões sobre o mundo: depois compare, é a melhor forma de ver como vc mudou. Mande cartas: em vez do teclado, pegue uma folha, uma caneta, doses de sentimentos e escreva. E peça para ser respondido de semelhante modo. A ansiedade da resposta, o clima do abrir a carta, a leitura de cada palavra no conforto de algum lugar já se perderam há muito tempo. Infelizmente...Conheça um lugar novo. Pensamos que para isso é necessário alguns dólares e um passaporte, quando podemos ter isso do nosso lado. Vá a museus, lugares históricos dentro da sua cidade. Como já disse, experimenta ver o crepúsculo&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;na Lagoa, ou no Arpoador, ou mesmo da Praia Vermelha. São experiências únicas que ficam vívidas em sua memória por toda uma vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Não fuja da realidade: saiba que você é o responsável pelo que faz: não culpe os outros, seja Deus, amigos, pais, qualquer um pelos seus insucessos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Arrogância não é reconhecer que é bom em alguma coisa. De mesmo modo, humildade não é sempre se colocar abaixo dos outros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Uma das coisas mais humanas que existe é você tomar um belo banho de chuva. Chega ensopado em casa, mas chega com a alma lavada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Não deixe flocos de neves se transformarem em avalanche: brigue, discuta, reclame, não espere por uma melhor hora. Nunca deixe para mais tarde, nunca acumule o que pode ser letal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Já disse escrever? Já, mas insisto: escreva. Não estou aqui escrevendo só para passar uma mensagem, ou para atualizar meu blog, mas deixar uma marca de como sou eu hoje. Mais tarde, comparando com outros textos, verei a diferença. Quem ler todo meu blog, ou seja, só eu, sabe como eu mudei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ame a sua liberdade, ame a sua livre iniciativa, ame-se. Não coloque nos outros um sentimento que você sente, na verdade, por você mesmo. Namore consigo, agrade, presenteie, e para os exagerados, mande flores para pessoa mais importante da sua vida: você. Mas seja auto crítico, em doses homeopáticas, é claro: crie momento a sós,para conversar com você mesmo, pensar no futuro, ver e rever suas escolhas. Cuide de você, cuide de seu corpo, mas antes, cuide de sua alma. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Há algo de errado em falar sozinho consigo mesmo na rua? Espero que não...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Nada de errado existe em ser seu melhor amigo, apenas não se iluda achando que és independente dos outros, uma verdadeira ilha.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Não, você não é, e por mais que o seu orgulho comece a se contorcer, você precisa dos seus amigos de uma maneira que nem mesmo você sabe. Ao reconhecer que precisa de ajuda, não se feche a quem te ama: confie nos seus amigos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Não se torne mais uma salsicha no pacote: discorde de seus amigos quando tiver que discordar, diga q não compartilha do mesmo ponto de vista, retruque, digladiem-se, e no final peçam um refrigerante para brindar. Isso mesmo, tolere, compreenda que debater não significa convencer o outro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Abrace. Dê um abraço de urso nos seus amigos, nos seus pais, em que você ama. Ele é um ótimo indicador, e é mais revelador e confortante do que milhões de palavras. Aliás, quando não tiver nada&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a dizer para ajudar, não diga nada. Pessoas querem, algumas vezes, apenas falar, não ouvir um sermão de quão erradas elas estão. Ou abrace, que é o melhor remédio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Chore, limpe a alma, tenha a sensibilidade para reconhecer que está tão a flor da pele. Chorar faz bem, e não tem hora: filme, novela mexicana, declarações, pedidos de desculpas, casamento, velório e por aí vai. Não, não é sentimentalóide. Minto. É sim, ser sentimentalóide, mas quem disse q isso é ruim? Quem quer me convencer de que ter sentimentos exacerbados é ruim e danoso a minha humanidade? Que ser romântico ao extremo, que sonhar com o grande amor, que sonhar ilusões me faz menor do que qualquer ser vivente? Não, eu exijo meu direito de ser sentimentalóide, não pq eu sou exagerado, mas sim pq os outros estão cada dia mais frios...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Já tentou criar uma memória musical? É divertidíssimo. Crie uma trilha sonora para a sua vida: que cada música te leve a um túnel do tempo, de emoções, que você possa fechar os olhos e se imaginar em algum lugar ou algum momento da sua vida que não quer esquecer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Quem nunca teve um amor platônica, encomende um imediatamente. Mas cuidado: apesar de mui enriquecedor, possui, como todo remédio muito pesado, fortes efeitos colaterais. Ter uma musa inspiradora, se apaixonar sem saber o outro lado, gostar tanto de alguém que até prefere se esconder, como diz a canção, é, no mínimo, muito interessante. E ao contrário do que pensei, não é algo só de adolescentes: adultos também são vítimas desse bem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Amor a primeira vista existe sim: quem diz o contrário é intriga da oposição.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Mude, mude sempre. Seja no visual, seja no pensamento, seja no gosto etc. E quando quiser ser mais radical, volte ao que era.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Estude, estude, estude. De preferência muito e intensamente, mas entenda que pausas são partes essenciais para qualquer boa sinfonia. Sobretudo a nossa sinfonia diária.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Mas, de tudo que eu sugeri (e poderiam dar mais outras mil páginas), não faça nada disso como obrigação. Não leve as coisas tão a sério, nem essa busca pela sua humanidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Por fim, mesmo sabendo que você já deve ter esquecido de muita coisa que já disse aqui, preciso fazer uma consideração a mais: não sou mestre, profeta, guru da boa vida, da vida não mecanizada, da vida não rotinizada. Pelo contrário, sou apenas um homem que deseja profundamente olhar mais tarde para a minha vida e dizer que fui um humano, que &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tornei minha vida um eterno caça-níquel. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Mais do que ter histórias para contar para minhas filhas (escutaram, FILHAS!), netos, bisnetos, quero ter história para contar para mim mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Afinal, fecham-se as cortinas do teatro, o espetáculo termina, cerram-se as janelas e as portas, e fazendo isso ou não, a vida continua.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 102);"&gt;  Música de fundo&lt;/span&gt; - &lt;span style="color: rgb(0, 204, 204);"&gt;"Epitáfio" - Titãs &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-115328760189387421?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/115328760189387421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=115328760189387421&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/115328760189387421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/115328760189387421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2006/07/humano-demasiadamente-humano.html' title='Humano, Demasiadamente Humano'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-115060824476713912</id><published>2006-06-18T00:18:00.000-03:00</published><updated>2006-06-18T22:09:47.683-03:00</updated><title type='text'>Subversão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/1600/arvore.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/320/arvore.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recebi esse recado pelo orkut não faz muito tempo:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);font-size:100%;" &gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Nelton, desculpe ter fuxicado seu orkut, mas me amarro na sua criatividade e humor!!! Vc acredita que quando fico aborrecida, dou uma espiada nas suas fotos e acho tão bem humoradas que a trsiteza momentanea vai embora...&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Viu, vc é um gênio !"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sinceramente, eu ganhei o ano. Não apenas porque encheu meu ego -não serei hipócrita a ponto de dizer  que isso não aconteceu - mas, porque foi feito por alguém que não tenho tanto contato, de forma espontânea e natural, características tão raras num mundo tão artificial como o nosso.  O mais engraçado dessa história é que justamente minhas fotos eu não acho tão engraçadas assim. Contudo, é sempre muito bom perceber como ainda vale a pena espalhar algumas sementes de humor e subversão mundo afora. Não me considero o melhor, o mais engraçado, o mais subversivo, sei meu espaço e é nele que quero habitar até me der na telha de mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ser subversivo é quando vc começa a falar e alguns param para prestar, enquanto outros começam a fazer caretas, sabendo que vc vai falar algumas coisas que incomodam. Para um subversivo, é tão bom escutar o famoso "Lá vem ele com as suas...", e melhor é quando ele percebe que há alguma lógica no que estou dizendo. E o contrário tb é fantástico, quando eu vejo que ele tem razão, afinal, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"penso, logo, mudo de opinião". &lt;/span&gt;A primeira vez que escutei que era subversivo foi da minha fonoaudióloga, que era minha psicóloga também, quando ela me disse que eu andava na contramão do mundo. Achava que era assim por ser cristão,ledo engano. Para aumentar e complicar a minha subversão, eu estava na contramão do mundo e estava na contramão dos meus pares cristãos. Até hoje sou mal visto, ou como o subversivo, ou como o rebelde, ou aquele que não respeita hieraquias. Até entendo essas pessoas, mas, em minha defesa, que mal há em perguntar "por quê" ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tentar cada dia ser diferente, mas sendo eu mesmo, não inventando caricaturas; olhar, agir, sentir sempre sobre uma perspectiva diferente; amar o desconhecido e só sossegar quando este se tornar conhecido; aprender cada dia uma palavra nova no dicionário, descobri um novo cantor (a) para apreciar, mudar o tempero do arroz, rir da mesma piada sempre, sorrir, amar,e, principalmente, fazer rir, fazer pensar, fazer refletir, fazer mudar: não para o meu jeito, não condicionar essa transformação, mas mudar, sempre mudar. Enfim, transformar a monotonia, a rotina em algo, pelo menos, mais divertido. Mas ser subversivo não se resume a somente isso. Há tantas outras formas, atitudes, pensamentos, para ser subversivo. Mas, para mim, há 2 carcaterísticas para ser um subversivo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;1 -  &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Se sentir incomodado com qualquer tipo de acomodação, passividade e afins.&lt;/span&gt; Se tem uma coisa que me irrita, essa coisa é conformismo. Pessoas que se anulam, esquecem seu poder de criatividade, de mudar, de revolucionar, e ficam paradas, agindo do mesmo jeito, pensando da mesma forma, tais como robôs sem coração, sem alma, sem espírito crítico. É claro que não são todos, mas uma razoavel parcela é assim. Em prol de um nome, reputação, de uma falsa e porca hipocrisia, esquecem de...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;2- &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;...Ser vc mesmo.&lt;/span&gt; É vc gostar de si mesmo, se amar, sem que para isso vc precise escutar essas palavras de outrem. E gostar de si mesmo é saber seus defeitos, sem que para isso vc tenha que acabar sua auto-estima, e reconhecer suas virtudes, sem que para isso vc seja chamado de presunçoso. É ser verdadeiro o tempo todo, até com vc mesmo. Ou vc, meu amigo leitor, não tem segredos que nem vc quer lembrar? Pensamentos,atitudes que já fez, ou já pensou em fazer que vc nunca contou para ninguém e esqueceu em alguma parte de vc? Na busca de amigos verdadeiros, esquecemos que nós podemos ser nosso melhor amigo, sem que, para isso, nos isolemos. É reconhecer que somos contraditórios, que não temos coerência, que não somos uma máquina, que a falha é essencial em nossas vidas. Eu gostaria de entender certas pessoas que vivem em função do que as pessoas dizem. É claro, que em certos graus, todos  somos influenciados pela opinião dos outros, mas viver pautado no que as pessoas acham, é se policiar, colocar uma camisa de força na sua liberdade. Eu não tenho vergonha de ser eu mesmo: falo alto, gesticulo como um legítimo italiano, rio de tudo e de todos, minha risada, como diz minha amiga Priscila, é escandalosa sim. Falo rápido, falo besteira, soltos meus palavrões. E serei assim até me eu me cansar: não tenho melindres em mudar. É ser Cristão e escutar Marcelo D2, Angra, Earth, Wind &amp; Fire, Bach, Bethoven, Ja Rule, Tom Jobim, Mariah Carey, Stevie Wonder, Dj Patife, Seu Jorge, sem se achar sem personalidade, muito pelo contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O mais interessante é quando esquece dos outros, certas características que vc gosta são reparadas sem que vc force isso. Concordo que todos nós usamos máscaras, até quando achamos que não temos nenhuma, mas tem pessoas vivem com uma máscara para agradar, para ser bonzinho, para se enturmar, para ser popular. E, desculpe a expressão, dá ânsia de vômito: até uma flor de plástico é menos artificial que essas pessoas. Como professor, como homem, naturalmente tem pessoas que não gostam de mim mesmo, de graça, sem procurar saber quem sou eu, e não vejo problema nisso não: o meu mundo seria tão chato se as pessoas só gostassem de mim, me achassem bacana, popular. Mas, como qualquer ser normal, gosto de elogios. São raros, por isso saboreados de forma toda especial. Um elogio que eu amo, e que é o mais comum é o famoso engraçado: as pessoas pensam que eu sou um palhaço extrovertido, enquanto eu me acho um tímido introvertido com alguns lampejos de ironia. Mas tenho um carinho tão grande quando falo alguma coisa, espontânea, simples, inadvertidamente, e faço alguém rir, que posso dizer, sem dúvida, que vale a pena ser vc mesmo. Ainda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Subversivos: não somos vilões, também não somos semideuses. Somos como vc, seu pai, o padeiro da esquina, o jornaleiro, o vendedor de bala: normais. Temos anseios, medos (muito medo, aliás...), interesses, não somos benfeitores desse mundo. Somos, como no velho clichê, diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Espero que isso tenha, pelo menos, te incomodado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Nelton&lt;/span&gt;, sinônimo &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;subversão&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-115060824476713912?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/115060824476713912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=115060824476713912&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/115060824476713912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/115060824476713912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2006/06/subverso.html' title='Subversão'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-114844856726824534</id><published>2006-05-24T02:24:00.000-03:00</published><updated>2006-06-18T22:10:36.863-03:00</updated><title type='text'>Soltando Cobras e Lagartos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/1600/raios.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/320/raios.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Acabei de chegar de uma acalorada discussão: teoricamente, não seria o melhor momento para sentar e escrever, e sim, deitar, repensar certas atitudes e pensamentos esperando acordar no dia seguinte com a cabeça menos ‘quente’. Não será surpresa nenhuma se eu te disser que comigo isso não funciona.A porta está aberta, ainda estou um pouco molhado da chuva, a mochila está largada em algum canto do chão da sala. Era necessário que escrevesse aqui:ou eu extravaso tudo, ou vou ficar me remoendo aqui, num ato quase de autoflagelação. Sobretudo quando o autor em questão é daqueles que joga no time dos “eu poderia ter dito isso...”. Não entendeu? Ta, eu explico: há pessoas que sempre tem uma resposta na ponta da língua, no momento certo, uma dádiva que somente alguns possuem de desarmar o seu oponente. A maioria a qual pertenço, são daqueles que, na primeira oportunidade de  relaxar, ficam se lembrando segundo a segundo da briga e sempre com o seguinte chavão: “eu poderia ter dito isso...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, estamos aqui, eu e você, e o leite já foi derramado.Falando em leite, peço um instante para pegar alguma coisa para comer, sabe, dar aula dá fome...Obrigado por estar ainda aqui (vc está?), um pouco de leite com Toddy e pães de queijo adormecidos já dá para cobrir alguma coisa... Sem entrar nos pormenores da briga, menos por tentar preservar a intimidade da outra pessoa (vale lembrar que estou ainda de cabeça quente, logo, não se assuste se quiser que a outra pessoa vá para aquele lugar que nós estamos pensando), e mais por tentar transformar o assunto em mais do que uma lamentação, fiquei no ônibus sobre o motivo dessa discussão. É evidente que não serei contraditório com meu ultimo artigo, quando disse sobre a questão de que a verdade é relativa, logo, todos tendemos a acreditar que somos os detentores da tão famigerada “verdade”, mas não tenho outra hipótese a ser pensada além de uma briga de egos. Sim, duas pessoas em franca concorrência medindo forças. O único detalhe que deve ser acrescentado é que uma possui uma posição hierárquica maior do que o outro, no caso eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fica bem aqui comentar como o capitalismo promoveu o egoísmo na sociedade, todavia, não sejamos levianos: somos todos egoístas, não há sombra de dúvida.Mais do que egoístas, somos competitivos, não aceitamos o segundo o lugar, nunca. Em alguns casos, isso é até um motivador, caso do Senna, que sempre dizia: O segundo é o primeiro dos últimos, mas em outros, perdemos até a nossa humanização. Nos tornamos máquinas, desumanizadas, grotescas, robotizadas numa guerra contra o outro. Eu sou extremamente competitivo, embora saiba disfarçar muito bem. Eu sempre me dei muito bem nos esportes que praticava, eu sempre tinha uma automotivação que me sustentava. Na faculdade, nunca fui o primeiro da turma, contraditoriamente nunca liguei para notas, mas estava numa silenciosa competição para ver quem sabia mais sobre algum tema, que não, necessariamente, significa tirar dez na prova. Como professor, a competição é comigo mesmo, buscando sempre dar uma aula melhor do que a anterior. A competição Interprofessores comigo só se dar quando algum professor começar a brincadeira: aí é aquela história, um boi para não entrar, uma boiada para não sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não há nenhum mal em ser competitivo, o mal reside em ser desleal. O erro começa quando vc usa de artimanhas, estratégias sujas e covardes para desqualificar seu adversário. Táticas tipo Pica-Pau, Tom e Jerry, Pernalonga: não basta apenas vencer, é necessário ridicularizar o oponente. E falo com a experiência de ter assistido todos os episódios que o SBT já passou sobre o Pica-Pau. E é isso que me assusta: cada vez mais as pessoas têm se tornado desleais, usando posições, palavras, atos para não denegrir quem elas consideram oponentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me faz pensar em outra coisa que me irritou hoje na tal discussão: uma mania de se acreditar num mito talvez mais nefasto que o Papai Noel (desculpa se acabei com a ilusão de algum leitor): o de se acreditar que certas pessoas não dão valor a opinião pública. Aquele ditado, Fale bem ou fale mal, mas fale de mim, é mentira: quase s totalidade das pessoas querem uma opinião pública favorável, e vestem uma máscara visando a isso. Isso aqui é uma expressão do que estou dizendo: por mais que tente ser imparcial e mostrar que tb estive errado, embora não fosse uma pessoa de briga, é claro que entre o meu o oponente e eu, esse post visa a me defender. Se uma pessoa fala ou age de forma com que provavelmente será mal vista pelos outros, é mais por irresponsabilidade ou ansiedade de fazê-lo do que algo feito conscientemente que as outras pessoas talvez não gostem. E isso é comigo também, eu tenho o péssimo (e dessa vez é péssimo mesmo) de querer que todos gostem de mim. Mas, ao mesmo tempo, sei que isso é impossível agradar a gregos e troianos, mas me indago, sem sucesso, porque não posso. E isso reflete diretamente na minha tão comentada auto-estima: só o fato de saber da minha impotência na produção de uma boa imagem, me faz ficar angustiado. Loucura? Não. Carência, talvez. Prefiro pensar numa especificidade sem atribuição de valor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a já quase esquecida discussão de hoje, tem pessoas que possuem dons: o de curar, o de falar em línguas estranhas, o de interpretar essas línguas, o de profetizar, o de sonhar. Só que existe que a bíblia deixou de citar, talvez porque não seja um dom divino: O dom de irritar as pessoas. No geral, todo mundo tem esse dom, mas alguns possuem-no mais aguçado que outros. E para me irritar de verdade, honestamente, é meio difícil. Mesmo porque não sou daqueles que se acham o super-homem ou o Intocável, que vê coisas onde não existe, tipo, a beleza ou a forma física. Mas quer me irritar? Me chama de mentiroso. Mais do que uma calúnia, é uma injustiça: se peco,é por excesso de sinceridade. Torno-me até inconveniente se perco meu autocontrole (que ta precisando de uma atualização), me vejo no Luis Fernando Guimarães com o Sr. Sincero. Que me perdoem os mais moderados, mas me chamar de mentiroso é ser burro. Falar ou agir como se eu fosse um. Isso mesmo, o famoso jogo das omissões, vc sabe o que é isso: certas coisas não precisam ser ditas, vc percebe num olhar, numa atitude, num silêncio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de 35 minutos, a porta permanece aberta, a roupa ainda não foi trocada, a mochila continua no chão (espero q não tenha quebrado o perfume), a fome permanece, mas estranhamente me sinto mais leve, ainda desconfortável, não pelo o que o outro fez ou disse, mas por mim mesmo, por certas coisas que eu não disse e pelas que disse. Curiosamente, percebi que o outro errou, mas que eu também errei, e muito, talvez até mais. Enfim, é vida que segue, porta que se fecha, roupa que se troca, mochila que se tira do chão, alimento para se comer e cama para dormir, pois amanhã é um outro dia, se não mais alegre ou mais triste, um dia diferente: um dia qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-114844856726824534?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/114844856726824534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=114844856726824534&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/114844856726824534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/114844856726824534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2006/05/soltando-cobras-e-lagartos.html' title='Soltando Cobras e Lagartos'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-114712227093784612</id><published>2006-05-08T17:56:00.000-03:00</published><updated>2006-07-31T02:14:46.766-03:00</updated><title type='text'>Festa de Aniversário</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;E não é que é verdade? É o que o futuro me espera...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/1600/festa.3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/320/festa.3.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;FESTA DE ANIVERSÁRIO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/1600/festa.1.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;Os ingredientes são: uma porção de caos, duas de confusão e uma pobre mãe exausta — tudo misturado com um cão latindo e balões estourando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;Uma boa festa de aniversário deve ter no mínimo vinte crianças, sendo uma de colo, que chora o tempo todo, uma maior do que as outras, chamada Eurico, que bate nas menores e acabará mordida pelo cachorro, para a secreta satisfação de todos; e uma de rosto angelical, olhar límpido e vestido impecável, que conseguirá sentar em cima do bolo de chocolate. Esta deve se chamar Cândida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;Boa festa de aniversário é aquela em que, depois que todos foram embora, a mãe do aniversariante examina os destroços com o mesmo olhar que Napoleão lançou sobre os campos de Waterloo depois da batalha, e fica indecisa entre chorar, fugir de casa ou rolar pelo tapete dando gargalhadas histéricas. Desiste de rolar pelo tapete porque o tapete está coberto de restos de comida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;É indispensável que no fim da festa sobre uma criança que ninguém sabe como foi parar embaixo do sofá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;— Como é seu nome, meu bem?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;— Cândida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;É ela de novo. E as grandes camadas de chocolate no seu traseiro não estão ajudando o tapete.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;A mãe do aniversariante decide chorar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;Melhor ainda são os pais que vêm buscar as crianças e ficam para tomar uma cervejinha. A noite já vai alta, os filhos dormem nos seus colos com a boca aberta, os balões coloridos presos ao dedo de cada criança fazem um balé em câmera lenta no meio da sala, e os pais não vão embora. A mãe do aniversariante não sente mais as pernas. Apalpa um joelho, para ver se a perna ainda está lá. Fantástico: está. E então ouve, incrédula, a voz do marido:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;— Carminha, traz mais uma cerveja para o Dr. Ariel...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;Será que o inconsciente não sabe que ela teve que correr o dia inteiro? Que encheu os balões com seus próprios pulmões? Que fez a torta de chocolate com a sua própria receita? Que por pouco não estrangulou vinte crianças com as suas próprias mãos? Boa festa de aniversário é a que acaba com a mãe do aniversariante querendo estrangular o próprio marido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;E o padrinho do aniversariante, que vem de longe especialmente para o aniversário e é ignorado pelo afilhado?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;— Ora, Rodolfo, é que ele não via você há dois anos. Criança esquece depressa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;— Ele jamais gostou de mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;— Gosta sim, Rodolfo. Ó Beto, vem cá pedir a bênção a seu padrinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;— A bênção, padrinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;— Agora dê um beijo nele. Pronto. E agora agradeça o presente que ele trouxe para você.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;— Obrigado pelo "Forte Apache".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;— Viu só, Rodolfo? Você não pode se queixar do seu afilhado. Ele adora você.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;— É. Só que o meu presente não foi o "Forte Apache".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;O padrinho ficará com a cara trágica até o fim da festa. Recusará salgadinhos e cervejas e suspirará muito. Antes de dormir, o afilhado virá correndo lhe dar um beijo espontâneo e um longo abraço. Na hora de ir embora, Rodolfo confidenciará aos compadres:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;— Ele me adora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;Uma boa festa de aniversário deve ter guaraná morno e show de mágica. O mágico deve ser arranjado à última hora e não pode ser muito bom. A mãe do aniversariante deve contratar o mágico na certeza de que, depois de cantarem o "Parabéns a você", comerem a torta de chocolate e beberem o guaraná morno, as crianças não terão mais o que fazer, perderão o interesse e a festa será um fracasso. Ê preciso um show para entretê-las.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;— Crianças, atenção! Uma surpresa para vocês!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;Dona Carminha não consegue atrair a atenção das crianças. Há um grupo brincando de pegar, outro brincando de cabra-cega, um terceiro improvisando um renhido futebol com balões, e a Cândida que — com sua cara impassível de querubim — se prepara para amarrar uma jarra caríssima no rabo do cachorro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;— Crianças! Por favor, silêncio! Parem imediatamente tudo o que estão fazendo. Para vocês não ficarem sem o que fazer, vamos apresentar um show de mágicas!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;Deve ser uma luta para reunir as crianças em torno do mágico. Antes que o espetáculo acabe, as crianças estarão participando ativamente de cada truque, espiando para dentro da manga, descobrindo todos os compartimentos secretos e desmoralizando por completo o mágico, que no dia seguinte mudará de profissão. Em seguida, a mãe do aniversariante tentará organizar um calmo e instrutivo jogo de charadas, mas ninguém lhe dará bola. As crianças agora brincam de Zorro, e o Eurico, montado no cachorro, faz um rápido "Z" com um jato de Coca-Cola na parede da sala.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;Uma boa festa de aniversário deve terminar depois da meia-noite, quando o último pai sai arrastando a última criança, e a criança, o último balão, que estoura na saída. A mãe do aniversariante deve olhar para o marido, suspirar e declarar que está morta. Que irá direto para a cama e só pensará em arrumar a casa amanhã. Ou daqui a uma semana, sei lá. E só então se lembrará:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;— Meu Deus, a Cândida! Temos que levar a Cândida em casa. Uma boa festa de aniversário deve terminar com uma criança sonolenta sendo entregue em casa com a recomendação:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;— Olhe que ela está que é só chocolate.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Normal1" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 42.5pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;color:black;"  &gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/1600/festa.1.jpg"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/1600/festa.1.jpg"&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(Do Fantástico Luis Fernando Verissimo)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/1600/festa.1.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-114712227093784612?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/114712227093784612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=114712227093784612&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/114712227093784612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/114712227093784612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2006/05/festa-de-aniversrio.html' title='Festa de Aniversário'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-114681186485899521</id><published>2006-05-05T00:49:00.000-03:00</published><updated>2006-05-05T03:56:27.316-03:00</updated><title type='text'>The Emancipation of Me</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/1600/emancipa%3F%3F%3F%3Fo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/320/emancipa%3F%3F%3F%3Fo.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Estar desempregado não é tão ruim como eu pensei. Obviamente não é o que pedi a Deus, mas tem lá suas vantagens: vc pode compensar todo as noites de sono perdidas por conta da faculdade, mudar um pouco seu fuso horário (do tipo que acorda as 11 da manhã e dorme as 3 da madrugada), acompanhar aquele  seriado que você tanto gosta, mas que passa as 2 da matina , ter tempo para ler todos os jornais e revistas sossegadamente, ler aquele livro só por curiosidade e não pq ele vai cair na sua prova. Mas, mais do que tudo, o que essa fase momentânea da minha vida -ouviram? MOMENTÂNEA- me proporcionou foi a possibilidade de pensar e repensar certas coisas que o mar do esquecimento nos leva.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei me perguntando pq cargas d'água eu fui me formar em História. Não, não é arrependimento, pelo contrário, fui tentar achar uma razão diferente das que convencionei para ser apaixonado pela &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Clio"&gt;Clio&lt;/a&gt;. As que convencionei, para saciar a curiosidade alheia, foi a que comecei a gostar de lecionar quando comecei a dar aula para as crianças na minha igreja. O mais engraçado é que fui lecionar por conta de uma menina que era apaixonado. A outra razão para começar a gostar de dar aula foi quando a professora provocou a turma e disse que daria generosos 0,5 ponto para aquele que desse aula por 2 tempos. Quem foi lá na frente dar aula? Isso mesmo, eu. E lá, por mais que a turma estivesse me sabotando -e estava mesmo- eu senti que ali era o mesmo lugar. Isso no meu segundo ano de ensino médio. Porém, curiosamente, nunca tinha reparado que nessa duas razões, não tem nada que explique o fato de ter sido História a disciplina escolhida. Não tem razão: não era minha matéria predileta (Pasmem, as prediletas era Física e Geografia Política), nunca tive a cultura de leitura, não fui educado numa família que incentivasse o hábito de ler.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só o de ler, mas de várias outras características que eu possuo hoje. Isso é estranhamente bizarro, posto que sempre carregamos algumas características dos pais, seja biológica, seja culturalmente. Tirando o fato de, pelo que eu me lembre, ser a cara da mãe,, ou seja, a parte biológica, na parte cultural eu não tenho NADA que eu possa dizer que herdei deles. Sabe aquela história de "se quiseres conhecer um homem, conheça a sua família"? Comigo não adianta...As vezes eu me pego prestando atenção a alguns discursos do meu pai aqui em casa, conversando com a esposa dele. E consigo discordar do início ao fim, incrivelmente. E acredito que ele deve ficar se perguntando que filho é esse que escuta coisas do seu tempo, como "Frank Sinatra", "Marvin Gaye", "Aretha Franklin", e qualquer banda de soul/funk dos anos 70, e coisas que quase nenhum rapaz de 22 anos escutaria normalmente, como Jazz, Bossa Nova, Música Clássica etc. Em geral, os filhos começam a construir seus gostos escutando o que tem em casa, os famosos Lp's, e eu não me lembro de nenhum Lp dos meu pais, a exceção dos seus lps dos Bee Gees e da trilha de "Estúpido Cupido" que escutava escondido da minha mãe, que tenha me marcado. Fui gostar de Bee Gees anos depois e detesto Jovem Guarda.Mas entendo se ele pensar assim, que eu sou louco. Não estamos acostumados a ser diferentes, na verdade, o "bom" é quando vc é igual aos outros.  Eu sei, querido leitor, vc não pensa assim, mas vc já parou para pensar quantas pessoas pensam desse jeito.Mas o mais estranho de tudo não é quando eu vejo quanto meu gosto musical se difere dos meus pais, e sim como construir esse tão eclético gosto musical( E põe eclético nisso, são 21 Gb de música ao todo). Talvez tão complicado de responder essa pergunta quanto a de responder pq eu fui gostar de ler. Não sejamos hipócritas: a falta de incentivo, mais a preguiça natural de ler de uma juventude que passa horas na televisão e na Internet, mas chega aos seus vintes anos sem ter lido um grande clássico sem ser aqueles cobrados na escola. Eu tinha tudo para ser mais um destes, e ainda reconheço que há muitos clássicos que ainda não li, e ao contrário do Diogo Mainardi, eu não me orgulho nem um pouco disso. Nunca ganhei um livro de presente (se tem algum leitor meu que é pai, deixo a pergunta: vc já deu um livro para seu filho?), não tive acesso a biblioteca do meu pai, sobretudo pelo mínimo detalhe: ele não tem biblioteca. Mas eu sei quando começou a minha paixão pela leitura, e para isso teremos que voltar aos longínquos dias de 1994. Foi graças a um livro paradidático, que tinha que ler, a primeira sensação de como a leitura e as palavras são fascinantes: &lt;a href="http://pesquisa.bondfaro.com/bondfaro/in/bookpage_in.jsp?sk=1&amp;og=12934&amp;amp;catid=56&amp;u=8503001373&amp;amp;id=56851&amp;text=o+menino+do+dedo+verde&amp;amp;tit=Menino+do+Dedo+Verde%2C+o&amp;aut=Maurice+Druon&amp;amp;pub=Jos%E9+Olympio&amp;img=1&amp;amp;rawtext="&gt;O menino do Dedo Verde&lt;/a&gt;, de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Maurice_Druon"&gt;Maurice Druon.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me recordo de já ter lido outros livros paradidáticos, antes e depois,, mas não me esqueço desse: mais do que a "obrigação" de ler, eu comecei a ter prazer em ler. Prazer de ler para mim é mais do que vc extrair algum ensinamento, alguma lição, de se instruir, é vc se transportar para o livro, isto é, o mundo esta ao seu redor, mas vc esta dentro daquelas linhas, sendo espécie de&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Voyeur"&gt; Voyuer&lt;/a&gt; de toda aquela trama. É montar um pequeno filme na cabeça, um filme que muda sempre que vc retorna a ler aquelas palavras. É fantástico vc sentir essa sensação com 10 anos de idade, uma faixa etária tão rica, tão criativa, tão explosiva para a cabeça de um "pré-adolescente", vulgo criança.É tão fresca e viva a lembrança quando eu fui a um médico no Valqueire: eu tava tão hipnotizado pelo livro que minha mãe que me guiava. A partir daí comecei a ser um fiel assíduo a tão vazia biblioteca do Santa Mônica. Lia aqueles livros, que hoje dou risada, de diários de adolescentes,e  &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_Bandeira"&gt;Pedro Bandeira&lt;/a&gt;: a Marca de uma lágrima,A  Droga da Obediência,a série dos Karas,etc. Enfim, fui aprendendo a gostar de ler: a qualquer momento eu poderia me deslocar para onde quiser, eu poderia ir para qualquer lugar, poderia ser quem eu quisesse, ou melhor, ser eu mesmo, sem as amarras que nos prendem e  que moldam de acordo com algum tipo de estereótipo pré-estabelecido.Talvez aí esteja uma razão para meu ecletismo musical: na verdade não existe um Nelton, uma máscara, um ser previsível e padronizado, mas sim, vários Nelton, vários humores, vários pensamentos, imprevisível.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é diferente de ter personalidade múltiplas, é vc entender que ser contraditório não é o fim do mundo e que nem tudo que se difere contrapõe entre si. Talvez isso explique minha tolerância, num sentido mais amplo. Sou daqueles que pode não concordar com uma palavra do que dizes , mas lutarei até a morte pelo direito de você dizê-las, parafraseando Voltaire. Vibrei com a faixa de "Coexistência" na testa do Bono Vox (embora não goste de U2), e detestei quando vi uma revista dita &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Evang%C3%A9lico"&gt;"Evangélica"&lt;/a&gt;, discutindo a questão da Coexistência, dizia, em nome de todos os protestantes, que nós dizíamos não a Coexistência. Sou protestante, embora deteste o termo evangélico (por outro pormenores que só deixariam esse post mais longo), mas sou daqueles tipo de protestante raro nos dias de hoje: aquele que reconhece que sua igreja não é perfeita, que sua religião não é a melhor, que devemos respeitar a religião do outro, porque, na verdade, nenhuma religião é perfeita, nenhuma é melhor do que a outra. Esse &lt;a href="http://pt.wiktionary.org/wiki/Pros%C3%A9lito"&gt;proselitismo&lt;/a&gt; gratuito que tenho que ver e acompanhar todos os dias, onde pastores,não obstante alguns  bem intencionados, outros conscientes do que estão fazendo, se auto intitulam "geração eleita"e dizem que são o único caminho que levam ao céu,ao verdadeiro Deus,e ao seu enaltecimento, atacam as outras religiões, não levando em consideração o filtro de cultura, que é diferente, que cada religião passa em relação a revelação divina, é algo tão comum e tão intrínseco nas pessoas, que, espero que não, qualquer pessoa religiosa que leu até aqui ou tá saindo do blog ou ta em vias de sair. Consideram-me um polêmico, um subversivo, mas ninguém parou para pensar se aquela pessoa que está nas "trevas" realmente está afim de sair de lá, ou melhor, se considera em trevas. E o que vc vê são pessoas "tacando terror" nas outras, não tendo tolerância com o irmão, não respeitando a sua opinião, mesmo que não concorde, ou mesmo fazendo comentários infelizes e fúteis como eu já tive desprazer de ouvir:"Morreu e não se converteu, é, vai para o inferno!". É claro que acredito que o Protestantismo seja a melhor forma de me religar com Deus, se não achasse, seria no mínimo estranho ainda permanecer lá. Mas conceitos como "bom", "Melhor" são subjetivos e, por isso, variam de pessoa para pessoa. Ou seja, gostar da minha religião não significa odiar e abominar as outras: posso até discordar de alguns dogmas, mas as respeito  com dignidade.Não é a toa que um grande amigo meu  diz que  eu sou o menos evangélico dos evangélicos. Embora eu saiba que sou diferente, não me acho único: há um grupo infinitesimal de "evangélicos" que pensam. Quero crer que sim...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra característica além da tolerância é a da desconstrução de pensamentos. Há pessoas que &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;constroem suas idéias, sua régua de valores e comportamentos e vivem eternamente sobre aquilo que tão arduamente construiu. Eu construo minhas idéias para justamente desconstruir mais tarde.Para mim, melhor do que dizer "Eu tenho uma idéia!" é dizer "Eu mudei de idéia". Entrando na frase clichê do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Raul_Seixas"&gt;Raul Seixas&lt;/a&gt;, eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha idéia sobre tudo. Isso, para mim, é bom pq vivo num eterno aprendizado: nenhuma idéia é suficiente para me saciar, eu busco sempre mais, sempre mais explicações, mais conceitos, e por muitas vezes encontro-me mudando de idéia: depois de algum tempo, vc começa a refletir sobre suas primeiras impressões e verifica que vc pensa, hoje, completamente diferente. Mas o poder da inércia é mais forte do que podemos imaginar: pessoas  tem aquela velha idéia e não busca mais fontes, tanto para reafirmá-las qto para refutá-las, por pura preguiça, por desconhecimento, em menor escala por vontade própria, e uma parcela por arrogância. Sim, arrogância, aquela maldita característica de se achar superior aos outros e tratá-los com menosprezo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certas coisas que são aprendidas na escola são decoradas e nunca refletidas. Vejamos só: todos aqui aprendemos que com Copérnico e Galileu, os homens começaram a ver que o universo não gira em torno da Terra, mas, agora, era o Sol o centro do Sistema solar. Chamamos essa idéia de Heliocentrismo.Olhamos para isso como uma coisa distante, fria, a decoramos, acertamos a questão na prova e esquecemos do essencial: refletir. Esquecemos que pensamos que o mundo gira ao nosso redor, que nossos valores são os melhores, que nossas idéias as mais brilhantes, nossas posições, as corretas. Somos a Terra, arrogantes e prepotentes: entramos num discussão, numa conversa, não pelo prazer do debate, de observar uma segunda opinião, respeitá-la,mesmo que a discorde. Não, entramos numa discussão já certo de nossa vitória, tendo a idéia que o produto final desse debate é o convencimento da outra parte. E assim caminha a humanidade: homens e mulheres, jovens e adultos querendo vencer, como se tudo fosse uma grande competição e esquecendo que o principal é o diálogo interno, é a vitória contra seu maior inimigo: vc e a sua inércia. Qdo começarmos a agir assim, não necessariamente mudando de idéia como se muda de camisa, mas refletindo sobre nossas "verdades", mudando quando for necessário, estaremos, destarte, fazendo jus a celebre frase de Descartes de "Penso, Logo existo", i.e., dignificando a existência do nosso ser.É assim que eu caminho, por estradas diferentes da que meu pai me acostumou a seguir, por vezes, na contra-mão do mundo, mas sempre buscando a minha autonomia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ai de vc de discordar de mim! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Music do Post - Virtual Insanity do Jamiroquai&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-114681186485899521?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/114681186485899521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=114681186485899521&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/114681186485899521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/114681186485899521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2006/05/emancipation-of-me.html' title='The Emancipation of Me'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-114275809971291033</id><published>2006-03-19T03:13:00.000-03:00</published><updated>2006-03-21T01:20:18.643-03:00</updated><title type='text'>Notas mentais em um fim de noite.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/1600/050401Maria%20la.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/320/050401Maria%20la.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Em geral esse autor que aqui vos escreve de forma um tanto quanto equilibrada: nem tão frio que parece que você esteja lendo um artigo científico chatérrimo, nem tão pessoal a ponto de invadir certos pontos estratégicos da minha privacidade. Afinal, sou uma pessoa que, quanto mais se convive, mais se tem a sensação que menos o conhece: volúvel, inconstante, e deveras paradoxal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Mas hoje resolvi mudar: são 3 da manhã, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;a escuridão da linda madrugada estrelada só é interrompida pelo clarão do meu monitor, e venho de uma festa que mais que me divertiu, méritos da aniversariante e dos velhos amigos de infância que reencontrei, provocou uma avalanche de reflexões, umas mais óbvias que outras. Para isso, talvez terei que mexer em alguns bolsões do meu íntimo, de sentimentos pouco revelados, e meu blog servirá para algo que sempre comprei, mas vivia em branco: um diário.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Não sou muito de sair, pouco vou às festas, nunca fui a uma boate (o máximo que já aconteceu foi virar a noite na casa de um colega falando bobagens através do famoso jogo da verdade), mas dificilmente fico deslocado quando vou a uma festa: meu contato semanal com jovens de 8 a 80 me fez pensar &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;ter uma espécie de cultura paralela, onde o funk, forró, pagode, jovens bêbados, jovens semi-nuas, e mais meia dúzia de obscenidades fossem algo normal para mim. Hoje descobri que essa cultura paralela é uma balela: nunca me senti tão desconfortável e deslocado com os rap’s que rebaixam a posição da mulher a qualquer coisa abaixo de objeto de uso descartável, com uma dúzia de jovens vestidos como dita a moda, bebendo como dita a moda, falando como ditam a moda, se exibindo como se estivessem numa vitrine, como dita a moda. Não to aqui condenando que goste de ser assim, apenas ressaltei esses aspectos para ressaltar ainda mais meu deslocamento. Como foi difícil achar assunto com meus velhos colegas de condomínio, à exceção de uns e outros que eu mantenho contato, como foi árdua a tarefa de tentar falar alguma coisa sem parecer soberbo, arrogante, ou coisa que valha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Sobre a arrogância, eu tive pavor dessa palavra, era a última coisa que eu queria ser nessa vida, mas volta e meia vejo alguém dizer que eu sou, ou fui em algum momento prepotente: a vez mais dolorida foi quando soube que não passei no mestrado porque o entrevistador tinha me achado arrogante. Preferia continuar conjeturando que não tinha passado por falta de capacidade mesmo. Pois para essa deficiência, a da incapacidade técnica, há um remédio: o estudo, redobrado e melhor explorado. Mas como resolver o problema da arrogância? Até semana passada, se você me perguntasse se era arrogante, seria taxativo em dizer: Não. Hoje já não sei. Às vezes sou hipócrita comigo mesmo, invento algumas desculpas para escamotear a realidade. Inventei, ou dei relevo,o fato de não ser nem melhor, nem pior, apenas diferente. E realmente, sou tão diferente que pareço um E.T. em muitas áreas, características, gestos e atitudes, mas isso não exclui, e hoje tenho mais certeza disso, o fato de que eu me acho bom, para não dizer ótimo, em certas ocasiões. O problema é meu, eu sei, porém, já parou para percebeu como a sociedade impõe uma ditadura da falsa humildade? Como o discurso do humilde, mesmo sendo um tanto quanto forçado em muitas vezes, é mais agradável aos ouvidos do que um discurso onde a pessoa afirma sua plena capacidade no assunto? Logo interpretam que tal pessoa, e no meu caso também, que eu me ache superior aos outros. Logo são chamados de presunçosos. Enfim, na sociedade onde é o ego é supervalorizado, a honestidade de dizer que é bem capacitado em tal área é mal digerido. Se permitem um exemplo, já que vejo que esse texto vai ser tão longo quanto os outros, essa semana, vendo um desses programas de futebol (aqueles que repetem o mesmo lance 36 vezes para confirmar que foi gol: um estranho e viciante hábito dos amantes de futebol), entrevistaram o jogador que tinha feito um belo gol durante um jogo do Fluminense, e ele disse algo parecido com “Eu fui muito bem no lance realmente, me coloquei bem e chutei com categoria...”. Mais estranho do que ver um jogador falando em 1ª pessoa, foi meu pai, tricolor fanático, falar para mim: “Presunçoso esse rapaz”. Em nenhum momento ele desmereceu ninguém, em nenhum momento se mostrou superior, apenas valorizou seu trabalho ( e realmente foi um belo gol). Se isso é ser arrogante, presunçoso, confesso: eu também sou, só não contem para ninguém.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;A festa de hoje também serviu para me mostrar como sou diferente, se para melhor ou pior, não me interessa. Não sou o maior exemplo de timidez, entretanto, não sou tão extrovertido como pensava. Não em relação aquela turma de adolescentes que me rodeavam. Senti-me o verdadeiro Eduardo, de Eduardo e Mônica, quando repeti mentalmente umas dezenas de vezes que estava num “festa estranha, com gente esquisita, eu não to legal...”. Tentava, em vão, não me escandalizar com alguns atos, e buscava sempre pensar que era uma cultura diferente da sua, uma educação outra, seres diferentes embora muitos tivessem a minha idade. Talvez seja inspiração freudiana, mas tendemos nessas horas puxar a sardinha para&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;brasa da sentimentalidade: eu sempre me eduquei (não tive conversas desse tipo em casa) a ver a mulher como um ser extraordinariamente maravilhoso, e tratá-la, menos pela moda que existia e mais por posições pessoais, como uma princesa, ser atencioso, carinhoso, e tudo que você tem a permissão para pensar. Cada vez descubro que a grande parte das mulheres, para não ser injusto com as que não são assim, detesta esse tipo de homem. Não é ser grudento, é ser romântico, mas as jovens (quase, nesse momento cai no descuido de falar jovens “de hoje”, como se eu aqui fosse o velho...Bem, já passou.) querem o homem que as ignorem, que não mande flores, que não ligue, e etc...Esse sim, é interessante. Talvez explique a proposição de que elas gostem dele por conta do desafio que seja “domar” a fera, mas será a birra mais forte do que o prazer de se sentir um pouco acima do status de objeto descartável? Sim, porque hoje em dia você já entra num relacionamento, seja em que grau for, já coma &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;data de vencimento estipulada, isso porque a necessidade de se experimentar de tudo se tornou incontrolável. E sinceramente, não sei ser diferente, não consigo ser alguém diferente do que eu sou. Pago certo por isso, as vezes caro demais para minha alma, ao me envolver demais com alguém e sofrer depois que percebo que o único envolvido sou eu; viver com intensidade, amar com mais veemência ainda e se ver acompanhado pela solidão, porque as pessoas esqueceram o que significa a palavra intensidade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Solidão: foi o que senti quando saía dessa festa. Estava sozinho, tinha rido bastante, feito rir de igual maneira, mas me senti improdutivo. Senti-me como uma espécie de entretenimento televisivo, do qual, ao desligar, é esquecido e que pouco faz refletir. Iria para minha cama sem nenhuma musa para ninar meus sonhos , sem alguém que me fizesse suspirar, rir a toa, que ligasse despretensiosamente, ou melhor: me mandasse um recado virtual, dizendo que pensou em mim (não sei se vocês sabem, mas eu odeio telefone, ouvir a voz de alguém sem vê-la me causa ainda arrepios).Enfim, To indo agora deitar sem alguém que sentisse realmente a minha falta. Sim, é carência, não nego, pelo contrário, uma das características mais explícitas na minha personalidade além da minha baixa estima (Tenho baixa estima e sou arrogante, uau, viva o paradoxo!), é a minha&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;carência. Vocês não têm noção da necessidade do toque para mim, a sede que tenho por palavras de afeto,as de amizade são ótimas, mas me refiro a de amor, o prazer de um abraço, o êxtase de um cafuné. Viver sozinho, como eu vivo, tem lá suas vantagens a curto prazo, mas meu relacionamento com o isolamento não passa de um flerte juvenil. O ato de estar apaixonado me motiva, me faz mais feliz, assim como na maioria das pessoas.  Paradoxalmente do que disse aí em cima, sou bastante extrovertidos para algumas coisas e e-x-t-r-e-m-a-m-e-n-t-e tímido para muitas outras. E põe muitas nisso, ô. A principal delas é pedir alguma coisa, não importa qual: dinheiro, dica, livro, cd, namoro, um beijo. Ô coisinha difícil. Para não dizer que nunca pedi, pedi uma única vez, não faz muito tempo: as condições eram favoráveis, o clima também, o local propício, e o não evidente. Para alguém que fica se auto-mutilando por qualquer besteira que fala ou age, que se remói por qualquer coisinha que já aconteceu há anos, isso é a bomba de Hiroshima na minha vã tentativa de romper a timidez com as mulheres. Prefiro, e se prefiro, que elas puxem o papo, que elas tomem a iniciativa, assim é mais fácil eu não errar. E como não tenho o hábito de ficar, tento suprir a necessidade inventando paixões. Agora lanço a pergunta: será que um dia eu vou realmente me apaixonar, sem ser para inteirar alguma necessidade? Uma ótima pergunta para não se responder.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;O vazio que estava quando eu fui embora foi esquecido num instante, um instante em que a aniversariante, uma amiga de longa data, se lançou nos meus braços, num breve e intenso abraço, verdadeiro, honesto, emotivo, diferente da maioria dos abraços que dei naquela noite (falo isso porque já amanhece e o quadro de Salvador Dali já se pinta no céu do Rio de Janeiro). Ali senti que toda aquela pressão, aquela avalanche de pensamentos, reflexões, indagações que apareceram em 5 horas de festa se dissiparam. Abraços diferenciais, que falam mais do que mil palavras já fazem parte da minha vida e para quem lê e acompanha minhas divagações. E dessa vez não foi diferente, tão emocionante quanto. Talvez ela nem tenha se apercebido disso. Talvez a gente não perceba como é nas pequeninas coisas, nos simples gestos, atos, palavras que levantamos e derrubamos gigantes. Temos usado nosso tolo tempo em destruir para nos engrandecer, pensar no EU e não em NÓS.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Depois do abraço, entrei no prédio, peguei o elevador, e como vocês podem presenciar, todas as perguntas, as dúvidas, as reflexões, as necessidades, tudo, voltaram a povoar meus pensamentos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Graças a Deus existem os amigos e seus abraços.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Musica para se escutar nesse post: Diary - Alicia Keys.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-114275809971291033?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/114275809971291033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=114275809971291033&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/114275809971291033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/114275809971291033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2006/03/notas-mentais-em-um-fim-de-noite.html' title='Notas mentais em um fim de noite.'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-114011549744463421</id><published>2006-02-16T16:42:00.000-02:00</published><updated>2006-02-16T16:44:57.460-02:00</updated><title type='text'>Pérolas Filósficas: A Maçã</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/1600/maca.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/320/maca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;"... eis uma maçã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt; ...Nós temos duas maneiras de estudá-la: do ponto de vista metafísico e do ponto de vista dialético. No primeiro caso (de acordo com a metafísica), nós faremos uma descrição dessa fruta: sua forma, sua cor, enumeraremos suas propriedades, falaremos de seu gosto, etc. Depois, poderemos comparar a maçã com uma pêra, ver suas semelhanças e suas diferenças e, enfim, concluir: uma maçã é uma maçã e uma pêra é uma pêra.Mas, se nós quisermos estudar a maçã do ponto de vista dialético, nós nos colocaremos na perspectiva do movimento (mas não daquele movimento quando ela rola e se desloca), mas do movimento de sua evolução. Nós constataremos que a maçã madura não foi sempre o que ela é; anteriormente ela era uma maçã verde. Antes de ser uma maçã verde ela era uma flor; antes de ser uma flor, era um broto e, assim, nós chegaremos à macieira na primavera. Enfim, a maçã não foi e tampouco permanecerá sempre o que é. Ela tem uma história.Eis o que se chama estudar as coisas do ponto de vista do movimento: é o estudo na perspectiva do passado e do futuro. Estudando assim esta maçã, o presente será visto como uma transição entre o que ela era (o passado) e o que ela virá a ser (o futuro) ..."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;George Politzer&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-114011549744463421?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/114011549744463421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=114011549744463421&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/114011549744463421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/114011549744463421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2006/02/prolas-filsficas-ma.html' title='Pérolas Filósficas: A Maçã'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-113876741487783136</id><published>2006-02-01T02:05:00.001-02:00</published><updated>2006-02-01T02:32:34.663-02:00</updated><title type='text'>As verdades sobre mim</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/1600/a%20verdade.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/320/a%20verdade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nessas longas férias, de noites em branco e dias no escuro, repensei na minha vida, nos meus valores, e vi que tenho virtudes, além dos nossos conhecidos defeitos. Com isso, descobri que minha auto-estima baixa é uma bobagem, visto que minhas virtudes são únicas e singulares. Destarte, fiz uma pequena lista de 22 pontos sobre minhas características mais marcantes.&lt;br /&gt;Eis a lista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;1 - As lágrimas do Nelton Araújo curam o câncer. O problema é que ele é tão macho que não chora nunca. Nunca!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;2 - Nelton Araújo não dorme. Ele espera.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;3 - Nelton Araújo está atualmente processando a NBC. Ele alega que "Lei e Ordem" são os nomes patenteados para suas pernas ("Lei" a esquerda, "Ordem" a direita).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;4 - Se você pode ver Nelton Araújo, ele pode ver você. Se não pode ver Nelton Araújo, você pode estar perto da morte.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;5 - Nelton Araújo contou até o infinito. Duas vezes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;6 - A última página do Guiness (livro dos recordes) diz em letras miúdas: "Todos os recordes do mundo pertencem a Nelton Araújo. Nós apenas nos damos o trabalho de listar os segundos colocados em cada categoria."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;7 - A Grande Muralha da China foi originalmente construída pra impedir a entrada de Nelton Araújo naquele país. Ela falhou miseravelmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;8 - Se você perguntar ao Nelton Araújo que horas são, ele sempre dirá, "Dois segundos até..." Depois de você perguntar "Dois segundos até o quê?" ele dará um roundhouse kick na sua cara.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;9 - Quando Nelton Araújo recebe os impostos, ele manda de volta folhas brancas com uma foto dele agachado, pronto para atacar. Nelton Araújo não teve que pagar impostos nunca. Nunca!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;10 - Nelton Araújo era um dos personagens originais do jogo "Street Fighter II". Ele só foi removido porque todos os botões faziam ele dar um roundhouse kick. Quando perguntaram sobre essa falha do jogo, Nelton Araújo respondeu: "Que falha do jogo?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;11 - Nelton Araújo tem duas velocidades: Andar e Matar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;12 - Uma vez Nelton Araújo comeu um bolo inteiro antes que seus amigos pudessem lhe contar que havia uma stripper dentro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;13 - Quando Deus disse "Que se faça a luz!", Nelton Araújo falou "Diga 'por favor'."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;14 - NELTON ARAÚJO NÃO LÊ LIVROS, ELE OS ENCARA ATÉ CONSEGUIR TODA A INFORMAÇÃO QUE PRECISA.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;15 - Nelton Araújo jogou roleta russa com um revólver totalmente carregado e ganhou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16 - Nelton Araújo não tem um forno ou microondas, pois, como todo mundo sabe, "a vingança é um prato que se come frio."&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;17 - Nelton Araújo pediu um Big Mac no Bob's. Ele foi atendido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;18 - Algumas pessoas usam uniforme do Superman. Já o Superman usa uniforme de Nelton Araújo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;19 - Não existe queixo por trás da barba de Nelton Araújo, apenas outro punho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;20 - Nelton Araújo só passa as noites com a luz acesa. Não, Nelton Araújo não tem medo do escuro, mas a recíproca não é verdadeira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;21 - Certa vez Nelton Araújo deu um roundhouse kick tão rápido que quebrou a velocidade da luz, voltou no tempo e atingiu um navio chamado Titanic.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;22 - Armas não matam. O que mata é Nelton Araújo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;Todas as informações supracitadas são expresões da verdade.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Musica do Post - I Got The Groove - Tower of Power ( Vc não conhece? Então um roundhouse kick em você!!!!!!!)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-113876741487783136?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/113876741487783136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=113876741487783136&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/113876741487783136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/113876741487783136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2006/02/as-verdades-sobre-mim.html' title='As verdades sobre mim'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-113797728990234394</id><published>2006-01-22T22:36:00.000-02:00</published><updated>2006-01-22T22:58:45.933-02:00</updated><title type='text'>Insights de um fim de tarde</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.liviaalessandrini.com/media/immagini/LA%20-%20Labirinti/LA%20-%20Labirinti-Labirinto-cm80x60-acryl%20sur%20toile-Villeneuve%202002.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.liviaalessandrini.com/media/immagini/LA%20-%20Labirinti/LA%20-%20Labirinti-Labirinto-cm80x60-acryl%20sur%20toile-Villeneuve%202002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;"Quando ali penetro, convoco todas as lembranças que quero. Algumas se apresentam de imediato, outras só após uma busca mais demorada, como se devessem ser arrancadas dos escaninhos mais recônditos. Outras irrompem em turbilhão, e , quando se procura outra coisa, se interpõe como a dizer: Não seremos nós que procuras?"&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;(Santo Agostinho - Confissões)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Musica para um fim de tarde: O Silêncio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-113797728990234394?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/113797728990234394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=113797728990234394&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/113797728990234394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/113797728990234394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2006/01/insights-de-um-fim-de-tarde.html' title='Insights de um fim de tarde'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-113695078941889159</id><published>2006-01-11T01:33:00.000-02:00</published><updated>2006-01-11T01:45:37.990-02:00</updated><title type='text'>Frases Na Madrugada</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.interarteonline.com/Jose_A_Gonzalez/Altas/Silencio.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.interarteonline.com/Jose_A_Gonzalez/Altas/Silencio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;"Só se sabe o tamanho do grau de intimidade que se&lt;br /&gt;tem com a amada quando ficar perto dela em silêncio não mais o&lt;br /&gt;incomoda"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS. Agradeço a &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Erica&lt;/span&gt; por essa frase, que me fez refletir as 1 da manhã se não deveria ser esse o meu objetivo em certos momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Musica do Post:&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt; As Time Goes By&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#339999;"&gt;- Frank Sinatra&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-113695078941889159?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/113695078941889159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=113695078941889159&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/113695078941889159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/113695078941889159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2006/01/frases-na-madrugada.html' title='Frases Na Madrugada'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-113579629424518342</id><published>2005-12-28T16:52:00.000-02:00</published><updated>2005-12-28T17:01:06.890-02:00</updated><title type='text'>Só de Sacanagem!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.wunderblogs.com/filthymac/archives/mensalao.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.wunderblogs.com/filthymac/archives/mensalao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.wunderblogs.com/filthymac/archives/mensalao.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coração está aos pulos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes minha esperança será posta à prova?&lt;br /&gt;Por quantas provas terá ela que passar?&lt;br /&gt;Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro,do nosso dinheiro, que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?&lt;br /&gt;É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e dos justos que os precederam: “Não roubarás”, “Devolva o lápis do coleguinha”, Esse apontador não é seu, minha filhinha”.Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha ouvido falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, se mexeram comigo,com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear:mais honesta ainda vou ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só de sacanagem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba” e eu vou dizer: Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”.Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu repito, ouviram? I-M-O-R-T-A-L!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser,vai dar para mudar o final!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Musica do Post: Problema Social - Na voz de Seu Jorge&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-113579629424518342?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/113579629424518342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=113579629424518342&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/113579629424518342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/113579629424518342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2005/12/s-de-sacanagem.html' title='Só de Sacanagem!!!'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-113531908172905006</id><published>2005-12-23T04:19:00.000-02:00</published><updated>2005-12-23T04:24:41.746-02:00</updated><title type='text'>Belezas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/1600/monalisa.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/400/monalisa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Qual versão da moça,  esposa de um rico cidadão fiorentino de nome Francesco Di Bartolomeu Del Giocondo, que em 1503 encomendou a Leonardo Da Vinci um quadro, nessa foto ficou bonita? Não precisa mentir para si próprio. A da esquerda, a original, ou a da direita, a versão americanizada? conseguiu responder? Agora tente explicar para si mesmo o porquê da decisão? Vamos ver...você achou a moça do quadro esquerda muito simpática, um sorrisinho enigmática, mas feia? Não consegue entender como para um gênio como o Leo da Vinci podia tê-la como padrão de beleza, até que finalmente pessoas de bom senso deram um trato, uma repaginada na coitada? Não se preocupe, ou melhor, se preocupe, a grande maioria respondeu como você. Mas deixa-me exercitar minha chatice e perguntar mais uma coisa? O que é ser bonito? Como se mede a beleza de alguém?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;           &lt;br /&gt;            Não sou bonito, definitivamente. Isso não é discurso de um feio que quer atenuar sua falta de formosura com a sinceridade, longe disso. Sou alguém que tenho certeza que toda a fotogenia e beleza da família foram dadas a primogênita, ou seja, minha irmã.Loira, magrinha dos olhos verdes, nem de longe parece este que vos fala, que tem cabelo crespo, olhos pequenos, nariz achatado e corpo em forma de “8” (to quase virando um 0).  Posso ter várias virtudes, mas essa...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Mas hoje fiquei me perguntando que elementos tornam alguém mais ou menos bonito. Será que um conjunto de biótipos que ao longo do tempo se tornaram tão naturais no nosso subconsciente, tais como peitoral definido, pernas grossas, barriga de ‘tanquinho’, seios volumosos, braços do tamanho da coxa (exagero? Sei não...)? Enfim, pessoas que se constroem, que são produtos e não produtores de beleza. E não adianta dizer que a pessoa pode ser bela nos últimos dias tendo apenas um rosto lindo: parafraseando Vinicius de Moraes, “desculpem-me os gordos, mas um corpo sarado é fundamental”. E essa busca desenfreada por esses estereótipos ditos “formosos” me incomoda, não pela aparência em si, mas porque a maioria não sabe o que é realmente ser bonito. Na verdade, dentro de uma academia, em geral, o que menos se exercita é o senso crítico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Se pelo as pessoas entrassem nesse culto ao corpo por consciência própria, por saúde, por gostarem daquele formato do corpo que se produz ou qualquer outra desculpa, até tudo bem. Tenho um caso desse aqui em casa: minha mãe é uma malhadora nata, ratas de academia, mas faz por que gosta, porque se sente bem e não porque quer se exibir para os outros. É esse o problema maior: as pessoas querem aparecer, querem se exibir, e, se por acaso, a moda fosse ser gordo, com certeza a grande maioria deixaria a barriga crescer, se olhariam no espelho e diriam “Fulano, minha barriga tá maior que a sua”. Vão de acordo com a direção do vento, sem pensar, e se o vento mudar, mudam também. Esse culto do corpo cada dia mais tem se tornado uma forma de compensação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em hipótese nenhuma estou afirmando que malhar ou estar na academia é sintoma de personalidade fraca, em absoluto. Mas, e eu adoro essa expressão, tudo tem que ter equilíbrio. Quem tem o hábito, bom ou mau, de vasculhar os profiles dos amigos e dos amigos dos amigos tem que se deparar com comentários sobre os livros prediletos: “Não curto muito ler não”, “Não gosto de ler”, “Playboy”...Tá bom homens, tem a versão feminina também: “Capricho”, “Atrevida”, “Eu me lembro que há muito tempo atrás eu li o pequeno príncipe e adorei”, “Comecei a ler Harry Potter, mas ele é muito grande e preferi assistir ao filme”. Tudo isso com a entonação de orgulho, como se ler um mísero livro por mês fosse coisa de Nerd, de pessoas cabeçudas, cdf’s que nunca foram a uma academia. Aliás, já se tornou senso comum ver a pessoa com livros na mão e o achar “o intelectual”, tradução mais comum: o chato que se acha o inteligente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Mas ainda não consigo ver uma explicação global para a beleza. Um conceito único, que seja compatível com todas as idéias de beleza. A beleza está nos olhos de quem a vê é a frase chave desse parágrafo. Um ser belo é um ser relativo, pode ser belo para você, pode ser feio para mim, pode ser um semi-deus grego para alguns, ou um bruxo para outros. A formosura  de uma pessoa não se restringe a apenas alguns traços físicos, mas a inteligência, a simpatia, o charme, a áurea da pessoa. Isso mesmo, ou você nunca teve a sensação de ver uma luz em redor de uma pessoa que você acha encantadora? Esse tipo de pensamento parece antiquado, um tanto quanto ultrapassado, e você tem todo direito de achar que isso é um discurso de um gordinho se justificando, mas o que na verdade quero dizer é que existe algo que nos controla, nos manipula, nos condiciona: a imprensa. Vender uma imagem é interessante para eles, que venderiam até a mãe em troca de audiência. Não concorda comigo? Tudo bem, mas pensa bem: você já viu uma gordinha como protagonista de alguma novela ou filme, salvo aqueles que falam do tema? Você já viu algum feio, feio mesmo, aquele que parece que fez cirurgia para ficar mais feio se tornar galã de novela das oito? Fecho com uma singela indagação: você tem certeza que já assistiu Malhação?. Mas dizer que eles são os únicos responsáveis por isso é querer inventar um bode expiatório. A culpa é também nossa, que, como elfos, seguimos e fazemos passivamente tudo o que eles pedem para fazer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Repito: a beleza é muito mais abrangente. Pessoas bem humoradas, daquelas que têm prazer em rir sem medo de ser feliz. Pessoas com conteúdo, sem precisar serem doutores em Física em Havard, mas que saibam falar sobre tudo sem ficar perdido. Conheço uma pessoa que vai da fofoca mais recente no show business até a concepção do tempo para Einstein, passando pelas teorias teológicas da criação do mundo, com a mesma naturalidade de quem está falando de um mesmo assunto coerente. (Só não conto quem é porque o meu espelho denuncia). Pessoas inteligentes para mim não são seres que não erram uma concordância verbo-nominal sequer, que esbanjam conhecimento, que leram Nieztchie ou Kant, e etc. Pessoas inteligentes são aquelas que, independente de falar certo ou errado, ter cultura literária ou não, sabem se colocar, tem coerência no pensamento, sabem responder a pergunta:quem é você? Pessoas charmosas, isso é uma coisa que se eu pudesse optar em ser, eu seria.São pessoas carismáticas, possuem um magnetismo que as tornam imãs, independente de características físicas.Não obstante as controvérsias, o Jô Soares é um exemplo,para mim, de homem charmoso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Enfim, chego a conclusão de que não existe uma beleza, mas uma multiplicidade de belezas. Uma combinação que tem a diversidade infinita. Descobri a pólvora, diz você talvez. Pode ser, mas vai a uma academia, principalmente na parte do Voador, do Supino e, sobretudo, do espelho onde um monte de homens se exibem e se comparam e fale isso. Mas vá acompanhado por um segurança de tamanho, no mínimo, 3 X 4 metros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            São tantos os itens que tornam uma pessoa bela que me perderia aqui divagando sobre cada uma dela. Mas desses breves elementos fica a pergunta: porque a beleza física em primeiro plano? Explicação óbvia é a de que houve uma inversão de valores. A explicação verossímil é de que é muito fácil ficar “bombado” do que uma pessoa mais...que palavra dizer...culta! Por que não entender que nem todas as pessoas querem esse padrão de beleza fugas? Por que essa exaltação exacerbada do corpo, que, ao taxarem os gordos ou magrelos de ‘pessoas com falta de força de vontade’, marginalizando os que fogem ao padrão de beleza, esboçam o que eu diria de “fundamentalismo corporal”? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A cada dia mais percebo que caí de pára-quedas no século XXI, não sou e nem quero ser vassalo desse tempo. Acho a Monalisa bonita sim, adoro mulheres de óculos (Ficam tão mais encantadoras), amo Vinicius de Moraes, mas acho sua frase de “Desculpem-me as feias, mas belezas é fundamental” uma grande bobagem. Gosto de mulheres que se dão valor, que saibam ser sensuais sem apelar para um decote, ou para microssaia e mini-top que as fazem serem confundidas no ponto de ônibus com...vocês-sabem-quem...(Presenciei essa cena hoje, e te garanto que em menos de 15 minutos foram mais de 10 carros parando e perguntando...Lamentável, mas fazer o quê?).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Sou daqueles que se você perguntar a um grupo de pessoas, que acabaram de me conhecer , o que acharam de mim, nunca terão como resposta: ele é bonito. Pelo contrário, escutarão muitos “Legal”, “Simpático”, “Palhaço”, “Falador”. É viva a lembrança de chegar em  algum lugar com a minha irmã e o povo comentar para os meus pais: “Nossa, sua filhota é linda! Parabéns... Ah! O seu filho também é bonitinho”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Se eu me acho feio? Sim, felizmente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Se me incomodo com isso? De forma alguma...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Mas to me achando gordo, acho que vou começar uma dieta, que tal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Musica do Post: Chocolate – Marisa Monte.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;PS.  Post feito à base de uma caixa de bis...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-113531908172905006?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/113531908172905006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=113531908172905006&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/113531908172905006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/113531908172905006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2005/12/belezas.html' title='Belezas'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-113513629713248628</id><published>2005-12-21T00:23:00.000-02:00</published><updated>2005-12-21T01:48:54.166-02:00</updated><title type='text'>Insegurança, seu nome é Nelton.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.storybytes.com/images/a-dali/fullsize/persistence.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.storybytes.com/images/a-dali/fullsize/persistence.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A melhor coisa sobre o amor é sua constante incerteza. Um dia você está seguro, sabe exatamente o que está se passando com você, então numa semana inteira de angústia, sua certeza desaparece e você não tem mais certeza de nada.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Li essa frase um dia desses, e, contrariadamente, tenho que concordar com o autor de tal frase. Só não concordo que seja a "melhor coisa sobre o amor", não para mim, alguém que tem a insegurança como uma das características principais, só perdendo para a alegria "em excesso", e para o amor o primeiro lugar das características centrais da personalidade Nelton Araújo. Pelo contrário, é o que me mais incomoda: ser inseguro dá a impressão, por vezes falsa, por vezes verdadeira, que falta confiança no outro. Não é meu caso,mas a descrição de como é a incerteza numa relação é perfeita: você acorda, e bate uma insegurança, como se aquele dia fosse o último dia, como se daqui a algumas horas tudo se esvaísse por suas mãos, e aquilo que você tinha como mais sólido no dia anterior se desmanchasse no ar. Motivos para isso? Nenhum, e você têm consciência disso. Isso te faz sentir calafrios, te faz perder o belo dia de sol infernal com uma preocupação na cabeça, afinal, ninguém gosta e quer perder algo que ama mais do que você mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja essa a explicação: amar algo mais do que você. Você se esconde por trás de uma paixão, deseja naquele objetivo de vida, seja profissional ou sentimental, aquilo que, na verdade, você deveria desejar a si próprio. E quando aquilo se perde, não estamos preparados para a frustração.E ninguém consegue estar preparado para a vida se não estiver preparado para enfrentar uma frustração. Particularmente, eu detesto estar no meio termo, e embora entre o 8 e o 80 existam uma diversidade de graus de intensidade, posso dizer que, quando me envolvo com algum projeto ou com alguém, entro de cabeça. Mergulho e corto os oceanos, e por mais que saiba que isso possa me machucar, não encontro melhor maneira de me envolver.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o perfeccionismo de minhas veias que pulsa nessas horas: quero ser o melhor profissional, o melhor namorado, o melhor filho, o melhor músico... Utopia, eu sei, mas prefiro estar sempre em aperfeiçoamento a me conformar (ô palavrinha que deveria ser limada do dicionário e de nossos corações). Sou daqueles que morreriam feliz se fossem pobres mas realizados, na profissão que realiza, na família que constitui, nos amigos que têm, do que pessoas cheias de grana, ou pelo menos, estabilizadas mas que não suportam o lugar onde trabalham, vivem um casamento de fachada (Estranho para o século XXI,né? Conheço uns montes), que têm o carro do ano, mas não têm amigos para conversar. Talvez seja por isso que tenha tanta incerteza na minha vida profissional. Os estudos de 4 intensos anos na faculdade para mim são recompensadores numa monografia, avaliada com 10 "com louvor", de final de curso. E são considerados ineficientes no dia seguinte que fui levado ao paraíso, quando vi que não passei no mestrado. Posso até nesse momento, mais tranqüilizado e mais racional, saber que estou novo, que não foi culpa minha, mas que na hora bate a insegurança e você se pergunta se é isso mesmo, ah, não há dúvida que bate. Vejo milhares de rostos se formando e indo para o mercado e fico me perguntando se sou capaz a me sobressair dessa multidão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma acontece com quem está do meu lado, com aquela que eu digo que eu amo. Nunca, mas nunca mesmo acredito no meu potencial. Sempre acho algum defeito em mim, to sempre inventando ou achando algum problema para dizer que não estou agradando. Sempre acho que os ex's foram melhores e que os que dão em cima são superiores para mim. Pura insegurança, eu sei, mas vai explicar isso para a parte do meu corpo que me faz tremer quando não escuto aquele "eu te amo" que esperava, quando não recebo uma mensagem que estava desejando. Nesse instante, a cabeça gira, os sentimentos se confundem, imagens que você nunca viu, mas que tem certeza que já sentiu passam como num filme sobre o seu fracasso. ô cabecinha fértil, por que não acreditar que ela pode estar te amando também? Porque dá ouvidos a vozes de que não sou capaz de estar com quem estou, de que não sou o bom o bastante? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;             Mas uma hora isso passa, ah, passa!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando essa crise de incerteza passa, surge a nuvem da segurança. Passageira, evidentemente, vem e fica algumas horas, quiçá, alguns dias. E tal como no quadro que ilustra o post, a sensação que dá é que, mais cedo do que posso prever, a certeza que tenho sobre a vida, a segurança sobre tudo, se derreterão tal como os relógios...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... e tudo começa de novo. Estranho, não? Bem vindos ao mundo dos inseguros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Musica do Post: Boa Noite - Djavan.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-113513629713248628?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/113513629713248628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=113513629713248628&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/113513629713248628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/113513629713248628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2005/12/insegurana-seu-nome-nelton.html' title='Insegurança, seu nome é Nelton.'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-113012267258352000</id><published>2005-10-24T00:51:00.000-02:00</published><updated>2005-10-24T00:57:52.590-02:00</updated><title type='text'>Breve retorno</title><content type='html'>Não, eu não fui abduzido.Apesar de a cada dia achar que estou deslocado espaço-temporalmente da sociedade, eu estou na Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Blog novamente está adormecido, porém, vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez até o final do ano eu escreva alguma coisa, se eu sobreviver a isso tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só peço a todos que torçam por mim. Cristãos, orem. Ateus, qualquer coisa já tá bom, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez se eu não tivesse amando eu já teria pirado. Sabe como é, &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;"mas o teu amor me cura, de uma loucura qualquer..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Musica do post: Tudo bem - Lulu Santos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-113012267258352000?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/113012267258352000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=113012267258352000&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/113012267258352000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/113012267258352000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2005/10/breve-retorno.html' title='Breve retorno'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-112719146507427017</id><published>2005-09-20T01:36:00.000-03:00</published><updated>2005-09-20T01:49:08.736-03:00</updated><title type='text'>Momentos Poéticos III</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/1600/neruda.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/400/neruda.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;                     Tira-me o pão, se quiseres,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    tira-me o ar, mas não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    me tires o teu riso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    Não me tires a rosa,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    a lança que desfolhas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    a água que de súbito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    brota da tua alegria,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    a repentina onda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    de prata que em ti nasce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    A minha luta é dura e regresso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    com os olhos cansados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;às vezes por ver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que a terra não muda,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    mas ao entrar teu riso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    sobe ao céu a procurar-me&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    e abre-me todas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    as portas da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    Meu amor, nos momentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    mais escuros solta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    o teu riso e se de súbito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    vires que o meu sangue mancha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    as pedras da rua,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    ri, porque o teu riso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    será para as minhas mãos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    como uma espada fresca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À beira do mar, no outono,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    teu riso deve erguer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    sua cascata de espuma,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    e na primavera, amor,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    quero teu riso como&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    a flor que esperava,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    a flor azul, a rosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    da minha pátria sonora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    Ri-te da noite,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    do dia, da lua,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    ri-te das ruas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    tortas da ilha,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    ri-te deste grosseiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    rapaz que te ama,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    mas quando abro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    os olhos e os fecho,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    quando meus passos vão,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    quando voltam meus passos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    nega-me o pão, o ar,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    a luz, a primavera,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    mas nunca o teu riso,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    porque então morreria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pablo Neruda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Musica para a Poesia: For Your Love - Stevie Wonder&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-112719146507427017?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/112719146507427017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=112719146507427017&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/112719146507427017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/112719146507427017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2005/09/momentos-poticos-iii.html' title='Momentos Poéticos III'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-112718845648987840</id><published>2005-09-20T00:00:00.000-03:00</published><updated>2005-09-20T00:54:16.496-03:00</updated><title type='text'>Sentimentos?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/1600/Romance.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/320/Romance.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;É normal acordarmos mais felizes ou mais tristes, mais sorridentes ou mais sisudos, com vontade de mandar flores ao mundo ou mandar o mesmo mundo se explodir, mas é normal quando isso se torna uma constante? Que sentimento é este que, mesmo vendo as adversidades e os problemas cotidianos, que normalmente esgotam seu limite da paciência e da ansiedade, continua a te fazer sorrir, cantar, acordar bem disposto para tarefas rotineiras e maçantes, como escrever uma monografia, por exemplo? Que estranha calma é essa que faz parecer seu mundo andar mais lentamente, ou ,pelo menos, ter a consciência de que você pode fazer tudo com menos ansiedade, com menos pressa? Que leveza é essa que acredito poder, mesmo com algumas dezenas de quilos a mais, voar e espairecer a mente? Que tranqüilidade é essa que me faz ter confiança daquilo que sempre duvidei em 21 anos e tomar como certeza da noite pro dia? Que felicidade instantânea, que diferente paz é essa que consegue paralisar um hiperativo como eu em pleno domingo e o deixa deitado na cama, reflexivo, pensando em tudo, em nada, ou só sentindo, deixando a melodia de Johnny Mathis te guiar para onde não sei?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Já disse uma vez não gosto de usar certos rótulos &lt;st1:personname productid="em v￣o. Apaixonado" st="on"&gt;em vão. Apaixonado&lt;/st1:PersonName&gt;? Enamorado? Envolvido? Admirado? Não sei, talvez nada por enquanto, talvez tudo, só sei, e tenho aprendido a cada dia mais, que é um sentimento tão bom e tão saudável que não quero pensar no futuro, pois posso perder o melhor do presente. Uma sensação de vigor, de ser amado e amar. Oras, podemos desejar nosso sucesso profissional, e pessoas renunciam seus sentimentos em prol desse sucesso, mas não há algo melhor, mais edificante, do que a certeza de que pode fazer toda a diferença a alguém, pode fazer alguém amado se sentir bem, mas, sobretudo, o contrário: de ser sentir bem, se sentir amado, de perceber de que nenhuma ilha é uma ilha, por mais que busque.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;As pessoas mais machucam do que edificam, porém, certos ‘alguém’ nos engrandecem sem perceber, de forma natural e espontânea, que só podem ser comparadas a anjos. Resta a mim e a todos apenas admirar, às vezes no silêncio, e torcer que esse anjo se humanize e veja a ti também como um anjo. Você já parou para pensar se você já bem fez &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;a alguém hoje. Qualquer um: seu namorado, seus pais, seus amigos. Uma palavra amiga, um abraço, um beijo? Coisas fáceis, simples, e que a gente não dá muito valor? São exatamente essas as que mais me encantam.É exatamente isso que busco fazer, por mais falho que seja: que se sintam tão bem quanto eu me sinto por causa deles. Da mesma forma que posso ir ao céus com um elogio despretensioso, posso cair no vale da amargura e da tristeza com uma palavra despretensiosa também. As pessoas não querem ter mais controle sobre o que dizem, sobre o grande tesouro e a grande arma que ganharam geneticamente: o poder de usar as palavras.Por isso, são tão inocentes quanto culpadas quando elevam ou destroem alguém.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Mas o mundo pode cair, o Brasil se tornar uma ditadura comunista, o Flamengo descer à segunda divisão, que eu to aqui feliz e &lt;st1:personname productid="em paz. N￣o" st="on"&gt;em  paz. Não&lt;/st1:PersonName&gt; sei até quanto tempo, sentimentos são como nuvens: se dissolvem na mesma velocidade que aparecem e cobrindo a todos, nos envolvem numa atmosfera impossível de sair por recursos humanos. Mas o que vale é o agora, então sinta o presente: não sei até essa história vai embora alguns flashes resolvam, de quando em vez, passar pela minha mente, devaneios típicos de um ansioso em recuperação, contudo sei que me faz bem, muito bem. Gostaria de gritar ao mundo seu nome, mas o bom senso e a educação me aconselham a berrar internamente, sem orgulhos, sem medo nem ansiedades. Eu to me vendo diferente, mais leve, menos ansioso, mais...tantas coisas que acredito não ter palavras para descrever.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Afinal, o que é isso? O que eu tomei?&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 204);"&gt;Musica do Post: Isn't it the Romantic- Johnny Mathis&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-112718845648987840?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/112718845648987840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=112718845648987840&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/112718845648987840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/112718845648987840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2005/09/sentimentos.html' title='Sentimentos?'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-112562901809927352</id><published>2005-09-01T23:32:00.000-03:00</published><updated>2005-09-02T00:13:54.300-03:00</updated><title type='text'>Mas eu me mordo de Ciumes...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/1600/sentimento_ciumes_p.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/400/sentimento_ciumes_p.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;“Por favor, não mande nenhum recadinho, nenhum scrap, nenhum depoimento no meu orkut, por favor! Por favor!”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que uma aluna, em pranto convulsivo, reagia a minha descoberta de seu orkut. O motivo? O namorado sempre sente ciúmes, e isso ocasiona brigas que levam uma menina a chorar só ao lembrar que poderia haver outra.Sinceramente, aquilo me assustou e pensei em dizer algumas coisas, por vezes desconexas, sobre o ciúme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ciúme&lt;/strong&gt;: alguns dizem que é totalmente ruim, outros, dizem que tem seus benefícios.Como tudo na vida, nada é tão mal ou tão bom, portanto, o seu equilíbrio é fundamental, e digamos, até saudável num relacionamento. O problema está quando este sentimento tão avassalador se transforma em obsessão: a cada dia mais, há um retorno, ou desvelamento, do sentimento de posse das pessoas para com quem elas dizem que ‘amam’, como se estas fossem coisas, completamente sem vida social, sem rede amigos. Casais de namorados são os mais atingidos por essa onda: é natural, e até compreensível, que haja uma espécie de autoproteção inicial: ficam mais pertos, não saem com tanta freqüência com os amigos, se devotam aos seus agora amados. Mas quando passa o tempo do deslumbre, continuar a esquecer os amigos porque o(a) namorado(a) assim exige,porque tem ciúmes, é ridículo. Ninguém é posse de ninguém, principalmente porque as pessoas tenderam, gradativamente, a esquecer a real intenção do namoro, que é o de se conhecerem, e não de agir como se fossem casados, e, no caso, mal-casados, e interferirem na vida outro e na sua vida social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso nos leva a pensar em razões, dentre várias, do ciúme assombrar as nossas mentes (sim, a minha também é afetada, como veremos mais abaixo).A primeira é a insegurança:essa é clássica, todo mundo, nas rodas de conversa da vida, diz que é insegurança o principal motivo dos ciúmes. E quem sou eu para discordar? Concordo, pois as pessoas cada dia mais se sentem menos capacitadas a acreditar em si mesmas, nas suas qualidades, virtudes que possam levar o seu parceiro(a) a admira-lo a ponto de tê-lo como o amado, embora isso não exclua ao mesmo tempo, de ter amigos ao redor.E isso produz, imediatamente, um falta de confiança no outro. Já sei que uma das principais dificuldades da minha futura amada será o de entender o meu relacionamento com as minhas amigas, que são o grupo majoritário do meu ciclo de amizade. E, atrelado a insegurança em vertiginoso crescimento, há uma segunda razão, para mim, que também é o causador do ciúmes: ao caráter descartável dos relacionamentos, cada dia mais efêmeros, cada dia menos profundos, cada dia menos estáveis. A onda do ficar entrou e viciou, como um bom chocolate, as pessoas. Eu já fui mais radical quanto a isso, hoje em dia, entendo as vontades das pessoas sem julgá-las, contudo, por vezes há o exagero: hoje o n°1, amanhã o n° 2, no outro dia, o n°592, depois de volta ao n°1 e se acha feliz por isso. Isso gera dentro da pessoa a falta de uma estabilidade, e que, quando se namora, é um produtor de traições a torto e a direita. Que contradição: enquanto o ciúme aumenta, a descarte de relacionamentos também recrudesce. Não há profundidade porque não há confiança no outro. Mesmo que isso visto pelos outro como bom, não consigo me imaginar num relacionamento superficial: estando em um relacionamento, o que não é tão fácil assim, entro no meu submarino do amor, rumo ao mais profundo, ao mais denso, de preferência, sem previsão de volta. Apesar de doer deveras quando o comando aqui de cima manda o submarino emergir, é uma sensação indescritível, sensação de amar incondicionalmente, mesmo sem retorno, amar altruistamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há outros tipos de ciúmes, fora do campo amoroso. O ciúme do amigo é algo tão presente quanto velado entre nós, talvez porque neste se revele a real insegurança que há em nós. Falo por mim agora: não tenho tanto ciúmes quando estou com a pessoa amada, mesmo porque sempre fica bem claro que, se ela está comigo, é por que alguma coisa eu posso doar, e quando não há mais amor, seja a definição desse termo tão polissêmico, fica claro que não tem mais porque continuar. Entretanto, com meus amigos, pode me chamar de Sr.Ciúmes: inseguro como eu sou, sempre acredito que fiz alguma coisa de errado para um amigo não puxar assunto, convidar para uma festa, ou mesmo me contar sobre uma nova amizade. Ah! As amizades deles, se eu pudesse, devoraria todos, e deixava só com um amigo: eu. Também é um misto com carência: pessoas que se isolam por outras questões que não a sua vontade, sentem necessidade do toque, mesmo que virtual: um telefonema, um cartão, um scrap, uma carta.(Tenho saudades das minhas cartas, gosto de enviar, mas isso fica para uma outra hora). Embora guardadas as devidas proporções, estou tão errado quanto o namorado da minha aluna, ao tentar, num esforço egocêntrico, ter a mim como o único amigo dos meus amigos. Cada dia mais estamos mais egoístas, mais voltado para as nossas necessidades, nossos desejos, nossas vontades, esquecendo dos outros. Tento, a cada dia, e com esmero não ser mais assim, e to melhorando, o que prova que há cura para o ciúme, mesmo embora sofra ainda com o desinteresse de amigos que tanto querem bem, que pareciam ser daqueles amigos, quase irmãos, e inexplicavelmente gelam o seu comportamento, causando profundos furos numa alma já insegura, que doem mais do que qualquer rompimento de relacionamento amoroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um pouco de ciúme, beirando o ‘charminho’ é vital para um relacionamento: demonstra interesse, preocupação. Mas mesmo assim, tem que se tomar cuidado com as falsas generalizações: nem todo homem que é generoso, amigo, conselheiro, que dá presentes fora do período festivo é alguém que tenha algum interesse pessoal. Falo por mim, novamente:gosto de presentear, mandar cartões, telefonar não, sou muito tímido para isso e invento que não gosto de telefone, enviar músicas, scraps, sms, etc. E não vejo mal nisso, mesmo não faça muito isso com as amigas que namoram-casadas-noivas-ficantes-enroladas, pois declarações de amor não se resumem a eu te amo, e não se prendem a uma pessoa só, de outro sexo: amigos são amantes, eternos doadores e renunciadores de si em prol do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma fala totalmente parcial: não percam sua individualidade por causa de outra pessoa, falo isso de experiência própria: amores passam, amizades permanecem, mas quando esquecidas tentar reconquista-las são tão difíceis. Olhe ao seu redor e veja se realmente ama parceiro(a) ou esta apenas acomodada a um relacionamento dito estável, seja pelo laço de tempo ou coisa parecida.Isso é a pior das coisas: a falta de amor. Isso tem conseqüência, que posso falar, traumáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amem, vivam, beijem, curtam, mas não se isolem, não prometam a mim, mas a vocês mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Musica do Post:&lt;/span&gt; Trapped In the Closet - R. Kelly &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;(Um suspense numa música em 5 partes, fenomenal)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-112562901809927352?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/112562901809927352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=112562901809927352&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/112562901809927352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/112562901809927352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2005/09/mas-eu-me-mordo-de-ciumes.html' title='Mas eu me mordo de Ciumes...'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-112429143651255792</id><published>2005-08-17T12:04:00.000-03:00</published><updated>2005-08-17T12:12:28.666-03:00</updated><title type='text'>Ri é o melhor remédio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/1600/charge3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/320/charge3.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Me sinto preparado para assumir a presidência da República"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;(Severino Cavalcanti)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                              ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Musica do dia: "Don't Worry, be Happy" (Bob McFerrin)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-112429143651255792?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/112429143651255792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=112429143651255792&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/112429143651255792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/112429143651255792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2005/08/ri-o-melhor-remdio.html' title='Ri é o melhor remédio'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-112378352565848101</id><published>2005-08-11T14:58:00.000-03:00</published><updated>2005-08-11T15:09:52.063-03:00</updated><title type='text'>Momentos Poéticos III</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/1600/TomVin_BiagioDiCarlo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/400/TomVin_BiagioDiCarlo.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Matemática, quando bem empregada, pode ser uma fonte de inspiração maravilhosa. Como historiador preciso admitir isso: a matemática é fascinante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Mais fascinante é essa canção do mestre dos mestres, Tom Jobim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Aula de Matemática&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pra que dividir sem raciocinar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Na vida é sempre bom multiplicar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E por  A mais B&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu quero demonstrar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que gosto imensamente de você&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por  uma fração infinitesimal,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você criou um caso de cálculo integral&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E para  resolver este problema&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu tenho um teorema banal &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando dois meios  se encontram desaparece a fração&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E se achamos a unidade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Está resolvida a  questão &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Prá finalizar, vamos recordar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que menos por menos dá mais  amor&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se vão as paralelas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ao infinito se encontrar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por que demoram  tanto os corações a se integrar?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se infinitamente, incomensuravelmente,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu estou perdidamente apaixonado por você.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Musica do Post: Aula de Matemática - Tom Jobim (Óbvio, não?)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-112378352565848101?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/112378352565848101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=112378352565848101&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/112378352565848101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/112378352565848101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2005/08/momentos-poticos-iii.html' title='Momentos Poéticos III'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-112317688426871877</id><published>2005-08-04T14:23:00.000-03:00</published><updated>2005-08-04T14:34:44.283-03:00</updated><title type='text'>Apologia à Indignação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/1600/charge.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/320/charge.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: 150%; text-align: center; font-style: italic;"&gt;Frase  da semana: “Eu fico fascinada, parece que estou assistindo ao Roque Santeiro”  (Lucia Guimarães, acerca da CPI do sei-lá-qual-nome-tem-aquilo)&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;                    &lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: 17.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;    No  último dia 2 de agosto, o Brasil parou. E dessa vez não foi por causa de alguma  final esportiva. Pelo contrário, o país se aglomerou em bares, restaurantes ou  mesmo em lojas de eletrodomésticos para assistir a uma acareação entre o  ex-ministro da Casa Civil, o agora deputado José Dirceu ,e deputado Roberto  Jefferson. Entre as mútuas acusações e defesas, o óbvio se sabe: o que queríamos  é que não houvesse chegado a tal ponto. Pior só o fato de concluirmos que falta  a sociedade, sobretudo a nova geração, consciência política, consciência de não  se conformar com o rumo que a “democracia” brasileira esta seguindo. Observamos  também, cada dia mais “público e notório” (tomando uma expressão do Dirceu  emprestado), o desleixo e a descredibilidade que a disciplina História tem  tomado as mentes de nossa sociedade. Não&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;são&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;todos que têm&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;essa falta de zelo. Não que todos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;aqueles que não são dessa ‘nova’ geração  tivessem a consciência da importância de tal disciplina.Nada de generalização!  Mas trabalhemos com o fato: poucos são aqueles que se interessam pela história e  enchem de importância com a mesmo afinco que fazem com as Matemáticas, por  exemplo (nada contra, são tão necessárias quanto a História). Mesmo dentro do  núcleo estudantil que se importa com esta disciplina, ainda temos que dividir  entre o grupo que se importa pelo fato de saber da necessidade de&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ter um pensamento crítico, e aqueles que só  se interessam pelo pragmatismo do vestibular.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: 17.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;            Sim, o pragmatismo e o conformismo são as tônicas das buscas de nossos jovens:  Economizar e poupar energia sempre, esse é o lema. Dentro de todas as modas, de  todas as tecnologias, procura-se o conforto, o fácil, o agradável, o prazeroso,  o rápido e o certo.E pagando para isso um alto preço: o da liberdade de  pensamento. Ficamos presos àquilo que os outros pensam,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;o que a mídia nos impõe a pensar, e por  extensão, ao que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;certos grupos  dominantes querem que pensemos e que não pensemos. Nos indignamos apenas por  aquilo que a &lt;i&gt;media &lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;quer que nos  indignemos, nos alegramos apenas por aquilo que eles querem que nos alegremos.  Criticamos ou elogiamos aqueles que alguma personalidade (detentora de uma arma,  por vezes mal empregada: a formação de opinião) outrora criticou e/ou elogiou.  Os mensalões da vida republicana existem há tempos, e agora a opinião pública se  revolta? Antes tarde do que nunca, diriam alguns, e eu concordo, mas já parou  para pensar que esse tsunami foi formado pela imprensa? Que antes do interesses  democráticos, há o interesse privado pelo &lt;i&gt;furo, &lt;/i&gt;pelas manchetes, pela  audiência.&lt;i&gt;Não&lt;/i&gt; que eu não goste de conforto e prazer, muito pelo  contrário, mas aspiro sempre a algo maior: a minha liberdade. Temos um quadro  favorável, numa visão macroscópica, em relação aos jovens da época da ditadura,  que não viam nos jornais nada que o governo pudesse considerar como negativo  para o país(explicitamente, é claro, afinal, criatividade sempre foi o forte do  brasileiro): desde o óbvio balanço político até&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;uma epidemia de meningite, e ainda sim vemos pessoas que quando vêem algo  relativo a política na televisão, logo mudam de canal, ou para algum programa de  variedades ou esportivo, quando não&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;se  trancam mentalmente nos Orkut ou menssenger da vida e esquecem que há vida  exterior. Estamos formando jovens claustrofóbicos,que, ao contrário do que se  imaginam, não pensam cada vez mais rápido, e sim, ao pensar apenas as  idéias-chaves , o comum, o óbvio, não pensam, pelo menos criticamente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: 17.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: 17.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;       E o estudo da História, que em tese deveria romper com esse quadro de  comodidade&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;se torna a matéria do &lt;i&gt;“Pra  que se estuda isso?” “Para que estudar o passado?”. &lt;/i&gt;Em parte isso se explica  pela falta de crítica que temos, no entanto , o fato de termos professores que  não ajudam em nadaa criarmos esse hábito de pensar é tão ou mais importante. Não  estamos pedindo revolucionários, marxistas, anarquistas, comunistas, ou qualquer  &lt;i&gt;“istas”&lt;/i&gt;. Estamos pedindo graduandos pensantes, críticos, que saibam que a  faculdade de História não serve só para ter um emprego ou , em menor escala, ter  um &lt;i&gt;status quo&lt;/i&gt; de intelectual.. Que tenham a visão de que são tão  formadores de opinião quanto os intelectuais “produzidos” pela imprensa, e que  saibam que,se não for feito alguma coisa já com esses jovens, chegará o dia no  qual seremos meros reprodutores, sem influência alguma. O estudo da História é o  espaço que abrimos para o processo do pensamento crítico, de começar a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;questionar, duvidar, se inconformar. E isso é  doloroso e lento. E muito dos nossos graduandos de hoje não esta preparado para  essa honra. E muita gente não está interessada que tenhamos tal objetivo  enquanto educadores.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: 17.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: 17.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Enfim,  longe de querer isso,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;é melhor&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;começarmos dar valor ao que temos hoje, a  nossa liberdade de pensamento, a de não sermos obrigados a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;nos conformarmos com essa imposição de  cultura, que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;dá a falsa idéia de que  somos seres pensantes, antes que a gente tenha que buscar, nas ruas, de novo,  essa graça. E que possamos entender, dentre as várias e eruditas (algumas  bastantes sacais) definições, de que a história nada mais é do que &lt;i&gt;“a ponte  que liga o seu mundo ao mundo”&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: 17.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: 17.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Afinal,  ninguém é uma ilha.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: 17.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt; ***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: 17.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Musica  deste post: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Strangers in the night”&lt;/span&gt; – &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Frank Sinatra&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: 17.4pt; line-height: 150%; text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;(Convenhamos:antes essa do que Nervos de Aço interpretada  por Roberto Jefferson, não?)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ps do autor: esse post era até o primeiro parágrafo um enunciado de uma prova  para uma turma de pré-vestibular. Quando dei por mim estava na segunda página de  divagações, logo eu não cometeria o crime a minha inspiração, tão apagada nos  últimos dias, de parar.  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8112393-112317688426871877?l=nelton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nelton.blogspot.com/feeds/112317688426871877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8112393&amp;postID=112317688426871877&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/112317688426871877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8112393/posts/default/112317688426871877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nelton.blogspot.com/2005/08/apologia-indignao.html' title='Apologia à Indignação'/><author><name>N.  Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09311167338920947089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://3.bp.blogspot.com/-DiPaAiGf6gk/Tau8aAXNjTI/AAAAAAAABGw/Vso5nH-m7PM/s220/Depois.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8112393.post-112287274317048468</id><published>2005-08-01T14:00:00.000-03:00</published><updated>2005-08-05T00:11:24.243-03:00</updated><title type='text'>Sociedade dos Poetas Mortos</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/1600/ilustra.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/534/320/ilustra.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;"&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 150%;font-size:10;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A gente não faz amigos, reconhece-os."(Vinicius de Moraes)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Tem certas coisas que me fazem sentir muito bem: algumas bem extravagantes, como tocar contrabaixo no escuro, comer sorvete no inverno antártico, e outras tão comuns, como um beijo apaixonado, um abraço sincero, ou mesmo perceber que plantei bons frutos. São gestos simples, discretos, mas que me deixam profundamente feliz, por vezes emocionado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando decidi, ou melhor, quando percebi que meu dom era estar numa sala de aula, ensinando e aprendendo com meus alunos, sabia que não seria fácil. Primeiro, porque eu já tinha noção do desprezo moral e econômico que os professores no Brasil sofrem. Mas isso nunca foi um problema para mim, nunca quis ser rico. Problema mesmo eram minhas idéias um tanto quanto subversivas a respeito do "ser" professor.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;Por que autoridade? Por que porta-voz da verdade incontestável? Por que apenas professor, fechando as portas para novas amizades? Estas e outras perguntas me incomodavam desde minha tenra adolescência, principalmente quando uma professora de Química que no seu primeiro dia de aula, usando uma calça Gang, incomodada com os óbvios sussurros dos garotos com os níveis de testosterona acima da média saudável, manda o recado: "não vim para ser amiguinha de vocês!". Pensei que isso fosse coisa de alguém que tem um marido que dormiu de
